{"id":40329,"date":"2025-01-22T09:45:06","date_gmt":"2025-01-22T12:45:06","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=40329"},"modified":"2025-01-22T09:45:06","modified_gmt":"2025-01-22T12:45:06","slug":"fazia-no-mato-trabalhadora-sem-acesso-a-banheiro-sera-indenizada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2025\/01\/22\/fazia-no-mato-trabalhadora-sem-acesso-a-banheiro-sera-indenizada\/","title":{"rendered":"&#8220;Fazia no mato&#8221;: Trabalhadora sem acesso a banheiro ser\u00e1 indenizada"},"content":{"rendered":"\n<p>A 3\u00aa turma do TRT da 2\u00aa regi\u00e3o decidiu majorar a indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 3 mil para R$ 10 mil por danos morais a trabalhadora de limpeza urbana devido \u00e0 aus\u00eancia de instala\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias e local adequado para alimenta\u00e7\u00e3o durante trabalho.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O colegiado considerou que a falta de estrutura violou a dignidade da empregada e afrontou os princ\u00edpios m\u00ednimos de civilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A trabalhadora alegou que precisava fazer suas refei\u00e7\u00f5es em condi\u00e7\u00f5es inadequadas, como sentada na guia ou em uma pedra, e que frequentemente suas marmitas azedavam devido \u00e0 falta de local apropriado para armazenamento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A \u00fanica testemunha ouvida no caso confirmou que levava marmita, a qual permanecia na bolsa ou &#8220;debaixo de uma \u00e1rvore&#8221;, e que fazia as necessidades &#8220;no mato&#8221; ou em algum estabelecimento comercial &#8220;quando conseguia autoriza\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A defesa da empresa argumentou que a empregada recebia vale-refei\u00e7\u00e3o e poderia utiliz\u00e1-lo em estabelecimentos comerciais que dispunham de sanit\u00e1rios.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Trabalhadora da limpeza urbana sem acesso a banheiro e refeit\u00f3rio deve ser indenizada.(Imagem: Freepik)<br>O ju\u00edzo de 1\u00ba grau julgou parcialmente procedente a reclama\u00e7\u00e3o trabalhista, fixando a indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais em R$ 3 mil.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator do caso, desembargador Paulo Eduardo Vieira de Oliveira ressaltou que &#8220;\u00e9 dever do empregador proporcionar aos seus empregados condi\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas de conforto e higiene para suas necessidades fisiol\u00f3gicas&#8221;, sendo inadmiss\u00edvel a justificativa da empresa de que o vale-refei\u00e7\u00e3o fornecido seria suficiente para garantir condi\u00e7\u00f5es dignas.<\/p><div class=\"ulqdu69dd413fa69a4\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.ulqdu69dd413fa69a4 {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.ulqdu69dd413fa69a4 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.ulqdu69dd413fa69a4 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.ulqdu69dd413fa69a4 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.ulqdu69dd413fa69a4 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.ulqdu69dd413fa69a4 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"swwat69dd413fa6988\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.swwat69dd413fa6988 {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.swwat69dd413fa6988 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.swwat69dd413fa6988 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.swwat69dd413fa6988 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.swwat69dd413fa6988 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.swwat69dd413fa6988 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img src=\"https:\/\/img2.migalhas.com.br\/_MEDPROC_\/https__img.migalhas.com.br__SL__gf_base__SL__empresas__SL__MIGA__SL__imagens__SL__2025__SL__01__SL__22__SL__cropped_ngc0eams.fvd.jpg._PROC_CP65.jpg\" alt=\" (Imagem: Freepik)\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>O relator tamb\u00e9m considerou a necessidade de julgar a quest\u00e3o sob a \u00f3tica da resolu\u00e7\u00e3o 492\/23 e da recomenda\u00e7\u00e3o 128\/22 do CNJ, que orientam o olhar para a perspectiva de g\u00eanero.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Expor as trabalhadoras a situa\u00e7\u00f5es como &#8216;usar o mato&#8217; \u00e9 extremamente constrangedor, ofende os patamares m\u00ednimos de civilidade e dignidade da pessoa humana, al\u00e9m de contrariar frontalmente a ideia de inclus\u00e3o feminina em trabalhos antigamente ocupados apenas pelo g\u00eanero masculino.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>O relator tamb\u00e9m abordou a aus\u00eancia de locais apropriados para alimenta\u00e7\u00e3o, agravando ainda mais a situa\u00e7\u00e3o da empregada.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00e3o se poderia exigir que o trabalhador utilizasse o vale-refei\u00e7\u00e3o para se alimentar em restaurantes para poder utilizar o banheiro e ter local adequado para fazer sua refei\u00e7\u00e3o.&#8221;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Migalhas<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img alt=\"\"\/><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 3\u00aa turma do TRT da 2\u00aa regi\u00e3o decidiu majorar a indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 3 mil para R$ 10 mil por danos morais a trabalhadora de limpeza urbana devido \u00e0 aus\u00eancia de instala\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias e local adequado para alimenta\u00e7\u00e3o durante trabalho.&nbsp; 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