{"id":56494,"date":"2026-08-05T20:45:49","date_gmt":"2026-08-05T23:45:49","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=56494"},"modified":"2026-08-05T20:48:27","modified_gmt":"2026-08-05T23:48:27","slug":"filho-com-paternidade-reconhecida-apos-morte-de-trabalhador-pode-pedir-indenizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2026\/08\/05\/filho-com-paternidade-reconhecida-apos-morte-de-trabalhador-pode-pedir-indenizacao\/","title":{"rendered":"Filho com paternidade reconhecida ap\u00f3s morte de trabalhador pode pedir indeniza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"613\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/certidao-1024x613.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-56498\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/certidao-1024x613.jpg 1024w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/certidao-300x179.jpg 300w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/certidao-768x459.jpg 768w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/certidao.jpg 1170w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Cr\u00e9dito: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A S\u00e9tima Turma do Tribunal Superior do Trabalho determinou o prosseguimento de uma a\u00e7\u00e3o ajuizada por um jovem cuja paternidade s\u00f3 foi reconhecida depois da morte do pai em acidente de trabalho. No entendimento da Turma, o prazo prescricional s\u00f3 come\u00e7ou a correr quando o filho, titular do direito, teve ci\u00eancia inequ\u00edvoca de sua exist\u00eancia e da possibilidade de exerc\u00ea-lo.<\/p>\n\n\n\n<p>O acidente aconteceu em outubro de 1989, quando o trabalhador caiu cerca de dez metros enquanto trocava um telhado. Na a\u00e7\u00e3o, proposta somente em mar\u00e7o de 2015, o jovem, nascido em janeiro de 1990, disse que seus pais, na \u00e9poca, mantinham uma rela\u00e7\u00e3o est\u00e1vel, mas somente em 2014 a Justi\u00e7a confirmou a paternidade. Ele pedia para ser inclu\u00eddo entre as pessoas que t\u00eam direito \u00e0 indeniza\u00e7\u00e3o pela morte do pai, que j\u00e1 foi reconhecida \u00e0 sua m\u00e3e e \u00e0 sua irm\u00e3 mais velha em a\u00e7\u00e3o proposta em 1997.<\/p>\n\n\n\n<p>O ju\u00edzo de primeiro grau entendeu que o pedido do herdeiro tinha natureza civil e, portanto, estava sujeito ao prazo de tr\u00eas anos para ajuizamento da a\u00e7\u00e3o. Conforme a decis\u00e3o, esse prazo come\u00e7ou a correr em 2006, quando ele completou 16 anos e soube da paternidade, e n\u00e3o em 2014, com a decis\u00e3o judicial, que apenas confirmou um fato j\u00e1 conhecido.<\/p>\n\n\n\n<p>O Tribunal Regional do Trabalho da 15\u00aa Regi\u00e3o (Campinas\/SP) manteve a senten\u00e7a.<\/p><div class=\"ybdpw6a73ea1f0f97d\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.ybdpw6a73ea1f0f97d {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.ybdpw6a73ea1f0f97d {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.ybdpw6a73ea1f0f97d {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.ybdpw6a73ea1f0f97d {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.ybdpw6a73ea1f0f97d {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.ybdpw6a73ea1f0f97d {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"oulus6a73ea1f0f96a\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.oulus6a73ea1f0f96a {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.oulus6a73ea1f0f96a {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.oulus6a73ea1f0f96a {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.oulus6a73ea1f0f96a {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.oulus6a73ea1f0f96a {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.oulus6a73ea1f0f96a {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>O ministro Cl\u00e1udio Brand\u00e3o, relator do recurso de revista do jovem ao TST, explicou que o TST j\u00e1 firmou entendimento de que o prazo para os herdeiros pedirem indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais e materiais em raz\u00e3o da morte por acidente de trabalho \u00e9 de tr\u00eas anos, contado, em regra, a partir do \u00f3bito. Todavia, a contagem deve se iniciar quando for poss\u00edvel propor a a\u00e7\u00e3o, ou seja, no momento em que o direito puder ser efetivamente exercido.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso concreto, o herdeiro somente passou a ter direito de ingressar com a reclama\u00e7\u00e3o trabalhista ap\u00f3s a confirma\u00e7\u00e3o da paternidade pela Justi\u00e7a, em 2014. At\u00e9 ent\u00e3o, ele n\u00e3o podia pedir indeniza\u00e7\u00e3o pela morte do pai, pois ainda n\u00e3o havia o reconhecimento formal dessa condi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a decis\u00e3o de afastar a prescri\u00e7\u00e3o, foi determinado o retorno dos autos \u00e0 vara do trabalho para a an\u00e1lise do pedido indenizat\u00f3rio. Ficou vencido o ministro Agra Belmonte, que n\u00e3o conhecia do recurso do herdeiro.<br><br>Processo: RR-10770-67.2015.5.15.0007<\/p>\n\n\n\n<p><em>Fonte: TST<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No entendimento da Turma, o prazo prescricional s\u00f3 come\u00e7ou a correr quando o filho, titular do direito, teve ci\u00eancia inequ\u00edvoca de sua exist\u00eancia e da possibilidade de exerc\u00ea-lo.<br \/><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2026\/08\/05\/filho-com-paternidade-reconhecida-apos-morte-de-trabalhador-pode-pedir-indenizacao\/\">Mais&#8230;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56494"}],"collection":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=56494"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56494\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":56499,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56494\/revisions\/56499"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=56494"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=56494"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=56494"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}