| 13 julho, 2026 - 08:52

Advogado diz que foi agredido após PM questionar validade de carteira digital da OAB

 

A Ordem dos Advogados do Brasil informou que solicitará a análise das gravações para esclarecer todas as circunstâncias do caso.

O advogado Marco Antônio de Souza, de 46 anos, afirma que foi agredido por policiais militares durante uma ocorrência em Ribeirão Preto (SP) após ter a carteira digital da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) recusada por um dos agentes.

Segundo ele, apesar de apresentar o documento pelo aplicativo oficial da OAB, um tenente exigiu a versão física e alegou que a credencial exibida no celular teria sido “criada por inteligência artificial”.

“Um tenente da Polícia Militar falou que aquilo lá era IA, que ele não aceitaria e que queria o documento físico. Eu respondi que não tinha, porque todos os meus documentos estão no celular. A partir daí começou um bate-boca”, relatou.

A OAB informa que a carteira digital tem a mesma validade da versão física para identificação profissional.

Marco Antônio contou que tentou fazer exame de corpo de delito, mas foi informado de que o Instituto Médico Legal (IML) estava sem condições de atender devido à alta demanda. Diante disso, procurou um hospital particular, onde realizou radiografias que devem ser anexadas ao procedimento que investigará a conduta dos policiais.

O caso ocorreu na noite de quinta-feira (9), na aua Rio Formoso, no bairro Ipiranga. O advogado afirma que foi chamado para acompanhar a abordagem policial a um de seus clientes e que se identificou como advogado antes da confusão.

Já no boletim de ocorrência, os policiais relataram que Marco Antônio desacatou a equipe em mais de uma ocasião, motivo pelo qual recebeu voz de prisão. Os agentes também afirmam que ele só se apresentou como advogado depois de ser algemado e que os ferimentos registrados foram provocados por uma queda.

“Me colocaram deitado na calçada, com o rosto em poças de sangue, desrespeitando todas as prerrogativas de um advogado no exercício da profissão. Eu estava trabalhando”, afirmou.

Em nota enviada à EPTV, afiliada da TV Globo, a Polícia Militar informou que o caso será investigado. Marco Antônio foi liberado na madrugada de sexta-feira (10).

O boletim de ocorrência foi registrado pelos crimes de desacato, resistência e lesão corporal decorrente de intervenção policial.

A EPTV apurou, e a Polícia Militar confirmou, que os policiais envolvidos utilizavam câmeras corporais durante a ocorrência. As imagens, no entanto, ainda não foram divulgadas.

A Ordem dos Advogados do Brasil informou que solicitará a análise das gravações para esclarecer todas as circunstâncias do caso. Se as agressões forem comprovadas, os policiais poderão responder nas esferas administrativa e criminal.

Com informações do g1 Ribeirão e Franca


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