| 17 março, 2026 - 19:52

Caso Zaira: PM foi promovido e recebeu quase R$ 600 mil em salários durante a prisão

 

Segundo o comandante-geral da PM, coronel Alarico Azevedo, as promoções ocorreram porque não havia condenação definitiva.

Fotos: Reprodução

O sargento da Polícia Militar Pedro Inácio Araújo de Maria, condenado pela morte da estudante Zaira Cruz, de 22 anos, foi promovido duas vezes e continuou recebendo salários durante cerca de sete anos em que esteve preso sob custódia da corporação no Rio Grande do Norte.

Nesse período, a remuneração mais que dobrou: passou de pouco mais de R$ 4 mil, em março de 2019, para mais de R$ 10,6 mil em fevereiro deste ano, segundo o Portal da Transparência. Considerando 13 salários por ano, ele recebeu quase R$ 600 mil brutos no período.

Preso em 2019 como cabo, foi promovido a terceiro e depois a segundo sargento enquanto aguardava julgamento.

Segundo o comandante-geral da PM, coronel Alarico Azevedo, as promoções ocorreram porque não havia condenação definitiva. “A legislação militar permite promoção mesmo sem trânsito em julgado”, explicou.

Durante todo esse tempo, ele permaneceu vinculado à corporação e sob custódia da própria PM.

Pedro Inácio foi condenado em dezembro de 2025 a 20 anos de prisão por estuprar e matar a jovem Zaira Cruz durante o Carnaval de 2019, em Caicó. Segundo a investigação, ele mantinha um relacionamento com a vítima, a estuprou duas vezes e a matou por estrangulamento.

Nesta semana, a Justiça autorizou a progressão para o regime semiaberto, com uso de tornozeleira eletrônica e restrições de horário.

Com informações do portal g1


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