{"id":900,"date":"2019-08-15T09:22:06","date_gmt":"2019-08-15T12:22:06","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=900"},"modified":"2019-08-15T09:25:31","modified_gmt":"2019-08-15T12:25:31","slug":"tj-nega-pedido-de-indenizacao-a-familia-por-morte-em-via-publica-causada-por-criminosos-em-natal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2019\/08\/15\/tj-nega-pedido-de-indenizacao-a-familia-por-morte-em-via-publica-causada-por-criminosos-em-natal\/","title":{"rendered":"TJ nega pedido de indeniza\u00e7\u00e3o a fam\u00edlia por morte em via p\u00fablica causada por criminosos em Natal"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/crime.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-902\" width=\"555\" height=\"299\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/crime.jpg 306w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/crime-300x162.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 555px) 100vw, 555px\" \/><figcaption>Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O juiz Bruno Montenegro Ribeiro Dantas, da 3\u00aa Vara da Fazenda P\u00fablica de Natal, julgou improcedente uma a\u00e7\u00e3o movida pela fam\u00edlia de um cidad\u00e3o que foi morto, em via p\u00fablica, v\u00edtima de tentativa de assalto, no ano de 2017, no bairro do Alecrim, Zona Leste da Capital. Eles queriam que o Estado do Rio Grande do Norte fosse responsabilizado pelo evento que resultou na morte do seu ente familiar.<\/p>\n\n\n\n<p>A fam\u00edlia pediu, em ju\u00edzo, pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais e por danos materiais. Entretanto, a Justi\u00e7a considerou ausente a possibilidade de aplica\u00e7\u00e3o da Teoria do Estado como Garantidor Universal da Seguran\u00e7a P\u00fablica e descabida a responsabilidade do Estado pela Teoria do Risco Integral e inexistente o dever de indenizar.<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o foi ajuizada pela vi\u00fava e os filhos do falecido contra o Estado do Rio Grande do Norte onde relataram que, na data de 22 de setembro de 2017, aproximadamente \u00e0s 20h, o pai dos autores, quando se dirigia para a sua resid\u00eancia, na rua dos Paianazes, ao passar pela rua dos Pegas, percebeu a presen\u00e7a de elementos armados vindo em sua dire\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Disseram que, ao perceber tratar-se de assalto, a v\u00edtima entrou rapidamente em um estabelecimento comercial, momento no qual foi violentamente assassinado por disparos de arma de fogo na cal\u00e7ada do estabelecimento comercial quando estava tentando fugir. Em raz\u00e3o disto, pediram pela condena\u00e7\u00e3o do Estado do RN ao pagamento de danos materiais no valor de quatro sal\u00e1rios-m\u00ednimos.<\/p>\n\n\n\n<p>Eles pediram ainda pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais no valor de um milh\u00e3o de reais, bem como a indeniza\u00e7\u00e3o por danos materiais de R$ 403.620,00, correspondente a um sal\u00e1rio-m\u00ednimo mensal at\u00e9 a data em que o autor completaria 65 anos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Alega\u00e7\u00f5es do Poder P\u00fablico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Estado do RN alegou que os danos foram causados por fato exclusivo de terceiro, visto que ele n\u00e3o foi o causador dos danos suportados pelos autores, mas sim por criminoso que efetuou os disparos de arma de fogo que resultaram na morte do genitor dos autores. Apontou que os autores n\u00e3o levaram aos autos qualquer indicativo ou men\u00e7\u00e3o aos danos morais que teriam sofrido.<\/p><div class=\"jqabm69e93e922d533\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.jqabm69e93e922d533 {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.jqabm69e93e922d533 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.jqabm69e93e922d533 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.jqabm69e93e922d533 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.jqabm69e93e922d533 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.jqabm69e93e922d533 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"cogis69e93e922d512\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.cogis69e93e922d512 {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.cogis69e93e922d512 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.cogis69e93e922d512 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.cogis69e93e922d512 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.cogis69e93e922d512 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.cogis69e93e922d512 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>Argumentou que, o Estado, na pessoa de seus agentes, n\u00e3o pode estar presente em todos os lugares ao mesmo tempo. \u00c9 pretender que cada cidad\u00e3o, individualmente, conte com uma guarda particular, o que n\u00e3o existe em nenhum pa\u00eds do mundo. Ao final, requereu a total improced\u00eancia do pedido feito pela parte autora.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Decis\u00e3o judicial<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Quando analisou o caso, o magistrado Bruno Montenegro esclareceu que a Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica adotou, como regra, a responsabilidade objetiva do Estado, estipulando o dever de indenizar nas hip\u00f3teses em que a atividade estatal, ou a omiss\u00e3o desta atividade, causa danos a terceiros. Entretanto, deixou claro que o dever de indenizar n\u00e3o \u00e9 presumido, porque exige a comprova\u00e7\u00e3o do ato tido por il\u00edcito, a rela\u00e7\u00e3o de causalidade entre este e o dano e a les\u00e3o causada ao particular.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele salientou que a puni\u00e7\u00e3o pela aus\u00eancia do Poder P\u00fablico deve ser ponderada frente a possibilidade de impedir o dano, al\u00e9m da compatibilidade com os padr\u00f5es poss\u00edveis do servi\u00e7o, frente \u00e0s dificuldades or\u00e7ament\u00e1rias insuper\u00e1veis para o Estado, n\u00e3o podendo o Estado ser respons\u00e1vel pelas faltas do mundo, bem como n\u00e3o podendo ser tratado como \u201canjo da guarda\u201d ou \u201cgarantidor universal\u201d, sendo necess\u00e1rio observar certos limites.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o juiz Bruno Montenegro, \u00e9 not\u00f3ria a precariedade e inefici\u00eancia do sistema de seguran\u00e7a p\u00fablica, que n\u00e3o consegue prevenir e conter a viol\u00eancia existente nos centros urbanos, e mesmo em pequenas cidades, sendo frequentes os lament\u00e1veis casos desta natureza, que causam indigna\u00e7\u00e3o perante toda a sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTodavia, no \u00e2mbito de responsabilidade civil, n\u00e3o h\u00e1 como imputar ao Estado responsabilidade pelo lament\u00e1vel fato, sob pena de se aplicar a teoria do risco integral, em que qualquer v\u00edtima de delito poderia mover a\u00e7\u00e3o indenizat\u00f3ria contra o Estado\u201d, assim considerou.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ele, apesar de ser dever do Estado promover medidas para seguran\u00e7a p\u00fablica, preservando a ordem e a incolumidade das pessoas e do patrim\u00f4nio, este n\u00e3o pode ser responsabilizado por todo e qualquer evento em que o particular sofra danos, at\u00e9 porque j\u00e1 que, como visto, as a\u00e7\u00f5es criminosas superaram irremediavelmente as medidas de seguran\u00e7a adotadas pelo poder p\u00fablico para manter as vias p\u00fablicas salvas das a\u00e7\u00f5es criminosas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A fam\u00edlia pediu, em ju\u00edzo, pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais e por danos materiais<br \/><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2019\/08\/15\/tj-nega-pedido-de-indenizacao-a-familia-por-morte-em-via-publica-causada-por-criminosos-em-natal\/\">Mais&#8230;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":902,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/900"}],"collection":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=900"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/900\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":904,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/900\/revisions\/904"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/902"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=900"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=900"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=900"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}