
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) já está disponibiliza nacionalmente o Promptus, ferramenta voltada ao uso estratégico de inteligência artificial (IA) generativa no Judiciário. Desenvolvida pelo Laboratório de Inovação do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), Lab Pai D’Égua, a solução integra o Programa Conecta, que apoiou sua inclusão na Plataforma Digital do Poder Judiciário (PDPJ-Br) e no portal Jus.br. A ferramenta foi lançada oficialmente durante o Fest Labs Sul e Sudeste 2026, que ocorre em Florianópolis (SC) e reúne magistradas, magistrados, servidoras e servidores que atuam em laboratórios de inovação em cortes nas regiões.
Com foco em atividades judiciárias e administrativas, o banco reúne e organiza comandos prontos (prompts) que usuários podem copiar e aplicar em ferramentas de IA generativa. A proposta é colaborativa: magistradas, magistrados, servidoras e servidores podem cadastrar novos comandos, avaliar os já existentes e acessar os mais bem classificados. O sistema também oferece filtros de pesquisa por tema, categoria, área do Direito, tipo de processo, segmento da Justiça ou palavra-chave, além de fornecer descrições e orientações de uso para cada modelo.
Com o Promptus, é possível padronizar e otimizar o uso de IA generativa nos tribunais para simplificar as rotinas de trabalho e reduzir o tempo gasto em análise de documentos, elaboração de minutas, despachos, sentenças, organização de jurisprudências e outras atividades repetitivas.
A solução vem sendo desenvolvida há mais de um ano e, desde a concepção, foi projetada para ser colaborativa, de alcance nacional, transparente e simples de usar. De acordo com o Desembargador Roberto Gonçalves de Moura, presidente do TJPA, quanto mais pessoas utilizarem, avaliarem e refinarem os prompts, mais eficiente e preciso será o banco.
“Desde o início, trabalhamos para que toda a tecnologia criada atendesse aos pré-requisitos da PDPJ-Br. É fundamental que os laboratórios de inovação já desenvolvam suas soluções com a perspectiva de expansão nacional. Cada iniciativa deve nascer com a visão de ser compartilhada, permitindo que todas as pessoas tenham acesso aos benefícios. É assim que construiremos um Judiciário bem melhor”, disse.
Fonte: CNJ