{"id":40831,"date":"2025-02-25T12:50:19","date_gmt":"2025-02-25T15:50:19","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=40831"},"modified":"2025-02-25T12:50:19","modified_gmt":"2025-02-25T15:50:19","slug":"estado-e-condenado-a-pagar-indenizacao-por-morte-de-torcedor-paraibano-em-estadio-de-futebol-em-ceara-mirim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2025\/02\/25\/estado-e-condenado-a-pagar-indenizacao-por-morte-de-torcedor-paraibano-em-estadio-de-futebol-em-ceara-mirim\/","title":{"rendered":"Estado \u00e9 condenado a pagar indeniza\u00e7\u00e3o por morte de torcedor paraibano em est\u00e1dio de futebol em Cear\u00e1-Mirim"},"content":{"rendered":"\n<p>O Estado do Rio Grande do Norte foi condenado a indenizar a fam\u00edlia de um torcedor da Para\u00edba que morreu v\u00edtima da atua\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Militar Estadual durante um torneio de futebol em um est\u00e1dio Manoel Dantas Barreto (Barret\u00e3o), em Cear\u00e1-Mirim. A decis\u00e3o \u00e9 dos desembargadores da 2\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a do RN, que, \u00e0 unanimidade de votos, negaram recurso interposto pelo ente estadual.Os desembargadores votaram por manter a decis\u00e3o da primeira inst\u00e2ncia, que fixa a indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais no valor de R$ 30 mil e determina o pagamento de pens\u00e3o vital\u00edcia correspondente a 50% do sal\u00e1rio m\u00ednimo, rateada entre os pais da v\u00edtima, at\u00e9 que o falecido completasse 65 anos ou at\u00e9 a morte do \u00faltimo benefici\u00e1rio.A fam\u00edlia afirmou que a v\u00edtima faleceu em decorr\u00eancia da atua\u00e7\u00e3o da PMRN. O homem morava em Jo\u00e3o Pessoa e se dirigiu com integrantes de uma torcida organizada at\u00e9 o Barret\u00e3o, para acompanhar uma partida de futebol em agosto de 2019. <\/p>\n\n\n\n<p>Os pais da v\u00edtima contam que, ap\u00f3s um desentendimento entre torcedores do clube paraibano e a Pol\u00edcia Militar, ele foi espancado com golpes no t\u00f3rax e no rosto, que teriam sido a causa da morte.De acordo com os autos, a equipe do Hospital Municipal Doutor Perc\u00edlio Alves, localizado em Cear\u00e1-Mirim, indicou que a morte ocorreu em raz\u00e3o do uso excessivo de \u00e1lcool e drogas il\u00edcitas. No entanto, os pais da v\u00edtima destacam que as les\u00f5es indicadas no exame necrosc\u00f3pico s\u00e3o compat\u00edveis com sinais de espancamento (choque card\u00edaco, trauma card\u00edaco, lacera\u00e7\u00e3o card\u00edaca e tamponamento card\u00edaco). Assim, a fam\u00edlia pediu pela condena\u00e7\u00e3o do Estado do RN.Na Apela\u00e7\u00e3o C\u00edvel interposta, o Estado do Rio Grande do Norte alegou a aus\u00eancia de comprova\u00e7\u00e3o da insufici\u00eancia financeira dos autores para a concess\u00e3o da gratuidade da justi\u00e7a. Destacou a inexist\u00eancia de nexo causal entre a conduta dos agentes p\u00fablicos e o resultado danoso, atribuindo culpa exclusiva \u00e0 v\u00edtima. Requereu, ainda, a redu\u00e7\u00e3o dos valores fixados para pagamento de danos morais e materiais.<\/p><div class=\"dbhjp69e3e106d95e9\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.dbhjp69e3e106d95e9 {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.dbhjp69e3e106d95e9 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.dbhjp69e3e106d95e9 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.dbhjp69e3e106d95e9 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.dbhjp69e3e106d95e9 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.dbhjp69e3e106d95e9 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"fipmp69e3e106d95ce\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.fipmp69e3e106d95ce {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.fipmp69e3e106d95ce {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.fipmp69e3e106d95ce {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.fipmp69e3e106d95ce {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.fipmp69e3e106d95ce {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.fipmp69e3e106d95ce {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"680\" height=\"383\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/36E10E1DF90C79814DA5B0A582AFF7662D1D_torcida.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4417\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/36E10E1DF90C79814DA5B0A582AFF7662D1D_torcida.jpg 680w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/36E10E1DF90C79814DA5B0A582AFF7662D1D_torcida-300x169.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 680px) 100vw, 680px\" \/><figcaption>Ilustrativa<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Responsabilidade objetiva do Estado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O relator do processo analisou que o Estado defende a inexist\u00eancia de nexo causal entre a conduta dos agentes p\u00fablicos e o dano, atribuindo \u00e0 v\u00edtima a responsabilidade exclusiva pela morte. Entretanto, ele refor\u00e7ou que, conforme previsto no art. 37 da\u00a0Constitui\u00e7\u00e3o\u00a0Federal, a responsabilidade do ente p\u00fablico \u00e9 objetiva, bastando a comprova\u00e7\u00e3o do ato, do dano e do nexo causal.\u201cO conjunto probat\u00f3rio revela que as les\u00f5es que culminaram no falecimento foram causadas por a\u00e7\u00f5es desproporcionais de agentes p\u00fablicos, excedendo os limites do estrito cumprimento do dever legal. Ainda que a conduta da v\u00edtima tenha contribu\u00eddo para os fatos, tal circunst\u00e2ncia n\u00e3o afasta a responsabilidade estatal. Portanto, n\u00e3o h\u00e1 raz\u00e3o para afastar a responsabilidade civil pelo ocorrido\u201d, afirma o magistrado.Ainda de acordo com a an\u00e1lise do juiz, a decis\u00e3o pelo valor estipulado na condena\u00e7\u00e3o considerou o impacto emocional devastador causado pela morte da v\u00edtima, ocorrida em decorr\u00eancia de a\u00e7\u00f5es desproporcionais de agentes p\u00fablicos que, sob o pretexto de garantir a seguran\u00e7a, ultrapassaram os limites do estrito cumprimento do dever legal, conforme demonstrado por laudos m\u00e9dicos e certid\u00e3o de \u00f3bito levados ao processo.Diante disso, em rela\u00e7\u00e3o aos danos morais, o valor fixado, segundo o relator do processo, buscou equilibrar a &#8220;repara\u00e7\u00e3o do sofrimento experimentado pelos familiares, com a fun\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica da condena\u00e7\u00e3o, sem que o montante se tornasse fonte de enriquecimento indevido ou perdesse sua capacidade de desestimular condutas semelhantes&#8221;. Assim, &#8220;a senten\u00e7a se fundamenta em crit\u00e9rios, n\u00e3o havendo, no conjunto probat\u00f3rio ou nos argumentos apresentados pelos recorrentes, elementos capazes de infirmar a decis\u00e3o proferida, que deve ser integralmente mantida\u201d, salientou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Estado do Rio Grande do Norte foi condenado a indenizar a fam\u00edlia de um torcedor da Para\u00edba que morreu v\u00edtima da atua\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Militar Estadual durante um torneio de futebol em um est\u00e1dio Manoel Dantas Barreto (Barret\u00e3o), em Cear\u00e1-Mirim. 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