{"id":52993,"date":"2026-04-06T16:34:34","date_gmt":"2026-04-06T19:34:34","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=52993"},"modified":"2026-04-06T16:45:07","modified_gmt":"2026-04-06T19:45:07","slug":"stf-autoriza-troca-do-sobrenome-materno-pelo-dos-pais-socioafetivos-em-caso-de-multiparentalidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2026\/04\/06\/stf-autoriza-troca-do-sobrenome-materno-pelo-dos-pais-socioafetivos-em-caso-de-multiparentalidade\/","title":{"rendered":"STF autoriza troca do sobrenome materno pelo dos pais socioafetivos em caso de multiparentalidade"},"content":{"rendered":"\n<p>A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) autorizou que uma pessoa maior de idade exclua o sobrenome de sua m\u00e3e biol\u00f3gica da composi\u00e7\u00e3o do seu nome no assento do registro civil e inclua os sobrenomes dos pais socioafetivos, mas mantendo o nome da genitora no campo de filia\u00e7\u00e3o, de modo a preservar o v\u00ednculo sangu\u00edneo.<\/p>\n\n\n\n<p>A autora da a\u00e7\u00e3o, registrada apenas com o nome da m\u00e3e biol\u00f3gica, pediu a retifica\u00e7\u00e3o do registro civil para inclus\u00e3o dos nomes dos pais socioafetivos na certid\u00e3o e ado\u00e7\u00e3o do sobrenome deles. Foi requerida tamb\u00e9m a retirada do sobrenome da m\u00e3e biol\u00f3gica, sem, entretanto, a exclus\u00e3o da genitora do registro.<\/p>\n\n\n\n<p>O tribunal de segunda inst\u00e2ncia determinou a inclus\u00e3o da filia\u00e7\u00e3o socioafetiva e do sobrenome dos pais socioafetivos no registro civil, mas manteve a autora com o sobrenome materno. Para a corte local, n\u00e3o houve prova de abandono que justificasse a supress\u00e3o do sobrenome da m\u00e3e biol\u00f3gica, a qual nem sequer foi parte no processo. Considerou-se poss\u00edvel, assim, a coexist\u00eancia entre os v\u00ednculos biol\u00f3gico e socioafetivo no registro.<\/p>\n\n\n\n<p>A relatora do caso no STJ, ministra Isabel Gallotti, verificou no processo que a autora, acolhida e criada pela fam\u00edlia socioafetiva desde a inf\u00e2ncia, buscou o Poder Judici\u00e1rio para ver reconhecida a sua realidade familiar. Segundo lembrou, a pr\u00f3pria Lei 6.015\/1973 permite a inclus\u00e3o e a exclus\u00e3o de sobrenomes devido a altera\u00e7\u00f5es na rela\u00e7\u00e3o de filia\u00e7\u00e3o, como ocorre no caso de reconhecimento da parentalidade socioafetiva.<\/p>\n\n\n\n<p>A ministra ressaltou que a pretens\u00e3o da autora n\u00e3o \u00e9 excluir sua ancestralidade do registro civil, mas ver reconhecida a multiparentalidade, com a substitui\u00e7\u00e3o do sobrenome da m\u00e3e biol\u00f3gica pelo sobrenome dos pais socioafetivos.<\/p><div class=\"myvok69d46038034ae\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.myvok69d46038034ae {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.myvok69d46038034ae {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) 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fam\u00edlia afetiva.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00e3o h\u00e1 risco de comprometimento de sua identifica\u00e7\u00e3o, uma vez que o nome da m\u00e3e continua em sua certid\u00e3o e nos documentos&#8221;, concluiu a relatora.<\/p>\n\n\n\n<p><em>O n\u00famero deste processo n\u00e3o \u00e9 divulgado em raz\u00e3o de segredo judicial.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Fonte: STJ<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;N\u00e3o h\u00e1 risco de comprometimento de sua identifica\u00e7\u00e3o, uma vez que o nome da m\u00e3e continua em sua certid\u00e3o e nos documentos&#8221;, concluiu a relatora.<br \/><a class=\"more-link\" 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