
Uma falha de segurança no sistema digital do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) resultou no vazamento de informações de segurados. O Instituto confirmou o incidente na 5ª feira (21.mai.2026). A Dataprev, empresa pública de tecnologia que gerencia dados previdenciários, identificou o problema no dia 22 de abril.
A brecha no sistema permitiu acesso indevido a informações de segurados do INSS. A Dataprev administra dados de milhões de brasileiros, incluindo aposentados e pensionistas. A informação foi divulgada inicialmente pelo jornal Folha de S.Paulo. Técnicos estimam que cerca de 2 milhões de segurados tiveram dados expostos.
“De acordo com as informações preliminares, do total de CPFs acessados, 97% foram de cidadãos falecidos. A Dataprev apurou a ocorrência de aproximadamente 50.000 casos envolvendo indivíduos que não possuem registro de óbito –menos de 3% dos casos registrados. Os dados ainda estão sendo consolidados pela Dataprev”, informou o INSS em nota.
O Instituto afirmou que existem mecanismos de proteção para a concessão de benefícios. A aprovação de empréstimos consignados exige uma série de documentos e etapas. Para a pensão por morte, são necessários certidão de óbito e outros documentos e procedimentos.
“A concessão de qualquer benefício possui uma série de travas de segurança. O INSS tem reforçado seus controles internos a fim de oferecer maior segurança à análise de seus benefícios”, diz a nota.
Em 2024, o INSS já havia confirmado outra vulnerabilidade no sistema. A falha expôs informações sigilosas de pessoas com aposentadorias e benefícios sociais e assistenciais.
“O incidente foi identificado pela Dataprev no último dia 22 de abril, com as devidas providências adotada na mesma data. No momento que o INSS teve ciência, foi enviada comunicação à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) no prazo devido.
“De acordo com as informações preliminares, do total de CPFs acessados, 97% foram de cidadãos falecidos. A Dataprev apurou a ocorrência de aproximadamente 50 mil casos envolvendo indivíduos que não possuem registro de óbito – menos de 3% dos casos registrados. Os dados ainda estão sendo consolidados pela Dataprev.
“O INSS destaca que a concessão exige uma série de documentos e etapas de comprovação. Os empréstimos consignados, por exemplo, exigem biometria facial. A pensão por óbito exige certidão de óbito, dentre outros documentos e procedimentos.
“A concessão de qualquer benefício possui uma série de travas de segurança. O INSS tem reforçado seus controles internos a fim de oferecer maior segurança a análise de seus benefícios.”
Fonte: Poder360