O juiz de Direito Francisco Tojal, do TJ/PE, afirmou ter sido vítima de xenofobia em um restaurante de hotel em Porto Alegre/RS, onde estava para ministrar palestra sobre violência de gênero na Escola da Magistratura.
Natural de Aracaju/SE, o magistrado relatou que foi hostilizado após perguntar a uma funcionária sobre o prato “à la minuta”. Segundo ele, um homem sentado à mesa ao lado ironizou sua origem e, em seguida, proferiu xingamentos e o associou a um grupo político.
Tojal atribuiu a hostilidade ao seu sotaque e à sua origem nordestina. “Nenhum cidadão brasileiro deve ser hostilizado no seu próprio país por ser de onde é”, declarou.
O juiz contou que ficou paralisado por receio de sofrer agressões mais graves. Após o episódio, recebeu apoio de amigos e de instituições gaúchas. Segundo ele, a Presidência, a Vice-Presidência e a Corregedoria do TJ/RS, além da Ajuris, auxiliaram na adoção das providências legais.
Ao tornar o caso público, Tojal afirmou que pretende alertar a sociedade sobre a discriminação e ressaltou que o episódio não representa o povo gaúcho. “Xenofobia é ódio, é intolerância. É crime”, concluiu.
Com informações de Migalhas