{"id":41172,"date":"2025-03-24T15:23:20","date_gmt":"2025-03-24T18:23:20","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=41172"},"modified":"2025-03-24T15:23:20","modified_gmt":"2025-03-24T18:23:20","slug":"construtora-e-administrador-sao-condenados-a-reembolsar-e-indenizar-empresa-apos-falha-em-entrega-de-residencial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2025\/03\/24\/construtora-e-administrador-sao-condenados-a-reembolsar-e-indenizar-empresa-apos-falha-em-entrega-de-residencial\/","title":{"rendered":"Construtora e administrador s\u00e3o condenados a reembolsar e indenizar empresa ap\u00f3s falha em entrega de residencial"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"538\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/X-casos-em-que-o-juiz-pode-anular-o-arremate-em-um-leilao-de-imoveis-1-1024x538.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-5395\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/X-casos-em-que-o-juiz-pode-anular-o-arremate-em-um-leilao-de-imoveis-1-1024x538.png 1024w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/X-casos-em-que-o-juiz-pode-anular-o-arremate-em-um-leilao-de-imoveis-1-300x158.png 300w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/X-casos-em-que-o-juiz-pode-anular-o-arremate-em-um-leilao-de-imoveis-1-768x403.png 768w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/X-casos-em-que-o-juiz-pode-anular-o-arremate-em-um-leilao-de-imoveis-1.png 1200w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>O Poder Judici\u00e1rio potiguar determinou o reembolso e o pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais a uma imobili\u00e1ria que sofreu preju\u00edzos financeiros enquanto s\u00f3cia na constru\u00e7\u00e3o de residencial em Maca\u00edba. A decis\u00e3o \u00e9 da ju\u00edza Martha Danyelle Sant\u2019Anna, da 15\u00aa Vara C\u00edvel da\u00a0Comarca\u00a0de Natal.A imobili\u00e1ria contou em ju\u00edzo que assinou contrato de sociedade em conta de participa\u00e7\u00e3o (SCP) com a construtora, com o objetivo de construir e comercializar unidades habitacionais no Munic\u00edpio de Maca\u00edba, tendo investido capital social em dinheiro no valor de R$ 680 mil, enquanto a empresa r\u00e9 teria contribu\u00eddo com o terreno avaliado em R$ 185 mil.Entretanto, alega que devido a inadimplemento contratual da r\u00e9, ambas as partes firmaram um aditivo contratual no qual a autora cedeu sua parte no primeiro empreendimento em troca de participa\u00e7\u00e3o em nova SCP, dessa vez com o fim de construir um residencial. Tal documento foi assinado pelo segundo r\u00e9u, administrador da sociedade e procurador da imobili\u00e1ria na \u00e9poca.O residencial, por\u00e9m, tamb\u00e9m n\u00e3o foi entregue, tendo sido constatado posteriormente que o terreno estava gravado com aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria em favor da Caixa Econ\u00f4mica Federal, o que inviabilizou a comercializa\u00e7\u00e3o das unidades habitacionais.A empresa autora da a\u00e7\u00e3o requereu a rescis\u00e3o dos contratos firmados entre as partes, a restitui\u00e7\u00e3o do montante de R$ 940 mil, indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais no valor de R$ 50 mil, al\u00e9m do reconhecimento da responsabilidade solid\u00e1ria do administrador da sociedade.<strong>Defesa dos r\u00e9us<\/strong>Em sua defesa, a construtora alegou que a paralisa\u00e7\u00e3o das obras no primeiro empreendimento decorreu de crise no setor, e que a autora cedeu seus direitos para a forma\u00e7\u00e3o de uma nova SCP. Al\u00e9m disso, na forma\u00e7\u00e3o da nova sociedade, a imobili\u00e1ria teve sua participa\u00e7\u00e3o reduzida de 13,3% para 8,44%, o que seria equivalente, em termos de capital financeiro, a R$ 596.708.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa citou ainda o artigo 478 do\u00a0C\u00f3digo\u00a0Civil, que discorre sobre a teoria da imprevis\u00e3o, para argumentar a inexist\u00eancia de culpa pela inviabiliza\u00e7\u00e3o do segundo empreendimento, j\u00e1 que fatores externos, como a crise econ\u00f4mica e o aumento dos custos de materiais e m\u00e3o de obra, teriam tornado o projeto inexequ\u00edvel.Por fim, a empreiteira negou a ocorr\u00eancia de preju\u00edzos \u00e0 imobili\u00e1ria. J\u00e1 o ex-administrador da sociedade argumentou pela inexist\u00eancia de responsabilidade pelos danos alegados pela autora, afirmando que n\u00e3o houve qualquer conduta il\u00edcita de sua parte.<\/p><div class=\"zhnbm69e9ff20c3894\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.zhnbm69e9ff20c3894 {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.zhnbm69e9ff20c3894 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.zhnbm69e9ff20c3894 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.zhnbm69e9ff20c3894 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.zhnbm69e9ff20c3894 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.zhnbm69e9ff20c3894 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"riwtt69e9ff20c3878\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.riwtt69e9ff20c3878 {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.riwtt69e9ff20c3878 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.riwtt69e9ff20c3878 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.riwtt69e9ff20c3878 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.riwtt69e9ff20c3878 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.riwtt69e9ff20c3878 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>D<strong>ecis\u00e3o judicial<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o caso, a magistrada Martha Danyelle Sant\u2019Anna pontuou a cl\u00e1usula do contrato da SCP, que define o reembolso do investimento do s\u00f3cio que decidir se retirar da sociedade. Al\u00e9m disso, o argumento de consolida\u00e7\u00e3o indevida da propriedade pela Caixa foi refutado, conforme decis\u00e3o da\u00a0Justi\u00e7a Federal, que \u201cn\u00e3o observou irrepar\u00e1vel irregularidade contratual\u201d.Portanto, afirmou que presume-se que \u201cpor atua\u00e7\u00e3o da r\u00e9, seja por a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o, o sucesso do empreendimento fora maculado, deixando de resultar no retorno financeiro esperado\u201d. A alega\u00e7\u00e3o de crise na constru\u00e7\u00e3o civil tamb\u00e9m foi contestada, j\u00e1 que, segundo compreens\u00e3o do Ju\u00edzo, \u201ctais acontecimentos s\u00e3o englobados pelo risco da atividade, configurando, assim, casos fortuitos internos\u201d.Em rela\u00e7\u00e3o ao segundo r\u00e9u, a ju\u00edza entendeu que a falta de transpar\u00eancia relativa \u00e0 aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria do terreno violou os deveres de dilig\u00eancia e lealdade previstos nos artigos 1.011 e 1.016 do\u00a0C\u00f3digo\u00a0Civil, j\u00e1 que \u201ccabia ao administrador, no exerc\u00edcio de suas fun\u00e7\u00f5es, adotar uma postura proativa na comunica\u00e7\u00e3o de dados essenciais para a tomada de decis\u00f5es pelos s\u00f3cios, especialmente em um empreendimento de grande porte e risco elevado\u201d.Diante disso, tanto a construtora quanto o ex-administrador da SCP foram condenados a pagar indeniza\u00e7\u00e3o no montante de R$ 15 mil por danos morais. O Poder Judici\u00e1rio entendeu, tamb\u00e9m, como devido o reembolso no valor de R$ 596.708, conforme o percentual de 8,44% referente \u00e0 participa\u00e7\u00e3o da imobili\u00e1ria, argumentado pela construtora.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Poder Judici\u00e1rio potiguar determinou o reembolso e o pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais a uma imobili\u00e1ria que sofreu preju\u00edzos financeiros enquanto s\u00f3cia na constru\u00e7\u00e3o de residencial em Maca\u00edba. 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