
A Justiça negou o pedido do Ministério Público de Minas Gerais para bloquear R$ 3 milhões em bens do empresário Renê da Silva Nogueira Junior, 47 anos, investigado pela morte do gari Laudemir Fernandes, 44. A juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza considerou prematura a medida, já que o inquérito ainda não foi concluído.
O bloqueio havia sido solicitado pela família da vítima para garantir futura indenização. No mesmo dia, a Polícia Civil pediu mais 30 dias para encerrar as investigações, alegando necessidade de checar novas informações.
Apesar do pedido de prorrogação, já há provas contra Renê: câmeras de segurança, testemunhas que o reconheceram, a placa do carro e a arma usada registrada em nome de sua esposa, a delegada Ana Paula Balbino. O empresário também confessou o crime, dizendo que ocorreu após uma briga de trânsito.
A família de Laudemir teme demora no processo. Em audiência pública, a viúva, Liliane França, pediu agilidade: “Tenho medo que isso caia no esquecimento”. Colegas garis também cobraram justiça.
Segundo a Polícia Civil, o caso foi tratado com rapidez desde a prisão em flagrante de Renê, que segue detido no presídio de Caeté. O crime completou 10 dias nesta quarta-feira.
Com informações da CBN