{"id":45923,"date":"2025-08-21T06:49:46","date_gmt":"2025-08-21T09:49:46","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=45923"},"modified":"2025-08-21T06:49:46","modified_gmt":"2025-08-21T09:49:46","slug":"tst-condena-empresa-a-indenizar-motorista-de-caminhao-por-dano-existencial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2025\/08\/21\/tst-condena-empresa-a-indenizar-motorista-de-caminhao-por-dano-existencial\/","title":{"rendered":"TST condena empresa a indenizar motorista de caminh\u00e3o por dano existencial"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/motorista-de-caminhao-sentado-em-sua-cabine-sentindo-se-preocupado-e-chateado-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-45924\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/motorista-de-caminhao-sentado-em-sua-cabine-sentindo-se-preocupado-e-chateado-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/motorista-de-caminhao-sentado-em-sua-cabine-sentindo-se-preocupado-e-chateado-300x200.jpg 300w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/motorista-de-caminhao-sentado-em-sua-cabine-sentindo-se-preocupado-e-chateado-768x513.jpg 768w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/motorista-de-caminhao-sentado-em-sua-cabine-sentindo-se-preocupado-e-chateado-1536x1025.jpg 1536w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/motorista-de-caminhao-sentado-em-sua-cabine-sentindo-se-preocupado-e-chateado-2048x1367.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Fonte: Freepik<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A 3\u00aa Turma do Tribunal Superior do Trabalho manteve, por unanimidade, decis\u00e3o que determinou pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 12 mil por dano existencial a um motorista de caminh\u00e3o, tendo em vista a jornada exaustiva exercida pelo profissional. A empresa condenada alegava que era \u00f4nus do empregado comprovar preju\u00edzo existencial, mas o colegiado entendeu que houve ilegalidade, dispensando a comprova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O motorista disse na a\u00e7\u00e3o que sua jornada di\u00e1ria era das 6h \u00e0s 22h, com apenas duas folgas mensais de 24 horas. Dessa forma, explicou que n\u00e3o tinha como desfrutar de tempo livre com a fam\u00edlia e os amigos, exercer uma atividade esportiva e at\u00e9 mesmo ir \u00e0 igreja.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele tamb\u00e9m afirmou que a jornada exaustiva colocava em risco n\u00e3o s\u00f3 a sua vida, mas tamb\u00e9m a de quem trafegava nas estradas.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa contestou afirmando que o \u00f4nus de comprovar o dano existencial \u00e9 do empregado. Tamb\u00e9m n\u00e3o ficou demonstrado, para a companhia, o nexo de causalidade entre o ato que o caminhoneiro alega ter sido praticado pela empresa e o dano por ele suportado.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a empresa, ainda que comprovada conduta il\u00edcita de exigir jornada exaustiva, o fato, por si s\u00f3, n\u00e3o seria suficiente para se concluir que o empregado sofreu danos em sua esfera de rela\u00e7\u00f5es sociais, vida familiar ou desenvolvimento pessoal.<\/p>\n\n\n\n<p>Condenada em primeira inst\u00e2ncia a pagar indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 5 mil, a reclamada entrou com pedido para redu\u00e7\u00e3o do valor no Tribunal Regional do Trabalho da 15\u00aa Regi\u00e3o (interior de SP). Por sua vez, o empregado entrou com recurso pedindo o aumento do valor para R$ 12 mil.<\/p><div class=\"btwry69e80f35c58f6\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.btwry69e80f35c58f6 {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.btwry69e80f35c58f6 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.btwry69e80f35c58f6 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.btwry69e80f35c58f6 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.btwry69e80f35c58f6 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.btwry69e80f35c58f6 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"wdrth69e80f35c58d5\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.wdrth69e80f35c58d5 {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.wdrth69e80f35c58d5 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.wdrth69e80f35c58d5 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.wdrth69e80f35c58d5 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.wdrth69e80f35c58d5 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.wdrth69e80f35c58d5 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>Os desembargadores mantiveram a decis\u00e3o de primeiro grau e acataram o pedido do trabalhador. A empresa, ent\u00e3o, recorreu ao TST.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o relator do recurso da empresa, ministro Alberto Balazeiro, o cumprimento habitual de jornadas extenuantes, tais como a revelada no processo, impede o exerc\u00edcio dos direitos fundamentais do empregado, violando o princ\u00edpio da dignidade da pessoa humana.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, o relator lembrou que a Subse\u00e7\u00e3o I Especializada em Diss\u00eddios Individuais (SDI-1) do TST fixou a tese de que \u00e9 preciso a comprova\u00e7\u00e3o pelo empregado da realiza\u00e7\u00e3o de jornada extenuante. Ou seja, a realiza\u00e7\u00e3o de jornada excessiva habitual, por si s\u00f3, n\u00e3o ensejaria o pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o ao empregado.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro, contudo, afirma que o caso apresenta uma peculiaridade (distinguishing) em rela\u00e7\u00e3o ao entendimento firmado pela SDI-1. Isso porque a jornada alcan\u00e7ava de 16 a 21 horas di\u00e1rias, trabalhos em domingos e feriados, sem pagamentos ou compensa\u00e7\u00e3o e frui\u00e7\u00e3o irregular do descanso semanal remunerado. Neste caso, prossegue o relator, \u201cimposs\u00edvel n\u00e3o reconhecer configurado o ato il\u00edcito causador de dano existencial\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, Balazeiro lembrou que, se por um lado, jornadas extenuantes comprometem a dignidade do trabalhador, por outro, implicam incremento significativo no n\u00famero de acidentes de trabalho, repercutindo na seguran\u00e7a de toda a sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Fonte: Conjur<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O motorista disse na a\u00e7\u00e3o que sua jornada di\u00e1ria era das 6h \u00e0s 22h, com apenas duas folgas mensais de 24 horas. 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