| 12 janeiro, 2026 - 15:00

Moraes autoriza progressão para regime semiaberto ao hacker Walter Delgatti

 

No documento, o magistrado atendeu ao pedido da defesa, que afirmou que o hacker já cumpriu 20% da pena imposta de oito anos e três meses.

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes autorizou nesta segunda-feira, 12, a progressão para o regime semiaberto para o hacker Walter Delgatti Neto, condenado por invadir o sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) a mando da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP).

Com a decisão, o hacker passa para um sistema mais leve do que o regime fechado. Ainda assim, Delgatti precisa dormir na unidade prisional, mas pode sair durante o dia para trabalhar ou estudar.

No documento, o magistrado atendeu ao pedido da defesa, que afirmou que o hacker já cumpriu 20% da pena imposta de oito anos e três meses, além de apresentar “ótimo comportamento carcerário, comprovado por atestado e boletim penitenciário”.

Delgatti, que está preso desde agosto de 2023, foi condenado pela invasão ao sistema do CNJ e inserir documentos falsos, como uma ordem de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes “assinada” por ele mesmo.

Segundo a acusação da PGR (Procuradoria-Geral da República), a invasão foi realizada em janeiro de 2023 com o objetivo de tirar a credibilidade do Judiciário brasileiro e reforçar os questionamentos sobre a lisura das eleições de 2022, feitas principalmente pelos apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em dezembro de 2025, o hacker foi transferido da Penitenciária II ‘Dr. José Augusto Salgado, em Tremembé, para a Penitenciária II de Potim, também localizada na região do Vale do Paraíba (SP).

Também condenada no caso da invasão ao CNJ, Carla Zambelli está presa na Itália a aguarda a decisão do país europeu sobre o pedido de extradição feito pelo governo brasileiro, que deseja trazê-la de volta para cumprir pena no Brasil.

Antes de ser detido pela invasão, Delgatti já havia sido condenado em primeira instância a 20 anos de prisão por hackear autoridades públicas da antiga Operação Lava Jato.

Fonte: IstoÉ


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