
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Kassio Nunes Marques, informou que pretende levar ao Plenário da Corte, após o segundo turno das eleições, o pedido de revisão criminal apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado. Segundo seu gabinete, a análise não ocorrerá antes do pleito, diante da possibilidade de eventual decisão interferir no processo eleitoral.
O procedimento ainda aguarda manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). Após a conclusão da tramitação, Nunes Marques pretende submeter a matéria ao Plenário do STF, cabendo ao presidente da Corte, Edson Fachin, definir a data do julgamento caso seja realizado em sessão presencial. Em pedido anterior, a PGR manifestou-se pela rejeição da revisão, sustentando que a condenação estaria amparada em conjunto probatório robusto.
Em novo pedido, a defesa requer também a suspensão do cumprimento da pena até o julgamento do mérito. Os advogados alegam não ter tido acesso integral às provas e questionam, mediante parecer técnico, a cadeia de custódia de elementos digitais. A PGR ainda não se manifestou sobre esse segundo requerimento.
No campo político, Flávio Bolsonaro declarou que pretende conceder indulto ao pai caso seja eleito presidente no segundo turno. Eventual benefício, contudo, somente poderia ser concedido após sua posse, de modo que a situação jurídica de Jair Bolsonaro até aquele momento será determinante para eventual participação na cerimônia de posse.