
O CNJ determinou nesta segunda-feira (2/3) o afastamento do desembargador Dirceu dos Santos, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, devido a indícios de que ele recebeu propina para proferir decisões.
A quebra dos sigilos bancário e fiscal de Santos mostrou que ele apresentou “variação patrimonial em patamar incompatível com seus rendimentos”, segundo nota do CNJ. O magistrado acumulou mais de 14,6 milhões de reais em bens nos últimos cinco anos.
Apenas em 2023, a diferença entre o crescimento do patrimônio e os salários recebidos foi de 1,9 milhão de reais.
O corregedor Nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, também determinou o cumprimento de diligências na sede do TJ-MT, para recolher arquivos digitais.