{"id":46906,"date":"2025-09-19T09:13:48","date_gmt":"2025-09-19T12:13:48","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=46906"},"modified":"2025-09-19T09:19:11","modified_gmt":"2025-09-19T12:19:11","slug":"consumidora-adquire-veiculo-com-defeito-e-tem-mantida-indenizacao-em-danos-morais-e-materiais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2025\/09\/19\/consumidora-adquire-veiculo-com-defeito-e-tem-mantida-indenizacao-em-danos-morais-e-materiais\/","title":{"rendered":"Consumidora adquire ve\u00edculo com defeito e tem mantida indeniza\u00e7\u00e3o, decide TJRN"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/mulher-em-pe-ao-lado-de-seu-carro-quebrado-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-46907\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/mulher-em-pe-ao-lado-de-seu-carro-quebrado-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/mulher-em-pe-ao-lado-de-seu-carro-quebrado-300x200.jpg 300w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/mulher-em-pe-ao-lado-de-seu-carro-quebrado-768x512.jpg 768w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/mulher-em-pe-ao-lado-de-seu-carro-quebrado-1536x1025.jpg 1536w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/mulher-em-pe-ao-lado-de-seu-carro-quebrado-2048x1366.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>A 2\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do TJRN decidiu, por unanimidade, rejeitar os embargos de declara\u00e7\u00e3o e manter a senten\u00e7a inicial que condenou uma concession\u00e1ria pela venda de um carro novo que apresentou defeitos poucos dias ap\u00f3s a compra. De acordo com o narrado, a cliente adquiriu um ve\u00edculo novo com a concession\u00e1ria, pagando \u00e0 vista o valor de R$ 66 mil. Com pouco tempo de uso, o carro passou a apresentar sucessivos defeitos, sendo submetido \u00e0 troca de pe\u00e7as e an\u00e1lise na concession\u00e1ria por pelo menos oito vezes.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a mulher, ap\u00f3s o primeiro problema, ela compareceu \u00e0 concession\u00e1ria e foi informada de que o carro possu\u00eda problemas decorrentes de &#8220;sobre-giro&#8221;, danos que n\u00e3o eram cobertos pela garantia, precisando desembolsar o valor de R$ 8.500,00. Ap\u00f3s passar mais de m\u00eas no conserto, o ve\u00edculo apresentou novos defeitos 24 horas ap\u00f3s ser entregue. Dessa forma, entre a data da compra do ve\u00edculo at\u00e9 o fim do segundo conserto, o carro s\u00f3 foi utilizado por 45 dias. Nos meses seguintes, os problemas continuaram, totalizando oito idas \u00e0 concession\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Por tais raz\u00f5es, a consumidora buscou na Justi\u00e7a a restitui\u00e7\u00e3o do valor integralmente pago pelo ve\u00edculo ou a substitui\u00e7\u00e3o do ve\u00edculo por um novo, do mesmo modelo e caracter\u00edsticas do que foi comprado, al\u00e9m da indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais e materiais. Na senten\u00e7a inicialmente proferida, a concession\u00e1ria foi condenada a realizar o pagamento de R$ 8.500,00 a t\u00edtulo de dano material e R$ 7.000,00 por danos morais, al\u00e9m de restituir o valor pago pelo autom\u00f3vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Em segunda inst\u00e2ncia, a empresa alegou a aus\u00eancia de comprova\u00e7\u00e3o do defeito no ve\u00edculo e de falha na presta\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os, al\u00e9m da necessidade de redu\u00e7\u00e3o dos valores indenizat\u00f3rios. O pedido n\u00e3o foi acolhido, e o ac\u00f3rd\u00e3o contou com a explica\u00e7\u00e3o de que o produto em quest\u00e3o padecia de v\u00edcio, n\u00e3o sendo comprovado o uso inadequado por parte da consumidora.<\/p><div class=\"edozk69e26aeea5f63\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.edozk69e26aeea5f63 {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.edozk69e26aeea5f63 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.edozk69e26aeea5f63 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.edozk69e26aeea5f63 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.edozk69e26aeea5f63 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.edozk69e26aeea5f63 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"bevgg69e26aeea5f41\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.bevgg69e26aeea5f41 {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.bevgg69e26aeea5f41 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.bevgg69e26aeea5f41 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.bevgg69e26aeea5f41 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.bevgg69e26aeea5f41 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.bevgg69e26aeea5f41 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s o ac\u00f3rd\u00e3o, a concession\u00e1ria entrou com recurso de embargos de declara\u00e7\u00e3o, alegando que o julgado incorreu em v\u00edcios previstos no artigo 1.022 do C\u00f3digo de Processo Civil, que tratam sobre omiss\u00e3o, contradi\u00e7\u00e3o, obscuridade ou erro material.<\/p>\n\n\n\n<p>No voto, a relatora, desembargadora Lourdes Azev\u00eado, observa que os v\u00edcios apontados se baseiam em trechos espec\u00edficos do laudo pericial que foram analisados no julgamento, destacando que n\u00e3o houve comprova\u00e7\u00e3o de mau uso do ve\u00edculo e que o defeito t\u00e9cnico persistiu mesmo ap\u00f3s tentativas de reparo. Al\u00e9m disso, ela descreve que \u201co ac\u00f3rd\u00e3o explicitou a aplica\u00e7\u00e3o do artigo 18 do C\u00f3digo de Defesa do Consumidor com base na constata\u00e7\u00e3o da n\u00e3o solu\u00e7\u00e3o do defeito no prazo de 30 dias e na escolha da consumidora pela restitui\u00e7\u00e3o do valor pago\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPortanto, diante da inexist\u00eancia de qualquer v\u00edcio maculando o ac\u00f3rd\u00e3o impugnado e da clara tentativa da parte de rediscutir a causa, ante o inconformismo com os termos do julgado, for\u00e7oso \u00e9 concluir pelo desprovimento do recurso, vez que s\u00f3 poderiam ser acolhidos acaso existisse um dos requisitos do artigo 1022 do CPC que autorizam o seu manejo\u201d, finalizou a relatora.<br><br><em>Fonte: TJRN<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na senten\u00e7a inicialmente proferida, a concession\u00e1ria foi condenada a realizar o pagamento de R$ 8.500,00 a t\u00edtulo de dano material e R$ 7.000,00 por danos morais, al\u00e9m de restituir o valor pago pelo autom\u00f3vel.<br \/><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2025\/09\/19\/consumidora-adquire-veiculo-com-defeito-e-tem-mantida-indenizacao-em-danos-morais-e-materiais\/\">Mais&#8230;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46906"}],"collection":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=46906"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46906\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":46909,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46906\/revisions\/46909"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=46906"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=46906"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=46906"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}