{"id":6539,"date":"2020-02-23T14:50:00","date_gmt":"2020-02-23T17:50:00","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=6539"},"modified":"2020-02-23T14:58:09","modified_gmt":"2020-02-23T17:58:09","slug":"justica-mantem-demissao-de-servidora-publica-por-atestados-medicos-falsos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2020\/02\/23\/justica-mantem-demissao-de-servidora-publica-por-atestados-medicos-falsos\/","title":{"rendered":"Justi\u00e7a mant\u00e9m demiss\u00e3o de servidora p\u00fablica por atestados m\u00e9dicos falsos"},"content":{"rendered":"\n<p>A 1\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a de Mato Grosso do Sul (TJMS) negou recurso da defesa e manteve a demiss\u00e3o de uma servidora p\u00fablica por apresentar atestados m\u00e9dicos falsos. Al\u00e9m de perder o cargo, ela foi condenada \u00e0 perda de suspens\u00e3o dos direitos pol\u00edticos por cinco anos e multa civil no valor da remunera\u00e7\u00e3o que lhe foi paga pelos dias em que faltou ao trabalho, devidamente corrigida.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme os autos do processo, a mulher teria apresentado dois atestados falsos para abonar faltas ao servi\u00e7o. Na primeira inst\u00e2ncia, a r\u00e9 foi condenada \u00e0 perda do cargo e recorreu.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" width=\"680\" height=\"399\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/03F361B29E657D3A605829F1E2AA010C4B7E_medicina.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1965\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/03F361B29E657D3A605829F1E2AA010C4B7E_medicina.jpg 680w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/03F361B29E657D3A605829F1E2AA010C4B7E_medicina-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 680px) 100vw, 680px\" \/><figcaption>Ilustrativa<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A defesa pediu a revis\u00e3o, alegando \u201chaver d\u00favidas acerca da poss\u00edvel falsifica\u00e7\u00e3o do atestado m\u00e9dico e, durante a instru\u00e7\u00e3o probat\u00f3ria ocorrida nos autos do processo administrativo disciplinar, atrav\u00e9s da juntada de documentos, oitiva de testemunhas e demais dilig\u00eancias realizadas, n\u00e3o restou comprovado que houve culpa ou dolo da servidora em iludir a administra\u00e7\u00e3o, utilizando-se de m\u00e1-f\u00e9\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Estado (MPMS) pediu a revis\u00e3o para aumentar a pena, sob o argumento que a servidora cometeu improbidade intencionalmente, violando legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica. Assim, o \u00f3rg\u00e3o sugeriu que a r\u00e9 ainda fosse condenada ao pagamento de multa e\/ou a proibi\u00e7\u00e3o de contratar com o Poder P\u00fablico ou receber benef\u00edcios ou incentivos fiscais ou credit\u00edcios, direta ou indiretamente, ainda que por meio de pessoa jur\u00eddica da qual seja a principal s\u00f3cia.<\/p><div class=\"pcjga69e37b3865344\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.pcjga69e37b3865344 {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.pcjga69e37b3865344 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.pcjga69e37b3865344 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.pcjga69e37b3865344 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.pcjga69e37b3865344 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.pcjga69e37b3865344 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"ydbal69e37b3865331\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.ydbal69e37b3865331 {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.ydbal69e37b3865331 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.ydbal69e37b3865331 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.ydbal69e37b3865331 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.ydbal69e37b3865331 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.ydbal69e37b3865331 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>Em seu voto, o relator do processo, desembargador Marcelo C\u00e2mara Rasslan, ressaltou que houve dolo por parte da servidora, que reconheceu em depoimento que apresentou atestado mesmo sem ter consultado um m\u00e9dico. \u201cDescabe o argumento da requerida no sentido de que faltou ao servi\u00e7o pois estava realmente doente e lhe foi negado atestado pelo m\u00e9dico competente, uma vez que n\u00e3o foi apresentada qualquer contraprova que pudesse demonstrar que realmente foi atendida nas datas dos atestados. Vale destacar, ainda, que a apelante j\u00e1 foi processada e condenada pelo mesmo ato \u00edmprobo\u201d, escreveu.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto aos argumentos do MPMS, Rasslan concluiu que, pelo fato da r\u00e9 j\u00e1 ter cometido o mesmo ato anteriormente, a pena de demiss\u00e3o seria insuficiente pela gravidade da nova viola\u00e7\u00e3o. \u201cRestou cristalino nos autos que, ciente da ilicitude e reprovabilidade de sua conduta, a requerida apresentou atestados falsos \u00e0 administra\u00e7\u00e3o, visando justificar suas aus\u00eancias no trabalho, no intuito de n\u00e3o ter descontado de sua remunera\u00e7\u00e3o os dias em que n\u00e3o exerceu sua atividade laborativa. Merece acolhimento, portanto, a pretens\u00e3o recursal quanto ao pedido de reforma da senten\u00e7a para condena\u00e7\u00e3o da requerida pela pr\u00e1tica de ato de improbidade administrativa que causa les\u00e3o ao er\u00e1rio\u201d, finalizou.<\/p>\n\n\n\n<p>Correio do Estado<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na primeira inst\u00e2ncia, a r\u00e9 foi condenada \u00e0 perda do cargo e recorreu.<br \/><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2020\/02\/23\/justica-mantem-demissao-de-servidora-publica-por-atestados-medicos-falsos\/\">Mais&#8230;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":1965,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6539"}],"collection":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6539"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6539\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6540,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6539\/revisions\/6540"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1965"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6539"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6539"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6539"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}