{"id":46364,"date":"2025-09-01T22:54:22","date_gmt":"2025-09-02T01:54:22","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=46364"},"modified":"2025-09-02T08:31:05","modified_gmt":"2025-09-02T11:31:05","slug":"empresa-de-planos-de-saude-e-sentenciada-a-pagar-danos-morais-por-adoecimento-mental-de-trabalhadora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2025\/09\/01\/empresa-de-planos-de-saude-e-sentenciada-a-pagar-danos-morais-por-adoecimento-mental-de-trabalhadora\/","title":{"rendered":"Empresa \u00e9 sentenciada a pagar danos morais por adoecimento mental de trabalhadora"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/empresaria-triste-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-46366\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/empresaria-triste-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/empresaria-triste-300x200.jpg 300w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/empresaria-triste-768x512.jpg 768w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/empresaria-triste-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/empresaria-triste-2048x1365.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Foto: Freepik<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A 13\u00aa Vara do Trabalho de Natal (RN) determinou uma empresa de planos de sa\u00fade a pagar indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais a uma prestadora de servi\u00e7o que sofreu adoecimento mental decorrente do trabalho, como s\u00edndrome de burnout e transtorno de ansiedade.<\/p>\n\n\n\n<p>A trabalhadora alegou que, durante seu contrato de trabalho, fora submetida a um ambiente hostil, com cobran\u00e7as e metas abusivas, longas jornadas, press\u00e3o constante e at\u00e9 uso do celular pessoal para demandas de servi\u00e7o fora do expediente. Isso causou seu adoecimento e resultou em afastamento previdenci\u00e1rio por cinco meses. Ao retornar, em menos de um m\u00eas foi dispensada sem justa causa, ainda na estabilidade de 12 meses garantida ap\u00f3s o afastamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua defesa, a empresa negou a exist\u00eancia de doen\u00e7a ocupacional, alegando que n\u00e3o houve nexo causal, responsabilidade da empregadora e dolo ou culpa.<\/p>\n\n\n\n<p>A ju\u00edza Jolia Lucena da Rocha Melo considerou que a empregadora n\u00e3o adotou medidas que aumentem a sa\u00fade f\u00edsica e ps\u00edquica do trabalhador em geral, promovendo na estrutura organizacional as condi\u00e7\u00f5es ambientais que corroboraram para o adoecimento da empregada.<\/p>\n\n\n\n<p>Reconheceu a natureza ocupacional da doen\u00e7a baseada em provas e em laudo pericial m\u00e9dico que concluiu que existiu nexo causal entre o trabalho desempenhado pela trabalhadora e os transtornos mentais diagnosticados. \u201cAnalisando todo esse contexto f\u00e1tico, tenho que as provas corroboram com a premissa do laudo pericial de que o ambiente de trabalho contribuiu de forma significativa para o adoecimento\u201d, destacou a magistrada.<\/p><div class=\"kvjwd69e9163d3cb15\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.kvjwd69e9163d3cb15 {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.kvjwd69e9163d3cb15 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.kvjwd69e9163d3cb15 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.kvjwd69e9163d3cb15 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.kvjwd69e9163d3cb15 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.kvjwd69e9163d3cb15 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"tzcjg69e9163d3caf3\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.tzcjg69e9163d3caf3 {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.tzcjg69e9163d3caf3 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.tzcjg69e9163d3caf3 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.tzcjg69e9163d3caf3 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.tzcjg69e9163d3caf3 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.tzcjg69e9163d3caf3 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>Em sua decis\u00e3o, a ju\u00edza citou a jurisprud\u00eancia consolidada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST): \u201cquando comprovada a doen\u00e7a ocupacional, o dano extrapatrimonial \u00e9 in re ipsa , na qual a simples comprova\u00e7\u00e3o dos fatos autoriza a presun\u00e7\u00e3o de abalo moral e psicol\u00f3gico\u201d (TST &#8211; Ag-AIRR: 00006513320155050134).<\/p>\n\n\n\n<p>Diante do reconhecimento da natureza ocupacional da doen\u00e7a, a magistrada sentenciou a empresa por danos morais equivalente a dez vezes o \u00faltimo sal\u00e1rio contratual da trabalhadora. Ainda fixou uma indeniza\u00e7\u00e3o substitutiva referente \u00e0 estabilidade provis\u00f3ria decorrente de doen\u00e7a ocupacional equiparada a acidente de trabalho, at\u00e9 12 meses ap\u00f3s o fim do contrato de trabalho. Al\u00e9m disso, definiu uma indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais pelo uso de celular particular no montante de R$5 mil.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o ainda cabe recurso.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Fonte: TRT21<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em sua defesa, a empresa negou a exist\u00eancia de doen\u00e7a ocupacional, alegando que n\u00e3o houve nexo causal, responsabilidade da empregadora e dolo ou culpa.<br \/><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2025\/09\/01\/empresa-de-planos-de-saude-e-sentenciada-a-pagar-danos-morais-por-adoecimento-mental-de-trabalhadora\/\">Mais&#8230;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46364"}],"collection":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=46364"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46364\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":46369,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46364\/revisions\/46369"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=46364"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=46364"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=46364"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}