| 13 maio, 2026 - 09:02

Ministro Nunes Marques assume TSE, defende urna, eleições limpas e cita perigo da IA

 

O ministro André Mendonça também tomou posse como vice-presidente da Corte. Ambos serão responsáveis pela condução do pleito deste ano.

Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE

Em discurso de posse nesta terça-feira (12), o ministro Kassio Nunes Marques, novo presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), defendeu a confiabilidade das urnas eletrônicas e apontou a inteligência artificial como um dos principais desafios das eleições deste ano.

A cerimônia foi realizada nesta noite, na sede do TSE, em Brasília. O ministro André Mendonça também tomou posse como vice-presidente da Corte. Ambos serão responsáveis pela condução do pleito deste ano.

Durante a fala, Nunes Marques afirmou que a urna eletrônica é um “patrimônio institucional da democracia brasileira” e classificou o sistema eleitoral como “o mais avançado do mundo”.

Segundo ele, a população deve confiar no voto direto, mesmo quando o resultado das urnas não corresponde às expectativas individuais.

“Cabe à justiça eleitoral preservar, aperfeiçoar e fortalecer continuamente a confiança pública em torno do sistema eletrônico de votação. Acredito na sabedoria do povo e reforço que o coração da democracia está em confiar no voto direto, ainda que individualmente essa escolha possa não parecer sóbria”, disse o ministro.

Kassio afirmou ainda que nunca existirá um modelo de Estado capaz de satisfazer simultaneamente todos os cidadãos. Ele defendeu a importância da democracia e disse que, apesar das imperfeições, o regime democrático possui mecanismos permanentes de autocorreção.

“Governos erram. Povos erram. Parlamentos erram. Tribunais erram. Mas, nas democracias, existe a possibilidade de revisão, de alternância, crítica e reconstrução institucional”, afirmou.

Ao fim do discurso, o ministro disse se comprometer em conduzir as eleições dentro da normalidade democrática, do respeito às instituições e da “confiança coletiva no voto livre”.

“Que jamais percamos de vista uma verdade essencial: o destino da democracia brasileira continuará a ser escrito pela vontade livre e soberana do povo brasileiro”, defendeu.

Fonte: CNN


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