{"id":50612,"date":"2026-01-31T09:04:09","date_gmt":"2026-01-31T12:04:09","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=50612"},"modified":"2026-01-31T09:11:57","modified_gmt":"2026-01-31T12:11:57","slug":"empresa-indenizara-funcionaria-que-sofreu-assedio-sexual-por-mais-de-10-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2026\/01\/31\/empresa-indenizara-funcionaria-que-sofreu-assedio-sexual-por-mais-de-10-anos\/","title":{"rendered":"Empresa indenizar\u00e1 funcion\u00e1ria que sofreu ass\u00e9dio sexual por mais de 10 anos"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/mulher-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-50616\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/mulher-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/mulher-300x169.jpg 300w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/mulher-768x432.jpg 768w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/mulher-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/mulher-2048x1152.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Foto: Freepik<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A 4\u00aa c\u00e2mara do TRT da 15\u00aa regi\u00e3o proferiu decis\u00e3o condenat\u00f3ria contra microempresa do ramo de com\u00e9rcio e confec\u00e7\u00e3o de lingeries, determinando o pagamento de R$ 20 mil a t\u00edtulo de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais a ex-funcion\u00e1ria que alegou ter sofrido de ass\u00e9dio sexual perpetrado pelo propriet\u00e1rio da empresa por mais de dez anos.<\/p>\n\n\n\n<p>O conjunto probat\u00f3rio apresentado incluiu depoimentos de testemunhas que corroboraram as alega\u00e7\u00f5es da v\u00edtima. Uma das testemunhas relatou ter presenciado a colega em estado de sofrimento em diversas ocasi\u00f5es, em decorr\u00eancia dos ass\u00e9dios constantes, que envolviam contato f\u00edsico inadequado, coment\u00e1rios insinuantes e at\u00e9 mesmo \u201cpropostas indecorosas\u201d. A testemunha justificou o sil\u00eancio da v\u00edtima pelo receio de perder o emprego.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra testemunha confirmou que a funcion\u00e1ria era alocada em uma loja anexa, separada das demais colaboradoras que atuavam na produ\u00e7\u00e3o. Tal isolamento, segundo a testemunha, \u201cfacilitava o acesso exclusivo do empregador \u00e0 v\u00edtima e dificultava a ocorr\u00eancia de testemunhos diretos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A testemunha tamb\u00e9m relatou que era comum o empregador \u201ccircular pela loja\u201d, o que tornava poss\u00edvel \u201co contato f\u00edsico e verbal com a empregada em momentos de aus\u00eancia de terceiros\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em contrapartida, as testemunhas apresentadas pela defesa da empresa se limitaram a negar genericamente a ocorr\u00eancia do ass\u00e9dio, mencionando a exist\u00eancia de c\u00e2meras de seguran\u00e7a no estabelecimento. Contudo, n\u00e3o apresentaram informa\u00e7\u00f5es sobre quem detinha o controle das grava\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Os autos do processo revelaram que o controle das c\u00e2meras \u201cera feito exclusivamente pelo pr\u00f3prio empregador, acusado de ser o autor das condutas libidinosas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O desembargador Dagoberto Nishina Azevedo, relator do ac\u00f3rd\u00e3o, ressaltou que \u201ca mera exist\u00eancia de c\u00e2meras de vigil\u00e2ncia n\u00e3o \u00e9 empecilho \u00e0 pr\u00e1tica de ass\u00e9dio ou importuna\u00e7\u00e3o sexual, sobretudo quando o controle do sistema \u00e9 exercido pelo pr\u00f3prio agressor, o que neutraliza qualquer fun\u00e7\u00e3o fiscalizadora do mecanismo\u201d.<\/p><div class=\"acayf69d53bf1a223a\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.acayf69d53bf1a223a 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verossimilhan\u00e7a\u201d, uma vez que o ass\u00e9dio sexual, como il\u00edcito civil e trabalhista, \u00e9, por sua natureza, \u201cpraticado \u00e0s ocultas, explorando a hierarquia e o medo da v\u00edtima\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O colegiado concluiu que \u201cdiante desse quadro, n\u00e3o h\u00e1 falar em invers\u00e3o indevida do \u00f4nus da prova\u201d, como alegado pela defesa, \u201cmas sim na valora\u00e7\u00e3o motivada da prova oral e no reconhecimento da verossimilhan\u00e7a suficiente para a convic\u00e7\u00e3o do Ju\u00edzo, em estrita observ\u00e2ncia ao art. 818, \u00a71\u00ba, da CLT, considerando-se tamb\u00e9m as diretrizes do Protocolo do CNJ para Julgamento sob Perspectiva de G\u00eanero, que orienta a an\u00e1lise sens\u00edvel das situa\u00e7\u00f5es de ass\u00e9dio e discrimina\u00e7\u00e3o de g\u00eanero no ambiente de trabalho\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O Tribunal considerou que \u201ca situa\u00e7\u00e3o que se apresenta nos autos constitui efetivo ass\u00e9dio sexual, constrangendo e malferindo a dignidade da empregada, reduzindo-a \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de objeto em seu local de trabalho\u201d e assim, \u201co dano moral \u00e9 patente, sendo necess\u00e1ria a indeniza\u00e7\u00e3o, abarcando o escopo pedag\u00f3gico da puni\u00e7\u00e3o e estimulando a empresa a adotar medidas preventivas e suficientes para evitar repeti\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A quantia indenizat\u00f3ria foi reduzida de R$ 30 mil para R$ 20 mil, alinhando-se aos princ\u00edpios da razoabilidade e proporcionalidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Processo: 0010082-32.2024.5.15.0091<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Fonte: Migalhas<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma das testemunhas relatou ter presenciado a colega em estado de sofrimento em diversas ocasi\u00f5es, em decorr\u00eancia dos ass\u00e9dios constantes, que envolviam contato f\u00edsico inadequado,<br \/><a class=\"more-link\" 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