
Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que recebem benefícios acima do salário mínimo terão aumento de 3,9% em 2026. Com a correção, o teto dos benefícios da Previdência Social passa de R$ 8.157,41 para R$ 8.475,55. O reajuste foi definido com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), divulgado na sexta-feira, e oficializado por portaria assinada pelos ministérios da Previdência Social e da Fazenda nesta segunda-feira (12/1).
O reajuste será pago integralmente aos segurados que já recebiam as aposentadorias e pensões do INSS acima de um salário mínimo em 1 º de fevereiro de 2025. Para quem passou a integrar o quadro de beneficiários depois da data, o aumento será proporcional, variando conforme o mês de concessão.
Segundo o governo, atualmente são pagos mais de 12,2 milhões de benefícios com valor superior ao piso nacional . De acordo com o calendário de pagamento do INSS, os segurados começarão a receber o valor corrigido a partir do dia 2 de fevereiro.
A correção de 3,9% ficou aquém da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), com avanço de 4,26% ao longo de 2025.
O reajuste será aplicado à tabela de contribuição do INSS em alíquotas progressivas. Com a atualização, salários de contribuição de até R$ 1.621 estarão sujeitos à alíquota de 7,5%. Na faixa seguinte, de R$ 1.621,01 a R$ 2.902,84, a contribuição passa a ser de 9%, com parcela de R$ 23,66 a ser deduzida. Para rendimentos entre R$ 2.902,85 e R$ 4.354,27, a alíquota aplicada é de 12%, com dedução de R$ 110,75. Já os salários entre R$ 4.354,28 e R$ 8.475,55 ficam sujeitos à alíquota máxima de 14%, com parcela dedutível de R$ 197,83.
Para quem recebe o piso previdência, o reajuste segue o novo valor do salário mínimo nacional, de R$ 1.621,00. O grupo receberá os pagamentos entre 26 de janeiro e 6 de fevereiro. Ao todo, são 21,9 milhões de pessoas, de acordo com o governo.
O salário-família teve cota fixada em R$ 67,54 por dependente, disponível para trabalhadores que recebem até R$ 1.980,38 mensais.
Veja os percentuais de reajuste concedidos de acordo com os seus respectivos meses de início:
até janeiro: 3,90%;
em fevereiro: 3,90%;
em março: 2,38%;
em abril: 1,86%;
em maio: 1,38%;
em junho: 1,02%;
em julho: 0,79%;
em agosto: 0,58%;
em setembro: 0,79%;
em outubro: 0,27%;
em novembro: 0,24%;
em dezembro: 0,21%.
Fonte: Jota