{"id":472,"date":"2019-08-07T15:25:36","date_gmt":"2019-08-07T18:25:36","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=472"},"modified":"2019-08-07T15:25:36","modified_gmt":"2019-08-07T18:25:36","slug":"stf-trabalhador-de-fundacao-publica-de-direito-privado-nao-faz-jus-a-estabilidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2019\/08\/07\/stf-trabalhador-de-fundacao-publica-de-direito-privado-nao-faz-jus-a-estabilidade\/","title":{"rendered":"STF: Trabalhador de funda\u00e7\u00e3o p\u00fablica de direito privado n\u00e3o faz jus a estabilidade"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Carteira-de-trabalho.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-473\" width=\"560\" height=\"411\"\/><figcaption>Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Nesta quinta-feira, 7, os ministros do STF decidiram que empregados da Funda\u00e7\u00e3o Padre Anchieta n\u00e3o t\u00eam direito ao regime excepcional de estabilidade, previsto no ADCT. Por maioria, o colegiado fixou a seguinte tese:<\/p>\n\n\n\n<p>1 \u2013 A qualifica\u00e7\u00e3o de uma funda\u00e7\u00e3o institu\u00edda pelo Estado como sujeita ao regime p\u00fablico ou privado depende:<\/p>\n\n\n\n<p>I \u2013 do estatuto de sua cria\u00e7\u00e3o ou autoriza\u00e7\u00e3o; <br>\nII \u2013 das atividades por ela prestadas. As atividades de conte\u00fado econ\u00f4mico e as pass\u00edveis de delega\u00e7\u00e3o, quando definidas como objetos de dada funda\u00e7\u00e3o, ainda que essa seja institu\u00edda ou mantida pelo Poder P\u00fablico, podem se submeter ao regime jur\u00eddico de direito privado.<\/p>\n\n\n\n<p>2 \u2013 A estabilidade especial do artigo 19 do ADCT n\u00e3o se estende aos empregados das funda\u00e7\u00f5es p\u00fablicas de direito privado, aplicando-se t\u00e3o somente aos servidores das pessoas jur\u00eddicas de direito p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>Relembre<\/p>\n\n\n\n<p>Na semana passada, o plen\u00e1rio do STF retomou julgamento sobre estabilidade de funcion\u00e1rio da Funda\u00e7\u00e3o Padre Anchieta, o qual foi contratado pela funda\u00e7\u00e3o em 1981, tendo se aposentado espontaneamente em 1995. Exatamente por ser espont\u00e2nea, a aposentadoria n\u00e3o rompeu o contrato de trabalho, e o operador seguiu trabalhando para a Padre Anchieta at\u00e9 2005, quando foi dispensado sem justa causa.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante do fato, ele ajuizou reclama\u00e7\u00e3o trabalhista requerendo sua reintegra\u00e7\u00e3o, com base na estabilidade garantida pelo artigo 19 do ADCT, uma vez que ele foi contratado sete anos antes da CF\/88.<\/p>\n\n\n\n<p>O pleito foi negado pelo juiz de 1\u00ba grau pelo TRT da 2\u00aa regi\u00e3o. O TST, contudo, deferiu o pedido de reintegra\u00e7\u00e3o, por entender cab\u00edvel ao caso a estabilidade do artigo 19 do ADCT. O ac\u00f3rd\u00e3o do TST afirmou que a aposentadoria espont\u00e2nea n\u00e3o \u00e9 causa de extin\u00e7\u00e3o do contrato de trabalho se o empregado permanece prestando servi\u00e7os ao empregador ap\u00f3s a jubila\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante da decis\u00e3o do TST, a FPA ajuizou a\u00e7\u00e3o no Supremo pedindo a inaplicabilidade da estabilidade constitucional para empregados da Funda\u00e7\u00e3o. A mat\u00e9ria teve repercuss\u00e3o geral reconhecida.<\/p><div class=\"vxdbu69e348cd67c79\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.vxdbu69e348cd67c79 {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.vxdbu69e348cd67c79 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.vxdbu69e348cd67c79 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.vxdbu69e348cd67c79 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.vxdbu69e348cd67c79 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.vxdbu69e348cd67c79 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"yaqft69e348cd67c5c\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.yaqft69e348cd67c5c {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.yaqft69e348cd67c5c {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.yaqft69e348cd67c5c {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.yaqft69e348cd67c5c {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.yaqft69e348cd67c5c {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.yaqft69e348cd67c5c {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>Relator<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, ministro Dias Toffoli, votou pelo provimento do recurso da Funda\u00e7\u00e3o, julgando v\u00e1lida a demiss\u00e3o. Segundo seu entendimento, o artigo do ADCT n\u00e3o alcan\u00e7a os empregados da entidade, j\u00e1 que ela n\u00e3o se enquadra no conceito de funda\u00e7\u00f5es aut\u00e1rquicas sujeitas ao regime jur\u00eddico de direto p\u00fablico. Segundo Toffoli, trata-se no caso de ente submetido ao direito privado, com regime similar ao das empresas estatais, e que tem por finalidade institucional a promo\u00e7\u00e3o de atividades educativas e culturais por meio de r\u00e1dio, televis\u00e3o ou outras plataformas de m\u00eddia, n\u00e3o exercendo, portanto, atividade estatal t\u00edpica.<\/p>\n\n\n\n<p>O voto do relator foi seguido nesta quinta-feira pelos ministros Lu\u00eds Roberto Barroso, Luiz Fux, Gilmar Mendes, Celso de Mello, Alexandre de Moraes. <\/p>\n\n\n\n<p>Diverg\u00eancia<\/p>\n\n\n\n<p>A diverg\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o ao entendimento do relator foi aberta pela ministra Rosa Weber, que apresentou seu voto-vista. Segundo ela, o artigo 19 do ADCT n\u00e3o faz ressaltava quando \u00e0 natureza da funda\u00e7\u00e3o p\u00fablica, se de direito p\u00fablico ou de direito privado. \u201cOnde o legislador n\u00e3o distingue, n\u00e3o cabe ao int\u00e9rprete faz\u00ea-lo\u201d, ressaltou. Segundo a ministra, a entidade paulista tem natureza p\u00fablica e esse entendimento \u00e9 refor\u00e7ado pela lei que autorizou sua cria\u00e7\u00e3o e por seus estatutos. Entre os pontos est\u00e3o a origem dos recursos financeiros para sua manuten\u00e7\u00e3o, provenientes em grande parte de dota\u00e7\u00f5es do Poder P\u00fablico, e a revers\u00e3o de seus bens e direitos ao Estado de S\u00e3o Paulo no caso de sua extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A ministra ressaltou ainda que n\u00e3o h\u00e1 incompatibilidade da estabilidade excepcional com o regime da CLT, pelo qual s\u00e3o regidas as rela\u00e7\u00f5es de trabalho dos empregados da Funda\u00e7\u00e3o Padre Anchieta. \u201cEmbora pessoa jur\u00eddica de direito privado, ela integra o g\u00eanero funda\u00e7\u00e3o p\u00fablica, e por isso est\u00e1 inserida na \u00e1rea de incid\u00eancia do artigo 19 do ADCT\u201d, concluiu a ministra, negando provimento ao recurso.<\/p>\n\n\n\n<p>O voto divergente foi seguido pelos ministros Edson Fachin e Ricardo Lewandowski, C\u00e1rmen L\u00facia e Marco Aur\u00e9lio. <\/p>\n\n\n\n<p>Processo: RE 716.378<\/p>\n\n\n\n<p>Migalhas\/STF<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tese foi fixada em recurso interposto pela Funda\u00e7\u00e3o Padre Anchieta e ministros do STF decidiram que os empregados  n\u00e3o t\u00eam direito ao regime excepcional de estabilidade<\/p>\n<p><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2019\/08\/07\/stf-trabalhador-de-fundacao-publica-de-direito-privado-nao-faz-jus-a-estabilidade\/\">Mais&#8230;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":473,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[66,379,158,73,376,67,81,72,329,378,71],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/472"}],"collection":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=472"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/472\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":474,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/472\/revisions\/474"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/473"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=472"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=472"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=472"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}