
Apesar do aumento da produtividade do Judiciário, que tem garantido uma queda na quantidade de processos pendentes ano a ano, ainda leva 792 dias, em média, para que uma ação seja julgada no Brasil. São pouco mais de 2 anos.
Essa é a quantidade de tempo médio entre o início de um processo judicial e a data do seu primeiro julgamento. O valor considera os casos julgados nos últimos 12 meses.
O número de dias para que uma demanda seja julgada já foi maior, chegando a 885 em julho de 2025. O tempo médio vem caindo desde então, mas ainda não voltou aos patamares mais baixos da série histórica iniciada em 2020, como os 606 dias para julgamento, registrado em setembro de 2021.
Atualmente, mais de 14,1 milhões de processos estão sem movimentação há mais de 120 dias.
Os dados são do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que consolidou as informações para o ano de 2025. As estatísticas são obtidas da Base Nacional de Dados do Poder Judiciário (DataJud) a partir de registros dos tribunais.
2025 se encerrou com o menor estoque de processos pendentes dos últimos 6 anos. São cerca de 75 milhões. No ano, entraram no judiciário 39,7 milhões de ações e foram julgadas 44 milhões. Foram proferidas 72,7 milhões de decisões por magistrados no país no ano passado.
Os dados mostram um desempenho melhor do que no último ano. No final de 2024 haviam 79 milhões de processos pendentes, sendo que entraram menos casos (39,6 milhões) mas foram julgados mais (44,7 milhões). O número de casos novos vem crescendo ano a ano. Em 2020, eram 27,5 milhões.
O assunto mais demandado em novos processos em 2025 foi indenização por dano material, presente em 1,34 milhão de casos. Na sequência, aparecem inclusão indevida em cadastro de inadimplentes (1,2 milhão), adicional de insalubridade (1 milhão) e verbas rescisórias (1 milhão).
Fonte: Jota