| 17 setembro, 2026 - 20:34

Audiência trabalhista termina em acordo e declaração de amizade entre patrão e ex-funcionário

 

A juíza Graziele Cabral destacou ainda que a Justiça do Trabalho não deve ser vista necessariamente como espaço de confronto.

Uma audiência trabalhista no TRT da 23ª região terminou não apenas com um acordo entre as partes, mas também com a amizade reafirmada entre trabalhador e empregador.

O momento, conduzido pela juíza do Trabalho Graziele Cabral, foi compartilhado pela própria magistrada nas redes sociais e mostra a conversa que ocorreu após a conciliação.

Depois de alcançado o acordo, o empregador, identificado no vídeo como Floriano, fez questão de dizer que o processo não havia alterado a consideração que mantinha pelo trabalhador, Edmar.

“Eu tenho um amigo e não é o fato de ter ingressado em juízo essa ação que muda o meu conceito sobre ele.”

Floriano elogiou a boa condução da audiência, que permitiu que as partes chegassem a um consenso e evitassem que a divergência se transformasse em um conflito prolongado.

“O senhor Edmar é uma pessoa queridíssima. Vou fazer uma visita para ele, quero dar um abraço nele. Quero que ele sinta que ele tem um amigo.”

Ao ouvir a manifestação, a juíza perguntou se Edmar também gostaria de falar. O trabalhador confirmou a relação amistosa e afirmou que nunca havia tido problemas pessoais com Floriano durante o período em que trabalharam juntos.

“Nós nunca discutimos nada, nada. Sempre eu trabalhei com o seu Floriano, sempre pedi informação para ele, nunca fiz nada por conta.”

Edmar também deixou um convite para que o antigo empregador o procurasse quando estivesse em sua cidade.

“Quando o senhor vier, me liga. Eu te procuro, eu te dou meu endereço, você vai lá. Um abração para o seu Floriano aí, tudo de bom para o senhor, e tudo que você deseja a mim, que Deus te dê em dobro.”

A troca de palavras emocionou a magistrada: “gostaria que fosse sempre assim”.

A juíza destacou que a audiência trabalhista não deve ser compreendida necessariamente como um ambiente de confronto, mas também como espaço para solucionar pendências que as partes não conseguiram resolver anteriormente.

“Aqui não é um lugar de briga. É um lugar, muitas vezes, onde a gente resolve algumas pendências que não foram resolvidas, às vezes, entre as partes, pela distância.”

Fonte: Migalhas


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