{"id":41195,"date":"2025-03-25T16:14:53","date_gmt":"2025-03-25T19:14:53","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=41195"},"modified":"2025-03-25T16:14:53","modified_gmt":"2025-03-25T19:14:53","slug":"falha-na-prestacao-de-servicos-medicos-leva-paciente-a-obito-e-gera-indenizacao-de-r-100-mil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2025\/03\/25\/falha-na-prestacao-de-servicos-medicos-leva-paciente-a-obito-e-gera-indenizacao-de-r-100-mil\/","title":{"rendered":"Falha na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os m\u00e9dicos leva paciente a \u00f3bito e gera indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 100 mil"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"674\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/UTI-1024x674.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-32898\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/UTI-1024x674.jpg 1024w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/UTI-300x197.jpg 300w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/UTI-768x505.jpg 768w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/UTI-1536x1011.jpg 1536w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/UTI-2048x1348.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Os desembargadores integrantes da 2\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a do Rio Grande do Norte (TJRN), votaram, por unanimidade, para negar o recurso interposto por uma operadora de home care, ap\u00f3s uma paciente morrer em decorr\u00eancia de falha na presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o. A decis\u00e3o manteve a senten\u00e7a que condenou a empresa r\u00e9 a indenizar o filho da v\u00edtima por danos morais no valor de R$ 100 mil.Segundo consta nos autos, a mulher foi removida para tratamento em domic\u00edlio na data de 9 de mar\u00e7o de 2018 \u00e0s 19h e veio a \u00f3bito em 10 de mar\u00e7o de 2018 \u00e0s 12h25 \u2013 isto \u00e9, menos de 24 horas depois. Conta tamb\u00e9m relato que, \u00e0s 11h50 daquele dia, foi acionado o servi\u00e7o de urg\u00eancia da prestadora de servi\u00e7os, pois a paciente estava com insufici\u00eancia respirat\u00f3ria aguda. <\/p>\n\n\n\n<p>Na ocasi\u00e3o, tem-se que o enfermeiro e condutor socorrista de plant\u00e3o se deslocaram \u00e0 resid\u00eancia da paciente, onde tentaram realizar manobras de reanima\u00e7\u00e3o, sem \u00eaxito.Na contesta\u00e7\u00e3o, a empresa r\u00e9 alegou que o servi\u00e7o de home care foi prestado em conformidade com os protocolos padr\u00f5es e que n\u00e3o houve omiss\u00e3o ou pr\u00e1tica de qualquer conduta capaz de configurar ato il\u00edcito. Afirma, ainda, que qualquer responsabilidade, se existente, deveria ser imputada \u00e0 operadora de plano de sa\u00fade, devido ao v\u00ednculo contratual que possu\u00eda com a parte autora do processo.<\/p>\n\n\n\n<p>An\u00e1lise do caso<\/p><div class=\"qankb69e9e3e3c0962\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.qankb69e9e3e3c0962 {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.qankb69e9e3e3c0962 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.qankb69e9e3e3c0962 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.qankb69e9e3e3c0962 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.qankb69e9e3e3c0962 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.qankb69e9e3e3c0962 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"vldug69e9e3e3c0949\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.vldug69e9e3e3c0949 {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.vldug69e9e3e3c0949 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.vldug69e9e3e3c0949 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.vldug69e9e3e3c0949 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.vldug69e9e3e3c0949 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.vldug69e9e3e3c0949 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>Ao analisar os autos, a relatora do processo, desembargadora Sandra Elali, observou que, segundo os documentos e depoimentos constantes, \u00e9 poss\u00edvel verificar que a empresa n\u00e3o possu\u00eda plantonistas m\u00e9dicos dispon\u00edveis para atendimento presencial em situa\u00e7\u00f5es cr\u00edticas, contrariando regulamenta\u00e7\u00f5es espec\u00edficas que visam assegurar o atendimento integral e cont\u00ednuo a pacientes em regime de home care.Al\u00e9m disso, a magistrada de segunda inst\u00e2ncia embasou-se na Resolu\u00e7\u00e3o da Diretoria Colegiada n\u00ba 11\/2006 da Anvisa, ao estabelecer que os servi\u00e7os de assist\u00eancia domiciliar devem ser organizados para atender \u00e0s necessidades cl\u00ednicas dos pacientes, incluindo suporte especializado em casos de emerg\u00eancia.Destacou, ainda, a Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 1.668\/2003 do Conselho Federal de Medicina, em seu art. 2\u00ba, ao citar que as empresas ou hospitais que prestam assist\u00eancia em regime de interna\u00e7\u00e3o domiciliar devem manter um m\u00e9dico de plant\u00e3o nas 24 horas, para atendimento \u00e0s eventuais intercorr\u00eancias cl\u00ednicas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNos autos, ficou comprovado que a operadora de sa\u00fade n\u00e3o ofereceu o suporte necess\u00e1rio, limitando-se a manter m\u00e9dicos de sobreaviso, cuja atua\u00e7\u00e3o restringia-se \u00e0 orienta\u00e7\u00e3o remota por telefone. Tal conduta mostrou-se inadequada e insuficiente diante do quadro apresentado pela paciente, que demandava atendimento presencial urgente, conforme destacado nos depoimentos e documentos juntados\u201d, salienta a relatora.Al\u00e9m do mais, a desembargadora Sandra Elali ressaltou que o direito \u00e0 vida, como bem fundamental protegido constitucionalmente, exige que empresas do setor de sa\u00fade atuem com extremo zelo na execu\u00e7\u00e3o de suas atividades. \u201cA neglig\u00eancia da empresa, ao n\u00e3o cumprir padr\u00f5es m\u00ednimos de assist\u00eancia exigidos para pacientes em regime domiciliar, afronta diretamente a cl\u00e1usula geral de boa-f\u00e9 objetiva\u201d.Em rela\u00e7\u00e3o aos danos morais, de acordo com a relatora, \u00e9 incontroverso que o falecimento da genitora do autor ocasionou sofrimento psicol\u00f3gico profundo e irrepar\u00e1vel. \u201cA dor da perda, intensificada pela omiss\u00e3o da apelante, ultrapassa os limites do mero aborrecimento, configurando dano extrapatrimonial indeniz\u00e1vel\u201d, afirma.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os desembargadores integrantes da 2\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a do Rio Grande do Norte (TJRN), votaram, por unanimidade, para negar o recurso interposto por uma operadora de home care, ap\u00f3s uma paciente morrer em decorr\u00eancia de falha na presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o. 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