| 28 novembro, 2025 - 17:40

Desembargadoras denunciaram colega que acumulou magistratura com curso de medicina

 

A informação foi revelada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) ao Metrópoles nesta quinta-feira (27/11). O caso repercutiu nesta semana.

Imagens: Divulgação

Desembargadoras do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) denunciaram à Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho supostas irregularidades cometidas pela colega de Corte, a juíza Adriana de Jesus Pita Colella. As denúncias levaram a uma nova investigação contra a magistrada, acusada de acumular a magistratura com um curso integral de medicina.

A informação foi revelada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) ao Metrópoles nesta quinta-feira (27/11). O caso repercutiu nesta semana.

Recém-promovida a juíza titular do TRT-2, a magistrada está se formando em medicina na Universidade Metropolitana de Santos (Unimes), no litoral de São Paulo, curso em que ingressou em 2020.

Em setembro deste ano, ainda enquanto juíza substituta, Adriana estava lotada na secretaria do tribunal e recebeu R$ 61.763,63 em salário líquido, de acordo com portal da transparência do Conselho Nacional de Justiça. A remuneração de outubro, paga após promoção, ainda não foi atualizada no portal.

Nos dois últimos anos, o 5º e o 6º da graduação, ela teria feito estágio em um internato da Santa Casa do município, estando ocupada de segunda a sexta, em horário comercial – no mesmo turno de expediente no tribunal.

Em nota, o Tribunal do Trabalho de Santos afirmou que não há irregularidade no acúmulo de funções desempenhado por Adriana. A Corte argumentou citando o artigo 95, parágrafo único, I, da Constituição Federal, que impede que o magistrado exerça outro cargo ou função, salvo uma de magistério.

Fonte: Metrópoles


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