{"id":56795,"date":"2026-08-19T20:15:52","date_gmt":"2026-08-19T23:15:52","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=56795"},"modified":"2026-08-19T20:23:58","modified_gmt":"2026-08-19T23:23:58","slug":"municipios-nao-podem-cobrar-iptu-com-aliquota-maior-por-causa-do-tamanho-do-imovel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2026\/08\/19\/municipios-nao-podem-cobrar-iptu-com-aliquota-maior-por-causa-do-tamanho-do-imovel\/","title":{"rendered":"Munic\u00edpios n\u00e3o podem cobrar IPTU com al\u00edquota maior por causa do tamanho do im\u00f3vel"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"800\" height=\"526\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Site-TRT-RN-leiloa-cinco-apartamentos-no-bairro-de-Lagoa-Nova-terrenos-na-praia-e-9200-garrafas-de-vodka.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-41108\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Site-TRT-RN-leiloa-cinco-apartamentos-no-bairro-de-Lagoa-Nova-terrenos-na-praia-e-9200-garrafas-de-vodka.jpg 800w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Site-TRT-RN-leiloa-cinco-apartamentos-no-bairro-de-Lagoa-Nova-terrenos-na-praia-e-9200-garrafas-de-vodka-300x197.jpg 300w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Site-TRT-RN-leiloa-cinco-apartamentos-no-bairro-de-Lagoa-Nova-terrenos-na-praia-e-9200-garrafas-de-vodka-768x505.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption>Cr\u00e9dito: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O caso concreto teve origem em controv\u00e9rsia envolvendo legisla\u00e7\u00e3o do Munic\u00edpio de Chapec\u00f3, Estado de Santa Catarina, que estabelecia al\u00edquota de 1% de IPTU para im\u00f3veis cuja \u00e1rea constru\u00edda fosse igual ou superior a 400 m\u00b2. A referida norma foi declarada inconstitucional pelo Poder Judici\u00e1rio catarinense, tendo o Munic\u00edpio interposto recurso extraordin\u00e1rio perante o STF.<\/p>\n\n\n\n<p>Em defesa da legisla\u00e7\u00e3o municipal, sustentou-se que a maior \u00e1rea constru\u00edda representaria maior intensidade de utiliza\u00e7\u00e3o do solo urbano e, consequentemente, justificaria a incid\u00eancia de al\u00edquota mais elevada do IPTU.<\/p>\n\n\n\n<p>O argumento, contudo, n\u00e3o foi acolhido pelo Supremo Tribunal Federal. O Ministro Dias Toffoli, Relator do recurso, destacou que, ap\u00f3s a promulga\u00e7\u00e3o da Emenda Constitucional n\u00ba 29\/2000, o texto constitucional passou a admitir expressamente a progressividade fiscal do IPTU em raz\u00e3o do valor do im\u00f3vel, al\u00e9m da possibilidade de estabelecimento de al\u00edquotas diferenciadas conforme a localiza\u00e7\u00e3o e o uso da propriedade.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo consignado no voto condutor, a \u00e1rea do im\u00f3vel n\u00e3o integra o rol de crit\u00e9rios constitucionalmente autorizados para a institui\u00e7\u00e3o de al\u00edquotas diferenciadas do IPTU. O Relator ressaltou, ainda, que a jurisprud\u00eancia do STF encontra-se consolidada no sentido de que a utiliza\u00e7\u00e3o da \u00e1rea do im\u00f3vel como par\u00e2metro para a diferencia\u00e7\u00e3o da al\u00edquota caracteriza progressividade tribut\u00e1ria, e n\u00e3o seletividade.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, assentou-se que a \u00e1rea do im\u00f3vel n\u00e3o se confunde, para fins tribut\u00e1rios, com o respectivo valor, com sua localiza\u00e7\u00e3o ou com a destina\u00e7\u00e3o que lhe \u00e9 conferida. Dessa forma, os Munic\u00edpios n\u00e3o podem instituir, por legisla\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria, novos crit\u00e9rios de progressividade do IPTU al\u00e9m daqueles expressamente admitidos pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p><div class=\"wnjkv6a86f27149001\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.wnjkv6a86f27149001 {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.wnjkv6a86f27149001 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.wnjkv6a86f27149001 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.wnjkv6a86f27149001 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.wnjkv6a86f27149001 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.wnjkv6a86f27149001 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"yptnd6a86f27148fe2\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.yptnd6a86f27148fe2 {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.yptnd6a86f27148fe2 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.yptnd6a86f27148fe2 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.yptnd6a86f27148fe2 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.yptnd6a86f27148fe2 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.yptnd6a86f27148fe2 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>Ao t\u00e9rmino do julgamento, o Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal fixou a seguinte tese de repercuss\u00e3o geral: \u201c\u00c9 inconstitucional a fixa\u00e7\u00e3o, por lei municipal posterior \u00e0 EC n\u00ba 29\/2000, de al\u00edquota do IPTU em raz\u00e3o da \u00e1rea do im\u00f3vel.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Importa destacar que o entendimento firmado pelo STF n\u00e3o obsta a cobran\u00e7a de IPTU em valores mais elevados relativamente a im\u00f3veis de maior valor venal. A veda\u00e7\u00e3o estabelecida pela Corte restringe-se \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o da dimens\u00e3o ou \u00e1rea do im\u00f3vel, isoladamente considerada, como fundamento para a eleva\u00e7\u00e3o da al\u00edquota do imposto.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, nos termos da ordem constitucional vigente, a progressividade fiscal do IPTU pode ser estabelecida em fun\u00e7\u00e3o do valor venal do im\u00f3vel, enquanto a diferencia\u00e7\u00e3o das al\u00edquotas pode observar crit\u00e9rios relacionados \u00e0 localiza\u00e7\u00e3o e ao uso da propriedade, desde que respeitados os limites estabelecidos pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>O valor venal corresponde \u00e0 estimativa atribu\u00edda pelo Poder P\u00fablico municipal ao im\u00f3vel para fins tribut\u00e1rios e constitui elemento integrante da base de c\u00e1lculo do IPTU. Assim, em regra, quanto maior o valor venal da propriedade, maior poder\u00e1 ser o montante do imposto devido, observada a legisla\u00e7\u00e3o municipal e os par\u00e2metros constitucionalmente estabelecidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa maneira, o entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal delimita a compet\u00eancia legislativa dos Munic\u00edpios quanto \u00e0 institui\u00e7\u00e3o e \u00e0 diferencia\u00e7\u00e3o das al\u00edquotas do IPTU, vedando a ado\u00e7\u00e3o da \u00e1rea do im\u00f3vel, por si s\u00f3, como crit\u00e9rio aut\u00f4nomo de progressividade tribut\u00e1ria, sem impedir, contudo, a utiliza\u00e7\u00e3o dos crit\u00e9rios expressamente admitidos pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal, notadamente o valor do im\u00f3vel, sua localiza\u00e7\u00e3o e seu uso.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Importa destacar que o entendimento firmado pelo STF n\u00e3o obsta a cobran\u00e7a de IPTU em valores mais elevados relativamente a im\u00f3veis de maior valor venal.<br \/><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2026\/08\/19\/municipios-nao-podem-cobrar-iptu-com-aliquota-maior-por-causa-do-tamanho-do-imovel\/\">Mais&#8230;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56795"}],"collection":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=56795"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56795\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":56799,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56795\/revisions\/56799"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=56795"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=56795"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=56795"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}