| 11 fevereiro, 2026 - 09:07

Ministério Público de Santa Catarina pede exumação do cão Orelha e investiga delegado

 

A 40ª Promotoria de Justiça, responsável pelo controle externo da atividade policial, abriu procedimento preparatório com base em várias representações contra a conduta do delegado-geral.

Foto: Reprodução/redes sociais

O Ministério Público de Santa Catarina pediu nesta terça-feira a exumação do corpo do cão Orelha, que morreu depois de ser agredido em janeiro deste ano. Também foi aberto um procedimento preparatório para investigar a conduta do delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, na condução do caso.

A 40ª Promotoria de Justiça, responsável pelo controle externo da atividade policial, abriu procedimento preparatório com base em várias representações contra a conduta do delegado-geral no caso Orelha. O objetivo é avaliar a necessidade de inquérito civil para eventuais ações judiciais.

Em resposta ao Poder360, Gabriel afirmou não ter sido notificado sobre o procedimento. “Estou absolutamente tranquilo e confio na atuação do Ministério Público. Não tenho como responder por abuso de autoridade, muito menos por violação de sigilo funcional, pois não sou e nunca fui responsável pela investigação”, disse.

O delegado-geral entende que a decisão decorre de declarações dadas em conversa com jornalistas, nas quais as informações recebidas e divulgadas em coletiva não eram sigilosas, mas de conhecimento público.

O pedido de exumação apresentado pela 10ª e pela 2ª Promotoria de Justiça identificou a necessidade de complementar as investigações depois da análise do inquérito policial e dos Boletins de Ocorrência Circunstanciados. O desenterramento servirá para novos exames.

A 10ª Promotoria, que atua na área da Infância e Juventude, solicitou o aprofundamento de diligências relacionadas a 4 boletins de ocorrência circunstanciados, além da juntada de vídeos relacionados a atos infracionais e registros envolvendo os cães.

Já a 2ª Promotoria de Justiça, responsável pelo acompanhamento do procedimento sobre a suposta coação feita por familiares dos adolescentes, indicou que as investigações precisam ser aprofundadas. Os promotores questionam a existência de relação entre a agressão ao cão e a acusação de coação.

O animal, que tinha 10 anos e vivia na praia Brava, no litoral de Santa Catarina, foi espancado por adolescentes em 4 de janeiro de 2026. No dia seguinte, foi sacrificado por um veterinário por causa da gravidade dos ferimentos.

Dois dos suspeitos estavam nos Estados Unidos e voltaram ao país em 29 de janeiro. Eles tiveram os celulares apreendidos. A Polícia Civil de Santa Catarina investiga o caso.

Fonte: Poder360


Leia também no Justiça Potiguar

Comente esta postagem: