{"id":39946,"date":"2024-12-17T09:23:00","date_gmt":"2024-12-17T12:23:00","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=39946"},"modified":"2024-12-17T09:23:00","modified_gmt":"2024-12-17T12:23:00","slug":"filho-que-praticou-estelionato-contra-a-mae-tem-pena-aumentada-pela-camara-criminal-do-tjrn","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2024\/12\/17\/filho-que-praticou-estelionato-contra-a-mae-tem-pena-aumentada-pela-camara-criminal-do-tjrn\/","title":{"rendered":"Filho que praticou estelionato contra a m\u00e3e tem pena aumentada pela C\u00e2mara Criminal do TJRN"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"600\" height=\"400\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/poqhmtaomk-capa-noticia.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-39947\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/poqhmtaomk-capa-noticia.jpg 600w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/poqhmtaomk-capa-noticia-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Homem que residia com a m\u00e3e, portadora do mal de Alzheimer, e condenado em primeiro grau por praticar estelionato contra a genitora, teve a pena aumentada ap\u00f3s aprecia\u00e7\u00e3o do recurso pelos desembargadores da C\u00e2mara Criminal do TJRN. Segundo informa\u00e7\u00f5es processuais, ele desviou e se apropriou de bens materiais e econ\u00f4micos da v\u00edtima, tendo sido comprovada a contrata\u00e7\u00e3o de empr\u00e9stimo em nome desta.<\/p>\n\n\n\n<p> A venda de dois im\u00f3veis, um localizado em Natal e outro em Mossor\u00f3, lhe rendeu R$ 120 mil, vantagem julgada il\u00edcita pela Justi\u00e7a.A decis\u00e3o do colegiado foi un\u00e2nime. O homem foi condenado, em primeiro grau pelos delitos previstos no art. 102 da\u00a0Lei\u00a0n.\u00ba 10.741\/2003 (Estatuto do Idoso) e no art. 171 do\u00a0C\u00f3digo\u00a0Penal, ambos crimes continuados, condi\u00e7\u00e3o prevista no art. 71 do CP. O relator do caso foi o desembargador Ricardo Proc\u00f3pio.A a\u00e7\u00e3o em inst\u00e2ncia superior foi motivada ap\u00f3s apela\u00e7\u00f5es movidas pelo\u00a0Minist\u00e9rio P\u00fablico\u00a0do Rio Grande do Norte e pela defesa do homem, sendo que as partes possu\u00edam objetivos diferentes: o MP solicitou o endurecimento da pena, enquanto a defesa pediu pela absolvi\u00e7\u00e3o dos dois crimes. Entre outras pr\u00e1ticas, o filho apropriou-se da pens\u00e3o recebida pela m\u00e3e durante v\u00e1rios meses.<\/p><div class=\"nsbxq69e97cf0d107a\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.nsbxq69e97cf0d107a {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.nsbxq69e97cf0d107a {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.nsbxq69e97cf0d107a {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.nsbxq69e97cf0d107a {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.nsbxq69e97cf0d107a {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.nsbxq69e97cf0d107a {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"ludxw69e97cf0d1066\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.ludxw69e97cf0d1066 {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.ludxw69e97cf0d1066 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.ludxw69e97cf0d1066 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.ludxw69e97cf0d1066 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.ludxw69e97cf0d1066 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.ludxw69e97cf0d1066 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>O crime de apropria\u00e7\u00e3o indevida, previsto no artigo 102 do Estatuto do Idoso, foi cometido mais de sete vezes, resultando, tamb\u00e9m, na hip\u00f3tese de continuidade delitiva, prevista no artigo 71 do\u00a0C\u00f3digo\u00a0Penal.J\u00e1 as vendas das duas casas, configuradas como crimes de estelionato (art. 171 do CP), tamb\u00e9m foram enquadradas na regra da continuidade delitiva.A pena final do acusado foi fixada em tr\u00eas anos e tr\u00eas meses de reclus\u00e3o, em regime aberto, e 36 dias-multa.<strong>Recursos das partes e reformula\u00e7\u00e3o da pena<\/strong>O\u00a0Minist\u00e9rio P\u00fablico\u00a0questionou o c\u00e1lculo realizado para definir a pena aplicada ao r\u00e9u, citando as agravantes previstas no art. 61 II, \u201ce\u201d e \u201ch\u201d, do\u00a0C\u00f3digo\u00a0Penal, que discorrem sobre a v\u00edtima possuir mais de sessenta anos e ser m\u00e3e, pai, irm\u00e3o ou c\u00f4njuge. De acordo com o MP, as circunst\u00e2ncias n\u00e3o foram consideradas pelo Ju\u00edzo de primeiro grau.\u201cNa senten\u00e7a, o Ju\u00edzo a quo valorou negativamente as consequ\u00eancias do crime do art. 102 do Estatuto do Idoso, tendo em vista o preju\u00edzo econ\u00f4mico elevado sofrido pela v\u00edtima. <\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, na dosimetria dos crimes de estelionato, o Ju\u00edzo n\u00e3o considerou essa circunst\u00e2ncia judicial como negativa e fixou a pena-base no m\u00ednimo legal\u201d, citou o relator.J\u00e1 a defesa alegou que n\u00e3o haveria provas suficientes para a condena\u00e7\u00e3o do r\u00e9u pelo crime do art. 102 do Estatuto do Idoso, argumento contestado pelo ente Judici\u00e1rio, j\u00e1 que \u201ca materialidade e a autoria delitivas s\u00e3o evidenciadas pelo acervo probat\u00f3rio, sobretudo os depoimentos da v\u00edtima e dos declarantes. Ademais, tamb\u00e9m constam dos autos provas documentais\u201d.Quanto ao crime de estelionato, foi sustentada aus\u00eancia de dolo e princ\u00edpio\u00a0<em>in dubio pro reo<\/em>\u00a0(na d\u00favida, a favor do r\u00e9u). Nesse contexto, o grupo de desembargadores citou depoimento do pr\u00f3prio acusado, que afirmou n\u00e3o ter revertido os valores obtidos ilegalmente em benef\u00edcio de sua m\u00e3e.Destacaram, ainda, os meios utilizados para vender os im\u00f3veis, al\u00e9m dos saques, transfer\u00eancias e contrata\u00e7\u00e3o do empr\u00e9stimo feito em nome da idosa. Por fim, o argumento da defesa foi contestado citando a s\u00edndrome degenerativa e a idade avan\u00e7ada da genitora, portanto sendo \u201cevidente que o acusado agiu com dolo, raz\u00e3o pela qual n\u00e3o merece prosperar o apelo defensivo\u201d.Diante dos novos argumentos, os membros da C\u00e2mara Criminal decidiram pela reformula\u00e7\u00e3o da pena para cinco anos e um dia de reclus\u00e3o e 43 dias-multa em regime semiaberto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homem que residia com a m\u00e3e, portadora do mal de Alzheimer, e condenado em primeiro grau por praticar estelionato contra a genitora, teve a pena aumentada ap\u00f3s aprecia\u00e7\u00e3o do recurso pelos desembargadores da C\u00e2mara Criminal do TJRN. 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