| 15 setembro, 2026 - 14:54

OAB pede reforma imediata do Judiciário e cobra esclarecimentos sobre crise no STF

 

“Há um chamamento para que a OAB possa emprestar sua inteligência e sua força para reconstruir os caminhos do Brasil e, sobretudo, os caminhos da Justiça”, afirmou Simonetti.

O presidente nacional da OAB, Beto Simonetti, defendeu uma reforma imediata do Poder Judiciário e afirmou que a entidade deve participar da reconstrução da confiança no sistema de Justiça. A declaração foi feita nesta segunda-feira (14/9), na abertura do Conselho Pleno do Conselho Federal da Ordem.

“Há um chamamento para que a OAB possa emprestar sua inteligência e sua força para reconstruir os caminhos do Brasil e, sobretudo, os caminhos da Justiça”, afirmou Simonetti. Segundo ele, a atuação da entidade deve ser pautada por cautela, equilíbrio e união diante da atual crise institucional.

O presidente da OAB ressaltou que a defesa das instituições não impede a cobrança por esclarecimentos. “Defender o Supremo Tribunal Federal não significa silenciar diante de fatos que atingem sua imagem. E repudiar esses fatos não significa atacar o Supremo Tribunal Federal”, declarou.

Simonetti afirmou que a Ordem quer um STF fortalecido pela transparência de seus atos e pela confiança pública. Para ele, acontecimentos graves que coloquem em risco a credibilidade do Judiciário devem ser enfrentados com investigação, responsabilidade e respeito à Constituição.

O dirigente também afirmou que a OAB não aceitará que suas manifestações sejam utilizadas em disputas partidárias ou eleitorais. “Não serviremos a governos. Não serviremos a oposições. Não serviremos às redes sociais. Serviremos à Constituição, à advocacia e ao Brasil”, disse.

Simonetti destacou ainda que a força institucional da Ordem está na independência e na legitimidade de seus órgãos deliberativos e defendeu a criação de mecanismos permanentes para evitar novas crises capazes de desgastar o sistema de Justiça.

Ao tratar do caso Banco Master, o presidente informou que, após o recente levantamento de sigilos dos autos, a comissão criada pela OAB poderá aprofundar a análise dos documentos e das circunstâncias envolvidas.

O grupo deverá apresentar ao Conselho Pleno um parecer técnico, independente e isento sobre os fatos.


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