{"id":40201,"date":"2025-01-10T17:12:19","date_gmt":"2025-01-10T20:12:19","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=40201"},"modified":"2025-01-10T17:12:19","modified_gmt":"2025-01-10T20:12:19","slug":"briga-de-alunos-em-transporte-escolar-em-nisia-floresta-resulta-em-indenizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2025\/01\/10\/briga-de-alunos-em-transporte-escolar-em-nisia-floresta-resulta-em-indenizacao\/","title":{"rendered":"Briga de alunos em transporte escolar em N\u00edsia Floresta resulta em indeniza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"682\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Setor-de-transporte-lidera-ac\u0327o\u0303es-trabalhistas-relativas-a\u0300-Covid-19-no-TRT-RN-1024x682.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-10799\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Setor-de-transporte-lidera-ac\u0327o\u0303es-trabalhistas-relativas-a\u0300-Covid-19-no-TRT-RN-1024x682.jpeg 1024w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Setor-de-transporte-lidera-ac\u0327o\u0303es-trabalhistas-relativas-a\u0300-Covid-19-no-TRT-RN-300x200.jpeg 300w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Setor-de-transporte-lidera-ac\u0327o\u0303es-trabalhistas-relativas-a\u0300-Covid-19-no-TRT-RN-768x512.jpeg 768w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Setor-de-transporte-lidera-ac\u0327o\u0303es-trabalhistas-relativas-a\u0300-Covid-19-no-TRT-RN.jpeg 1280w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Os desembargadores integrantes da Segunda Turma da Terceira C\u00e2mara C\u00edvel do TJRN, \u00e0 unanimidade de votos, rejeitaram um recurso interposto pelo Munic\u00edpio de N\u00edsia Floresta contra senten\u00e7a condenat\u00f3ria, ap\u00f3s uma briga de dois adolescentes em um transporte p\u00fablico escolar da cidade. De acordo com a decis\u00e3o, o ente municipal dever\u00e1 realizar o pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o por dano material no valor de R$ 2.403,29, a t\u00edtulo de ressarcimento pelas despesas m\u00e9dicas, e danos morais, na quantia de R$ 3 mil.Conforme os autos, o Munic\u00edpio alega que n\u00e3o h\u00e1 responsabilidade civil da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica decorrente do evento relatado, que as provas indicam a ocorr\u00eancia do conflito entre os menores, sendo tal circunst\u00e2ncia desconhecida, por n\u00e3o haver a comunica\u00e7\u00e3o \u00e0 administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica para que provid\u00eancias fossem tomadas, inclusive para mant\u00ea-los afastados, a fim de preservar a integridade f\u00edsica de ambos.<\/p>\n\n\n\n<p>O ente municipal afirma, ainda, que a conduta do menor de idade se deu de forma imprevis\u00edvel e repentina, imposs\u00edvel de interven\u00e7\u00e3o instant\u00e2nea da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica. Sustenta a aus\u00eancia da conduta omissa do munic\u00edpio e que houve fato exclusivo de terceiro, rompendo o nexo de causalidade entre os danos sugeridos, tratando-se de um ocorrido imprevis\u00edvel.O relator do processo, o desembargador Jo\u00e3o Rebou\u00e7as, ressaltou que a responsabilidade civil do Poder P\u00fablico \u00e9 delineada pelo art. 37 da\u00a0Constitui\u00e7\u00e3o\u00a0da Rep\u00fablica, ao determinar que as pessoas jur\u00eddicas de direito p\u00fablico e as de direito privado prestadoras de servi\u00e7os p\u00fablicos responder\u00e3o pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o respons\u00e1vel nos casos de dolo ou culpa.<\/p><div class=\"mrdar69db4ae26529d\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.mrdar69db4ae26529d {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.mrdar69db4ae26529d {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.mrdar69db4ae26529d {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.mrdar69db4ae26529d {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.mrdar69db4ae26529d {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.mrdar69db4ae26529d {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"gtpyr69db4ae26528b\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.gtpyr69db4ae26528b {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.gtpyr69db4ae26528b {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.gtpyr69db4ae26528b {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.gtpyr69db4ae26528b {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.gtpyr69db4ae26528b {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.gtpyr69db4ae26528b {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>&#8220;Considera-se, pois, que a responsabilidade civil do Estado \u00e9, em regra, objetiva, isto \u00e9, para sua caracteriza\u00e7\u00e3o \u00e9 suficiente a demonstra\u00e7\u00e3o de uma conduta estatal, o dano suportado e o nexo causal entre conduta e dano\u201d, salienta.Al\u00e9m disso, o magistrado observou que ficou comprovado que o menor de 13 anos sofreu agress\u00e3o do outro menor de idade, de mesma idade, dentro do transporte escolar disponibilizado pelo ente municipal. De acordo com a an\u00e1lise do relator, ficou demonstrada, ainda, a responsabilidade civil do Munic\u00edpio, visto que o transporte escolar conduzia os estudantes sem o dever de guarda, cuidado e vigil\u00e2ncia, em desrespeito \u00e0 obriga\u00e7\u00e3o de zelar pela seguran\u00e7a e integridade f\u00edsica dos alunos, verificando a falha na supervis\u00e3o.\u201cO adolescente praticou a agress\u00e3o dentro do transporte escolar utilizando um instrumento chamado \u201csoqueira\u201d, causando danos f\u00edsicos na boca e dentes do menor. De fato, considerando que os alunos estavam sob a guarda e os cuidados do ente municipal, n\u00e3o se pode eximir a responsabilidade civil do ente municipal, por ocasi\u00e3o do evento danoso, estando presentes o nexo de causalidade entre a conduta e o dano, evidenciados os requisitos legais que imp\u00f5em o dever de indenizar os preju\u00edzos causados\u201d, explicou o relator.Diante do exposto, o desembargador Jo\u00e3o Rebou\u00e7as, salienta que o dano material ficou comprovado pelos comprovantes de pagamentos anexados e o abalo moral, em raz\u00e3o da dor, sofrimento ou constrangimento injustamente sofridos pela v\u00edtima, que justificam o dever de repara\u00e7\u00e3o, n\u00e3o havendo reparos a fazer na senten\u00e7a. \u201cAssim sendo, os argumentos sustentados n\u00e3o s\u00e3o aptos a reformar a senten\u00e7a combatida, a fim de acolher a pretens\u00e3o formulada. Conhe\u00e7o e nego provimento ao recurso\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os desembargadores integrantes da Segunda Turma da Terceira C\u00e2mara C\u00edvel do TJRN, \u00e0 unanimidade de votos, rejeitaram um recurso interposto pelo Munic\u00edpio de N\u00edsia Floresta contra senten\u00e7a condenat\u00f3ria, ap\u00f3s uma briga de dois adolescentes em um transporte p\u00fablico escolar da cidade. 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