
Uma auditoria do Tribunal de Contas da União aponta que a demora do Ministério da Saúde na compra da Coronavac contribuiu para a perda de ao menos R$ 260 milhões em vacinas.
Adquirido em 2023 após negociação de mais de sete meses, o imunizante chegou com validade curta e já em desuso no SUS. Cerca de 8 milhões das 10 milhões de doses nem saíram do estoque e foram incineradas.
Segundo o TCU, a lentidão na contratação foi a principal causa da perda. Técnicos também afirmam que o ministério assumiu o risco ao aceitar vacinas próximas do vencimento, sem possibilidade de troca.
A pasta diz que herdou estoques desorganizados do governo Jair Bolsonaro, que seguiu normas da Organização Mundial da Saúde e que a análise ainda está em andamento. Também atribui a baixa aplicação à desinformação e à queda na procura.
O processo ocorreu de fevereiro a setembro de 2023, mas as doses só chegaram em outubro. Alertas do Instituto Butantan indicavam que a demora consumia a validade.
O relator, Bruno Dantas, afirmou que há indícios de morosidade, mas que a perda decorre de fatores múltiplos. O tribunal segue apurando possíveis responsabilidades.
Com informações da Folha de S. Paulo