| 9 junho, 2026 - 06:41

Ministro Nunes Marques leva decisão sobre pesquisa AtlasIntel para julgamento nesta terça-feira

 

Na decisão, Nunes Marques acolheu um pedido do PL, considerando que há indícios de que o questionário da empresa tenha tentado manipular o entrevistado.

Depois de decidir suspender liminarmente a pesquisa AtlasIntel que indicou a queda de Flávio Bolsonaro nas intenções de voto, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kássio Nunes Marques, encaminhou a decisão para o referendo da Corte. Agora, caberá ao plenário analisar nesta terça-feira se a pesquisa afrontou as regras da legislação eleitoral.

O cerne da controvérsia é a metodologia adotada pelos pesquisadores, que associa a intenção do eleitor a fatos cotidianos —no caso, a pesquisa mencionava conversas em que o congressista pede dinheiro a Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, para a realização do filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Na decisão, Nunes Marques acolheu um pedido do PL, considerando que há indícios de que o questionário da empresa tenha tentado manipular o entrevistado. O ministro determinou a suspensão da divulgação da pesquisa nos sites oficiais e exigiu que a empresa explique sua metodologia em um prazo de 2 dias. A decisão é liminar e atinge a pesquisa registrada sob o nº BR-06939/2026. O levantamento foi realizado de 13 a 18 de maio e divulgado em 19 de maio.

As pesquisas da AtlasIntel são feitas pela internet. A empresa recruta entrevistados com anúncios em sites e blogs de todo o Brasil, apresentando um questionário longo sobre as opiniões eleitorais.

Na pesquisa de 19 de maio, a AtlasIntel não mencionou o episódio das mensagens de Flávio a Vorcaro, mas estimulou o entrevistado a avaliar os pré-candidatos. O objetivo da empresa é estimular que a pessoa pessoa reflita e responda imediatamente sobre o cenário político.

Nada impede que perguntas sobre avaliação do cenário político sejam feitas antes ou depois do questionamento sobre intenção de voto. Mas, quando a ordem é invertida, pesquisadores consideram haver risco de interferência nas respostas sobre intenção de voto.

O presidente do Tribunal submeteu a sua decisão ao referendo do plenário, que é composto por ministros como André Mendonça, Dias Toffoli, Antonio Carlos Ferreira, Villas Bôas Cueva, Floriano de Azevedo Marques e Estela Aranha.

Desde a posse de Nunes Marques na Presidência, é a 1ª vez que o plenário vai se manifestar sobre tema relacionado às eleições presidenciais de 2026.

Fonte: Poder 360


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