| 12 setembro, 2026 - 08:00

Moraes diz que André Mendonça faz seleção de sigilo para proteger “grupo político”

 

Moraes afirmou que 180 documentos continuam indisponíveis e disse que não cabe ao relator escolher quais peças podem ser consultadas pelo colegiado.

Foto: Victor Piemonte/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, voltou a questionar nesta sexta-feira (11) a retirada de sigilo de documentos ligados à operação Compliance Zero. Em ofício ao presidente da Corte, Edson Fachin, acusou o ministro André Mendonça de fazer um levantamento “seletivo e direcionado” para a “proteção ostensiva de determinado grupo político”.

Moraes contestou a afirmação de Mendonça de que os procedimentos relacionados à Pet 15.556 e ao julgamento de terça-feira (15) estão integralmente disponíveis aos ministros. Segundo ele, ainda há peças sob sigilo. O ministro apresentou registros do sistema do STF que indicariam documentos não visíveis em cinco procedimentos.

Moraes afirmou que 180 documentos continuam indisponíveis e disse que não cabe ao relator escolher quais peças podem ser consultadas pelo colegiado. Para ele, a restrição representa “grave ferimento ao princípio do devido processo legal”.

No ofício anterior, Moraes havia apontado que 4.334 peças foram liberadas, enquanto o sistema do STF indicava 4.514 documentos. Ele voltou a pedir a liberação integral do material antes do julgamento e a análise conjunta das Pets 16.662 e 16.704.

Com informações de Migalhas


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