{"id":40409,"date":"2025-01-28T16:27:00","date_gmt":"2025-01-28T19:27:00","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=40409"},"modified":"2025-01-28T13:09:42","modified_gmt":"2025-01-28T16:09:42","slug":"empresa-de-esquadrias-deve-restituir-cliente-em-r-100-mil-por-entrega-de-materiais-defeituosos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2025\/01\/28\/empresa-de-esquadrias-deve-restituir-cliente-em-r-100-mil-por-entrega-de-materiais-defeituosos\/","title":{"rendered":"Empresa de esquadrias deve restituir cliente em R$ 100 mil por entrega de materiais defeituosos"},"content":{"rendered":"\n<p>Cem mil reais. Este \u00e9 o valor que uma empresa ter\u00e1 de restituir a um cliente ap\u00f3s problemas no fornecimento e instala\u00e7\u00e3o de esquadrias, portas e janelas em seu im\u00f3vel. A decis\u00e3o \u00e9 da ju\u00edza Karyne Chagas, da 11\u00aa Vara C\u00edvel da\u00a0Comarca\u00a0de Natal.Em outubro de 2023, o homem contratou a empresa para entrega e instala\u00e7\u00e3o de esquadrias, portas e janelas em seu im\u00f3vel, no valor total de R$ 200 mil, sendo necess\u00e1rio o adiantamento de metade da quantia conforme exigia o contrato. O resto do montante seria pago em duas parcelas de R$ 50 mil: a primeira na data de entrega do material e a segunda na conclus\u00e3o da obra.De acordo com o contrato, a companhia se comprometeu a iniciar os servi\u00e7os no prazo de 30 a 40 dias \u00fateis ap\u00f3s a medi\u00e7\u00e3o das esquadrias, devendo a medi\u00e7\u00e3o definitiva para a instala\u00e7\u00e3o dos vidros temperados, boxes e espelhos come\u00e7ar 20 dias ap\u00f3s essa data e a instala\u00e7\u00e3o das portas 60 dias depois do termo inicial.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"460\" height=\"300\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/TRT-RN-Alto-sal\u00e1rio-n\u00e3o-impede-ex-empregado-fora-do-mercado-de-ter-direito-\u00e0-justi\u00e7a-gratuita.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-9340\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/TRT-RN-Alto-sal\u00e1rio-n\u00e3o-impede-ex-empregado-fora-do-mercado-de-ter-direito-\u00e0-justi\u00e7a-gratuita.jpeg 460w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/TRT-RN-Alto-sal\u00e1rio-n\u00e3o-impede-ex-empregado-fora-do-mercado-de-ter-direito-\u00e0-justi\u00e7a-gratuita-300x196.jpeg 300w\" sizes=\"(max-width: 460px) 100vw, 460px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Em novembro de 2023, ap\u00f3s entrar em contato com a parte r\u00e9, o engenheiro respons\u00e1vel pela obra foi informado que a espessura das esquadrias seria de 7 cent\u00edmetros de profundidade. Entretanto, ap\u00f3s receber o material em abril de 2024, tr\u00eas meses ap\u00f3s o prazo original dado pela fornecedora, o cliente constatou que as esquadrias possu\u00edam 10 cent\u00edmetros de espessura, diferente do que havia sido informado.Al\u00e9m disso, dos 65 itens contratados, apenas 36 foram entregues, sendo ainda defeituosos e incompletos.<\/p>\n\n\n\n<p> Devido aos problemas causados, o homem solicitou a devolu\u00e7\u00e3o do montante de R$ 118,5 mil, referente, tamb\u00e9m, a outros contratos firmados com a empresa, al\u00e9m da condena\u00e7\u00e3o ao pagamento de lucros cessantes, no valor de 15% por m\u00eas de atraso.Rela\u00e7\u00e3o de consumo e responsabilidade do fornecedor pelos lucros cessantes<\/p><div class=\"znzjw69dae1a22c76b\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.znzjw69dae1a22c76b {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.znzjw69dae1a22c76b {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.znzjw69dae1a22c76b {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.znzjw69dae1a22c76b {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.znzjw69dae1a22c76b {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.znzjw69dae1a22c76b {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"ppcvi69dae1a22c74d\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.ppcvi69dae1a22c74d {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.ppcvi69dae1a22c74d {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.ppcvi69dae1a22c74d {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.ppcvi69dae1a22c74d {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.ppcvi69dae1a22c74d {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.ppcvi69dae1a22c74d {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p><strong>Direito do consumidor<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o caso, a magistrada Karyne Chagas pontuou a classifica\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o de consumo existente no caso, sendo ent\u00e3o \u201cplenamente aplic\u00e1vel o\u00a0C\u00f3digo\u00a0do Consumidor ao caso em apre\u00e7o\u201d. Ainda, devido ao descumprimento de contrato pela parte r\u00e9, foi citado o art. 475 do\u00a0C\u00f3digo\u00a0Civil, que assegura a resolu\u00e7\u00e3o do contrato ou o seu cumprimento, \u201ccabendo, em qualquer dos casos, indeniza\u00e7\u00e3o por perdas e danos\u201d.O direito de ter o valor devolvido tamb\u00e9m \u00e9 garantido pelo art. 20 do CDC. Sobre a quantia solicitada pelo autor, foi argumentado que apenas o contrato de R$ 100 mil foi citado na narrativa f\u00e1tica. Portanto, apenas o valor referido seria cab\u00edvel de devolu\u00e7\u00e3o.\u201cAssim, \u00e9 ineg\u00e1vel que a parte r\u00e9 faz jus \u00e0 restitui\u00e7\u00e3o da quantia paga antecipadamente pela execu\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os. Contudo, em que pese a parte requeira a devolu\u00e7\u00e3o do montante de R$ 118,5 mil, a narrativa f\u00e1tica contida na pe\u00e7a vestibular menciona que o valor pago a t\u00edtulo de entrada foi de apenas R$ 100 mil\u201d, enfatizou a ju\u00edza.A respeito dos lucros cessantes, mediante a falta de respaldo jur\u00eddico, o pedido foi negado.\u201cO pedido de condena\u00e7\u00e3o da parte r\u00e9 ao pagamento de lucros cessantes, no importe de 15% (quinze por cento) do valor do contrato, por m\u00eas de atraso, n\u00e3o encontra respaldo jur\u00eddico. Isso porque os casos nos quais a jurisprud\u00eancia p\u00e1tria admite tal condena\u00e7\u00e3o s\u00e3o os que se referem \u00e0 compra e venda de im\u00f3vel na qual h\u00e1 atraso na entrega do bem pela construtora, n\u00e3o nos casos de v\u00edcio na execu\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o de reforma\/constru\u00e7\u00e3o\u201d, concluiu.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cem mil reais. 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