{"id":56160,"date":"2026-07-21T19:53:00","date_gmt":"2026-07-21T22:53:00","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=56160"},"modified":"2026-07-21T19:57:43","modified_gmt":"2026-07-21T22:57:43","slug":"empregador-nao-pode-acessar-mensagens-privadas-de-funcionario-decide-tst-ao-reverter-justa-causa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2026\/07\/21\/empregador-nao-pode-acessar-mensagens-privadas-de-funcionario-decide-tst-ao-reverter-justa-causa\/","title":{"rendered":"Provas obtidas em WhatsApp de supervisora s\u00e3o consideradas inv\u00e1lidas para justa causa"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"828\" height=\"466\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Whats.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-56162\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Whats.jpg 828w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Whats-300x169.jpg 300w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Whats-768x432.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 828px) 100vw, 828px\" \/><figcaption>Cr\u00e9dito: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) considerou il\u00edcitas as provas que serviram de base para a dispensa por justa causa de uma supervisora da Nudua Comunica\u00e7\u00e3o Ltda., microempresa de Guarulhos (SP), durante sua gravidez. Com isso, a dispensa foi revertida, e a trabalhadora ter\u00e1 direito aos sal\u00e1rios correspondentes ao per\u00edodo de estabilidade da gestante.<\/p>\n\n\n\n<p>A dispensa ocorreu em dezembro de 2020, em meio a altera\u00e7\u00f5es no controle societ\u00e1rio da empresa. Segundo a Nudua, os ex-s\u00f3cios estavam proibidos de entrar nas suas depend\u00eancias, e os colaboradores estavam cientes de que n\u00e3o podiam repassar a eles nenhuma informa\u00e7\u00e3o relacionada ao trabalho, incluindo senhas e rotinas administrativas.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o relato da empresa, ao fazer manuten\u00e7\u00e3o dos computadores, um t\u00e9cnico descobriu que a supervisora manteria contato com os ex-s\u00f3cios pelo aplicativo de mensagens. Al\u00e9m de repassar senhas e informa\u00e7\u00f5es sigilosas, ela teria se referido \u00e0 atual propriet\u00e1ria em termos ofensivos e atuaria para que a empresa perdesse contratos. Diante disso, resolveu aplicar a justa causa, por quebra de confian\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Na reclama\u00e7\u00e3o trabalhista, a supervisora disse que, no dia da dispensa, tomou ci\u00eancia de uma grava\u00e7\u00e3o, juntada aos autos, em que um dos s\u00f3cios disse que n\u00e3o lhe pagaria nenhum direito trabalhista e a chamou de \u201ccobra\u201d, mesmo termo usado por uma das s\u00f3cias. Sustentou, ainda, que um dos atuais s\u00f3cios teria amea\u00e7ado \u201cdar um sumi\u00e7o\u201d caso ela entrasse na Justi\u00e7a contra a empresa.<\/p><div class=\"bfvja6a6138160c367\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.bfvja6a6138160c367 {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.bfvja6a6138160c367 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.bfvja6a6138160c367 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.bfvja6a6138160c367 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.bfvja6a6138160c367 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.bfvja6a6138160c367 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"bhvij6a6138160c34a\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.bhvij6a6138160c34a {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.bhvij6a6138160c34a {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.bhvij6a6138160c34a {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.bhvij6a6138160c34a {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.bhvij6a6138160c34a {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.bhvij6a6138160c34a {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>O Tribunal Regional do Trabalho da 2\u00aa Regi\u00e3o (SP) manteve a justa causa. Para o ju\u00edzo, ficou comprovado que a supervisora quebrou o sigilo profissional ao repassar o acesso do e-mail da empresa para uma ex-s\u00f3cia.<\/p>\n\n\n\n<p>A defesa da supervisora recorreu da decis\u00e3o ao TST sustentando a invalidade da prova obtida por meio de print da tela do aplicativo de mensagens sem o seu consentimento. Alegou ainda que, com a invalidade da dispensa, ela teria direito a indeniza\u00e7\u00e3o pelo per\u00edodo estabilit\u00e1rio e verbas rescis\u00f3rias, uma vez que n\u00e3o haveria condi\u00e7\u00f5es para a reintegra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, ministro Amaury Rodrigues, assinalou que, ainda que tenha ocorrido de forma circunstancial, durante manuten\u00e7\u00e3o dos equipamentos, o acesso ao aplicativo caracterizou invas\u00e3o da privacidade. \u201cN\u00e3o \u00e9 dado ao empregador ler conversas privadas de seus empregados sem autoriza\u00e7\u00e3o\u201d, destacou.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto ressaltado pelo ministro foi que, embora o TRT tenha feito refer\u00eancia a depoimentos, eles n\u00e3o foram utilizados para confirmar a falta grave e serviram apenas para demonstrar que a supervisora tinha ci\u00eancia das restri\u00e7\u00f5es impostas pela empresa. Dessa forma, o reconhecimento da conduta faltosa se baseou exclusivamente na prova documental il\u00edcita.<br><br><em>Fonte: TST<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De acordo com o relato da empresa, ao fazer manuten\u00e7\u00e3o dos computadores, um t\u00e9cnico descobriu que a supervisora manteria contato com os ex-s\u00f3cios pelo aplicativo de mensagens.<br \/><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2026\/07\/21\/empregador-nao-pode-acessar-mensagens-privadas-de-funcionario-decide-tst-ao-reverter-justa-causa\/\">Mais&#8230;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56160"}],"collection":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=56160"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56160\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":56164,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56160\/revisions\/56164"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=56160"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=56160"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=56160"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}