{"id":54759,"date":"2026-05-30T06:55:43","date_gmt":"2026-05-30T09:55:43","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=54759"},"modified":"2026-05-30T07:00:57","modified_gmt":"2026-05-30T10:00:57","slug":"plano-de-saude-e-condenado-por-negar-parto-de-urgencia-e-devera-indenizar-beneficiaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2026\/05\/30\/plano-de-saude-e-condenado-por-negar-parto-de-urgencia-e-devera-indenizar-beneficiaria\/","title":{"rendered":"Plano de sa\u00fade \u00e9 condenado por negar parto de urg\u00eancia e dever\u00e1 indenizar benefici\u00e1ria"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"682\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/gestante-2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-54763\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/gestante-2.jpg 1024w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/gestante-2-300x200.jpg 300w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/gestante-2-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A 2\u00aa Vara C\u00edvel da Comarca de Natal condenou um plano de sa\u00fade ap\u00f3s negar a cobertura de um parto de urg\u00eancia para uma gestante, mesmo ap\u00f3s anos de contrato e realiza\u00e7\u00e3o de pr\u00e9-natal pelo plano. A decis\u00e3o da ju\u00edza Sulamita Bezerra Pacheco reconheceu como abusiva e ilegal a recusa da empresa, e determinou que a cliente seja indenizada em R$ 16.500,00 por danos materiais, al\u00e9m de R$ 10 mil por danos morais.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme narrado, a autora \u00e9 benefici\u00e1ria de um plano de sa\u00fade administrado pela empresa r\u00e9 desde outubro de 2007, e a segunda autora, sua tia, \u00e9 a titular do plano. Informam que sempre pagaram as mensalidades pontualmente e acreditavam que o contrato cobria servi\u00e7os de obstetr\u00edcia. Argumentam que, durante a gesta\u00e7\u00e3o da primeira autora, iniciada em fevereiro de 2024, todos os procedimentos de pr\u00e9-natal, como consultas e exames, foram autorizados e pagos pela operadora de sa\u00fade, o que refor\u00e7ou a expectativa de que o parto tamb\u00e9m estaria coberto.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, relatam que em dezembro de 2024, com 39 semanas de gesta\u00e7\u00e3o, a gestante deu entrada na maternidade de rede privada com dores intensas. Foi diagnosticado trabalho de parto avan\u00e7ado, com sete cent\u00edmetros de dilata\u00e7\u00e3o e indica\u00e7\u00e3o m\u00e9dica urgente para a realiza\u00e7\u00e3o do parto, devido ao risco de morte para ela e para o beb\u00ea, conforme o laudo m\u00e9dico. No entanto, ao solicitarem a autoriza\u00e7\u00e3o para interna\u00e7\u00e3o, foram surpreendidas com a negativa da r\u00e9, sob a justificativa de que o contrato n\u00e3o inclu\u00eda cobertura para obstetr\u00edcia. Diante da recusa e da gravidade do quadro, a fam\u00edlia pagou o procedimento de forma particular, com um gasto total de R$ 16.500,00, sendo R$ 10 mil para despesas hospitalares e R$ 6.500,00 para honor\u00e1rios m\u00e9dicos.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa, por sua vez, sustentou que a negativa de cobertura foi leg\u00edtima, pois o plano contratado em outubro de 2007 possui segmenta\u00e7\u00e3o \u201cAmbulatorial + Hospitalar sem Obstetr\u00edcia\u201d. Apresentou a proposta de ades\u00e3o e informa\u00e7\u00f5es do plano, que indicam a exclus\u00e3o da cobertura obst\u00e9trica. Sustentou que a decis\u00e3o seguiu a cl\u00e1usula do contrato e os princ\u00edpios de validade dos contratos e da Lei n\u00ba 9.656\/98 (Lei dos Planos de Sa\u00fade). Por fim, negou a exist\u00eancia de danos morais, afirmando que sua conduta foi regular e que a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o passou de um aborrecimento comum.<\/p><div class=\"bnepw6a1b2534a1ec0\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.bnepw6a1b2534a1ec0 {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.bnepw6a1b2534a1ec0 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.bnepw6a1b2534a1ec0 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.bnepw6a1b2534a1ec0 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.bnepw6a1b2534a1ec0 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.bnepw6a1b2534a1ec0 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"ufzux6a1b2534a1ead\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.ufzux6a1b2534a1ead {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.ufzux6a1b2534a1ead {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.ufzux6a1b2534a1ead {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.ufzux6a1b2534a1ead {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.ufzux6a1b2534a1ead {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.ufzux6a1b2534a1ead {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>De acordo com a magistrada, no presente caso, a responsabilidade da operadora de sa\u00fade \u00e9 objetiva. Isso significa que a empresa responde pelos danos causados por falhas no servi\u00e7o, independentemente de culpa, conforme o artigo 14 do C\u00f3digo de Defesa do Consumidor. Dessa forma, para n\u00e3o ser responsabilizada, a empresa precisaria provar que o defeito no servi\u00e7o n\u00e3o existiu ou que a culpa foi exclusiva do consumidor ou de terceiros.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs autoras provaram que n\u00e3o se tratava de um parto agendado, mas de uma situa\u00e7\u00e3o de urg\u00eancia e emerg\u00eancia. Isso atrai a cobertura obrigat\u00f3ria, independentemente do tipo de plano contratado. O artigo 35 da Lei n\u00ba 9.656\/98 \u00e9 claro ao estabelecer que o atendimento em casos de urg\u00eancia e emerg\u00eancia \u00e9 obrigat\u00f3rio. Al\u00e9m disso, o inciso desse artigo define urg\u00eancia como complica\u00e7\u00f5es no processo gestacional\u201d, esclareceu.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o entendimento, a recusa da cobertura baseada em limita\u00e7\u00e3o contratual \u00e9 abusiva e ilegal. \u201cCl\u00e1usulas que excluem obstetr\u00edcia valem para partos planejados, mas n\u00e3o podem ser usadas para negar assist\u00eancia em emerg\u00eancias que coloquem a vida em risco. O objetivo principal de um plano de sa\u00fade \u00e9 garantir seguran\u00e7a nos momentos de necessidade. Negar atendimento em um quadro grave como este desvirtua a finalidade do contrato\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao pagamento por danos morais, a magistrada destacou que o dano moral ocorre quando h\u00e1 les\u00e3o aos direitos da personalidade, como dignidade, integridade ps\u00edquica e paz. \u201cO que a parte autora enfrentou vai muito al\u00e9m de um simples problema contratual. Negar a cobertura de um parto de urg\u00eancia enquanto a gestante sente dores intensas e teme pela vida do filho gera uma ang\u00fastia e desamparo indiscut\u00edveis. No momento de maior vulnerabilidade, a autora foi submetida a estresse emocional extremo e inseguran\u00e7a sobre receber o atendimento pelo qual pagou por mais de 10 anos\u201d, salientou a ju\u00edza.<br><br><em>Fonte: TJRN<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diante da recusa e da gravidade do quadro, a fam\u00edlia pagou o procedimento de forma particular, com um gasto total de R$ 16.500,00.<br \/><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2026\/05\/30\/plano-de-saude-e-condenado-por-negar-parto-de-urgencia-e-devera-indenizar-beneficiaria\/\">Mais&#8230;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54759"}],"collection":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=54759"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54759\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":54764,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54759\/revisions\/54764"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=54759"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=54759"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=54759"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}