| 7 novembro, 2026 - 20:42

Condomínio pode recorrer à Justiça para retirar morador acusado de agredir vizinhas

 

A ação poderá ser dispensada caso o proprietário do imóvel tome providências para reaver o apartamento antes de uma eventual ação do condomínio, explicou.

Foto: Reprodução/Polícia Civil

O condomínio de um prédio na Avenida Maracanã, na Tijuca, Zona Norte do Rio, avalia entrar na Justiça para retirar do edifício o lutador de jiu-jítsu Lucas Portela Fontana Gomes, preso após agredir duas vizinhas e invadir apartamentos de moradores durante uma sequência de ataques na madrugada de quinta-feira (5). A informação foi confirmada pelo advogado que representa o condomínio, André Luiz Junqueira.

Lucas morava no prédio como inquilino há aproximadamente quatro anos. Segundo o advogado, não havia registros anteriores de ocorrências ou conflitos envolvendo o lutador no local. Agora, a administração avalia pedir judicialmente que ele seja impedido de continuar morando no local, mesmo que o proprietário do imóvel ainda não tenha conseguido formalizar a retomada do apartamento.

— O condomínio está avaliando uma ação cível para expulsá-lo. O entendimento majoritário é que há necessidade de assembleia para aprovar essa ação, mas, face o receio dos moradores de se exporem, devemos mover ação direto — afirmou Junqueira.

A ação poderá ser dispensada caso o proprietário do imóvel tome providências para reaver o apartamento antes de uma eventual ação do condomínio, explicou.

Na madrugada de quinta, o homem agrediu três vizinhas, sem motivo aparente. Segundo a Polícia Civil, Lucas começou uma discussão dentro do próprio apartamento, com gritos e agressões, e depois passou a invadir outras unidades e ameaçar matar moradores. Uma das vizinhas conseguiu fugir com a família pelas escadas. Em seguida, ele entrou em outro apartamento e agrediu uma moradora de 65 anos, que precisou ser socorrida e levada a um hospital. A terceira vítima saiu para ajudar após ouvir os gritos, mas acabou atacada ao encontrar o homem no elevador.

O terceiro ataque foi o único registrado por câmeras de segurança. Por volta da 1h10, o lutador entrou no elevador e começou a espancar uma das vizinhas. Em aproximadamente três minutos, desferiu cerca de 30 golpes, entre socos, cotoveladas e tapas, além de aplicar estrangulamentos.

Ele chegou a ser preso no dia do episódio, encaminhado para a Central de Flagrantes e fichado. No entanto, acabou liberado após procedimentos burocráticos, sob o entendimento da corporação de que se tratava de um caso de baixo potencial ofensivo.

Após o registro da ocorrência, os agentes ouviram as vítimas e testemunhas. Além disso, analisaram as imagens das câmeras de segurança do edifício, que só foram obtidas na noite de quinta-feira. Com base nas provas reunidas, a Polícia Civil solicitou à Justiça a prisão temporária de Lucas, que foi autorizada. Na manhã de sexta-feira, Lucas foi preso por tentativa de feminicídio, lesão corporal, violação de domicílio, resistência e ameaça.

Fonte: O Globo


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