O Ministério da Justiça começou a investigar a empresa 123 Milhas por ter suspendido a emissão de milhares de bilhetes e pacotes de viagens. O Ministério do Turismo bloqueou o acesso da companhia a linhas de crédito em bancos públicos.
O cancelamento da viagem pegou o jornalista Maurício Lara de surpresa. Ele reservou hotel na Itália e não sabe se vai conseguir fazer o passeio.
“Essas viagens não são tão simples. Você tem que planejar, você precisar parar no trabalho, tem todo um planejamento, envolve outras pessoas. Então, prejuízo é financeiro, mas também é muito emocional, pela perda que você tem da viagem”, diz.
A 123 Milhas cancelou passagens e pacotes da linha conhecida como “promo” e que oferece viagens com datas flexíveis. Nessa modalidade, os clientes não escolhem a data exata e nem o horário do voo. Faltando alguns dias para o embarque, a viagem é confirmada.
A empresa afirma que foi obrigada a suspender a linha promocional porque enfrenta custos maiores, principalmente dos preços das passagens. A 123 Milhas fez uma única proposta aos clientes: devolver os valores em vouchers, que só podem ser utilizados em produtos da própria companhia. Especialistas em Direito do Consumidor afirmam que isso é irregular.
G1