| 2 outubro, 2023 - 17:17

MPRN instaura procedimento para apurar erros no processo de escolha dos conselheiros tutelares em Natal

 

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) instaurou um procedimento para apurar os problemas ocorridos no processo de escolha dos conselheiros tutelares de Natal, que deveria ter ocorrido nesse domingo (1º), mas foi cancelado após recomendação do órgão ministerial. A recomendação do MPRN à Comissão Especial do Processo de Escolha dos Conselheiros Tutelares

Imagem de uma reunião entre os candidatos a conselheiros tutelares e representantes do Ministério Público do RN.

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) instaurou um procedimento para apurar os problemas ocorridos no processo de escolha dos conselheiros tutelares de Natal, que deveria ter ocorrido nesse domingo (1º), mas foi cancelado após recomendação do órgão ministerial.

A recomendação do MPRN à Comissão Especial do Processo de Escolha dos Conselheiros Tutelares e ao Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Comdica) levou em consideração a incorreta distribuição das urnas eletrônicas e o atraso no início da votação nas 35 escolas localizadas nas quatro regiões de Natal.

Na manhã desta segunda-feira (2) candidatos estiveram reunidos com a promotora de Justiça responsável por acompanhar a eleição na capital. Eles relataram uma série de fragilidades verificadas na eleição e fizeram algumas reivindicações ao MPRN, como a confirmação da nova data da eleição, a disponibilização de transporte público gratuito no dia da votação e uma mudança na logística de alguns locais de votação, dentre outras.

“Instauramos um inquérito civil público a fim de apurar os problemas que chegaram ao conhecimento do MPRN e que nos levaram a pedir o cancelamento da votação em Natal. Estamos requisitando à comissão do processo de escolha que nos diga formalmente o que ocorreu. Também solicitamos ao Tribunal Regional Eleitoral informações quanto ao treinamento dado para as pessoas que iriam atuar na eleição e sobre a identificação das urnas eletrônicas”, explica a promotora de Justiça Mariana Rebello.

A promotora destacou ainda que o procedimento instaurado também foi fundamentado com relatos trazidos pelos candidatos a conselheiros tutelares durante a reunião realizada hoje.


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