{"id":52834,"date":"2026-04-01T13:07:29","date_gmt":"2026-04-01T16:07:29","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=52834"},"modified":"2026-04-01T13:08:42","modified_gmt":"2026-04-01T16:08:42","slug":"valor-pago-por-fora-como-previdencia-privada-e-integrado-a-salario-de-alto-executivo-de-banco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2026\/04\/01\/valor-pago-por-fora-como-previdencia-privada-e-integrado-a-salario-de-alto-executivo-de-banco\/","title":{"rendered":"Valor pago por fora como previd\u00eancia privada \u00e9 integrado a sal\u00e1rio de alto executivo de banco"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"724\" height=\"482\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Dinheiro.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-52837\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Dinheiro.jpg 724w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Dinheiro-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 724px) 100vw, 724px\" \/><figcaption>Foto: Getty Images<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A Subse\u00e7\u00e3o I Especializada em Diss\u00eddios Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho reconheceu que os valores pagos por fora pelo HSBC Bank Brasil S.A. &#8211; Banco M\u00faltiplo (atual Banco Bradesco S.A.) a t\u00edtulo de previd\u00eancia privada a um alto executivo tinham natureza salarial. Com isso, eles devem integrar o sal\u00e1rio para c\u00e1lculo de outras verbas deferidas em ju\u00edzo.<\/p>\n\n\n\n<p>Empregado do HSBC de 1976 a 2007, o banc\u00e1rio exerceu diversos cargos em Curitiba e, ao ser dispensado, era gestor dos gerentes regionais. Na a\u00e7\u00e3o, ele alegou que, de 2004 a 2006, o banco pagava mensalmente valores que n\u00e3o faziam parte do sal\u00e1rio. Sob o t\u00edtulo de Previd\u00eancia Corporate, a remunera\u00e7\u00e3o era depositada num contrato de previd\u00eancia privada e podia ser resgatada ap\u00f3s 60 dias. Inicialmente o valor mensal era de R$ 2,4 mil, depois passou a R$ 3,2 mil. Em 2006, a parcela foi suprimida.<\/p>\n\n\n\n<p>O executivo pediu que esses valores fossem integrados ao sal\u00e1rio e incidissem sobre outras verbas. Segundo ele, a parcela fazia parte do contrato de emprego, e o banco a depositava em planos de previd\u00eancia privada, \u201ca fim de mascarar sua natureza salarial\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O banco, em sua defesa, argumentou que o plano de previd\u00eancia, que vigoraria em um determinado prazo, era pago ao executivo em raz\u00e3o da natureza de sua atividade. Acrescentou que, a pedido do pr\u00f3prio empregado, os valores eram usados para cobrir seus gastos cotidianos, como despesas com ve\u00edculo, e que n\u00e3o houve supress\u00e3o da parcela, mas substitui\u00e7\u00e3o por um empr\u00e9stimo anual.<\/p><div class=\"nvptt69ee88f5af39d\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.nvptt69ee88f5af39d {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.nvptt69ee88f5af39d {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.nvptt69ee88f5af39d {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.nvptt69ee88f5af39d {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.nvptt69ee88f5af39d {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.nvptt69ee88f5af39d {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"tykzt69ee88f5af376\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.tykzt69ee88f5af376 {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.tykzt69ee88f5af376 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.tykzt69ee88f5af376 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.tykzt69ee88f5af376 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.tykzt69ee88f5af376 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.tykzt69ee88f5af376 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>O ju\u00edzo de primeiro indeferiu o pedido do banc\u00e1rio, por entender que valores depositados a t\u00edtulo de previd\u00eancia privada n\u00e3o constituem sal\u00e1rio. O Tribunal Regional do Trabalho da 9\u00aa Regi\u00e3o (PR), por sua vez, com base em documentos e depoimentos, concluiu que a quantia era calculada com base no sal\u00e1rio e no desempenho e retribu\u00eda o trabalho prestado. J\u00e1 a Segunda Turma do TST restabeleceu a senten\u00e7a, levando o executivo a apresentar embargos \u00e0 SDI-1.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, ministro Alberto Balazeiro, observou que a decis\u00e3o do TRT havia se amparado nas provas documental e testemunhal, e a Turma, para afastar essa conclus\u00e3o, se valeu de um trecho da peti\u00e7\u00e3o inicial registrada no relat\u00f3rio do ac\u00f3rd\u00e3o regional, desconsiderando, assim, todas as demais provas que lastrearam a decis\u00e3o. Para Balazeiro, a Turma reexaminou a prova produzida nos autos, contrariando a S\u00famula 126 do TST..<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o foi un\u00e2nime.<br><br><em>Fonte: TST<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O banco argumentou que o plano de previd\u00eancia, que vigoraria em um determinado prazo, era pago ao executivo em raz\u00e3o da natureza de sua atividade. <br \/><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2026\/04\/01\/valor-pago-por-fora-como-previdencia-privada-e-integrado-a-salario-de-alto-executivo-de-banco\/\">Mais&#8230;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52834"}],"collection":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=52834"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52834\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":52839,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52834\/revisions\/52839"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=52834"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=52834"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=52834"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}