A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara realizou nesta quarta-feira (18/3) a primeira reunião após a eleição da deputada Erika Hilton (PSol-SP) como presidente. O encontro teve embates entre parlamentares governistas e da oposição.
A tensão se deu entre as deputadas Fernanda Melchionna (PSol-RS) e Clarissa Tércio (PP-PE), que reclamou de “autoritarismo” e de ser constantemente acusada de transfobia por afirmar que Erika não a representava.
“É um absurdo a gente ficar sendo chamado de transfóbico o tempo todo aqui. Transfobia é crime. (…) Mas não podemos ser calados. Nossa opinião tem que ser exposta aqui”, declarou Clarissa.
Em seguida, Melchionna recebeu o tempo de fala e criticou as declarações da deputada da oposição, sem citar nomes. “A sua fala é expressão da transfobia. Uma fala criminosa que passa impune, pelo menos no discurso. Nós queremos trabalhar pelas mulheres brasileiras e não implodir esta comissão”, declarou.
O embate, entretanto, não foi isolado na reunião desta quarta. O encontro começou com a presidente ao informar que alguns requerimentos apresentados por integrantes do colegiado ficaram fora da pauta por “critérios técnicos”, o que gerou críticas e troca de acusações entre os parlamentares.
Entre os pedidos rejeitados, estava uma moção de repúdio contra falas da própria presidente da comissão, proposta por deputadas que se manifestaram contra sua eleição na semana passada. Parlamentares da oposição acusaram Hilton de ideologizar o cargo.
“Esta presidência não está aqui para fazer disputas ideológicas, e sim pautar projetos de interesse das mulheres”, declarou.
Fonte: Metrópoles