{"id":39809,"date":"2024-12-05T09:09:25","date_gmt":"2024-12-05T12:09:25","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=39809"},"modified":"2024-12-05T09:09:25","modified_gmt":"2024-12-05T12:09:25","slug":"justica-mantem-condenacao-de-professoras-e-diretora-de-escola-publica-por-contratar-terceiros-para-dar-aula","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2024\/12\/05\/justica-mantem-condenacao-de-professoras-e-diretora-de-escola-publica-por-contratar-terceiros-para-dar-aula\/","title":{"rendered":"Justi\u00e7a mant\u00e9m condena\u00e7\u00e3o de professoras e diretora de escola p\u00fablica por  contratar terceiros para dar aula"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"680\" height=\"382\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/5EA97F324CF3BC89A0FBE9F8309F654E0379_escola.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-10403\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/5EA97F324CF3BC89A0FBE9F8309F654E0379_escola.jpg 680w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/5EA97F324CF3BC89A0FBE9F8309F654E0379_escola-300x169.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 680px) 100vw, 680px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>A Justi\u00e7a Estadual potiguar manteve a condena\u00e7\u00e3o de duas professoras e uma diretora de uma escola p\u00fablica no Munic\u00edpio de Boa Sa\u00fade, localizado no interior do Rio Grande do Norte, pela pr\u00e1tica de improbidade administrativa. A decis\u00e3o \u00e9 dos desembargadores da 2\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do TJRN que negaram apelo interposto por uma das r\u00e9s.O\u00a0Minist\u00e9rio P\u00fablico\u00a0prop\u00f4s\u00a0A\u00e7\u00e3o\u00a0Civil P\u00fablica por Ato de Improbidade Administrativa com pedido de Ressarcimento ao Er\u00e1rio contra duas professoras e a diretora da escola.<\/p>\n\n\n\n<p> De acordo com o MPRN, a primeira r\u00e9, professora concursada, durante de 2013 a 2016, pagava terceiros, entre eles est\u00e1 a segunda denunciada, para exercerem as suas fun\u00e7\u00f5es em uma escola estadual de Boa Sa\u00fade, tudo sendo acobertado pela ent\u00e3o diretora da referida institui\u00e7\u00e3o de ensino, a qual prestou aux\u00edlio a uma das r\u00e9s para assinar os livros de ponto.A primeira r\u00e9, a professora concursada, prestou declara\u00e7\u00f5es na Audi\u00eancia de Instru\u00e7\u00e3o e Julgamento, momento em que confessou ter pago \u00e0 professora substituta e \u00e0 diretora para dar aula em seu lugar. Alegou, ainda, que a a\u00e7\u00e3o se deu em decorr\u00eancia ao tratamento m\u00e9dico de seu marido, al\u00e9m de afirmar que a substitui\u00e7\u00e3o n\u00e3o era oficial, e que a Diretoria Regional de Ensino e Cultura do Rio Grande do Norte (DIREC) de Vera Cruz sabia e sugeriu a substitui\u00e7\u00e3o.<\/p><div class=\"ngeiy69dc136dcf771\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.ngeiy69dc136dcf771 {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.ngeiy69dc136dcf771 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.ngeiy69dc136dcf771 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.ngeiy69dc136dcf771 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.ngeiy69dc136dcf771 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.ngeiy69dc136dcf771 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"bydbj69dc136dcf75c\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.bydbj69dc136dcf75c {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.bydbj69dc136dcf75c {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.bydbj69dc136dcf75c {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.bydbj69dc136dcf75c {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.bydbj69dc136dcf75c {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.bydbj69dc136dcf75c {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p><strong>An\u00e1lise do caso<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A relatora do processo, desembargadora Berenice Capux\u00fa, observou que al\u00e9m de receber o vencimento sem trabalhar, repassando parte para terceira pessoa que lecionava em seu lugar, a r\u00e9 se beneficiou com a contagem do tempo de servi\u00e7o para a aposentadoria. \u201cHavia n\u00edtida consci\u00eancia de a r\u00e9 que estava a agir para auferir os vencimentos, mesmo sem estar em sala de aula, e computar o tempo para aposentadoria, mesmo sem exercer a profiss\u00e3o, devendo ser destacado que a fun\u00e7\u00e3o de professor concursado \u00e9 de car\u00e1ter personal\u00edssimo\u201d, destacou.A magistrada embasou-se tamb\u00e9m que os atos de improbidade administrativa est\u00e3o previstos na\u00a0Lei\u00a0n\u00ba 8.429\/92, dividindo-se em atos que importem em enriquecimento il\u00edcito (artigo 9\u00ba), os que causem dano ao er\u00e1rio (artigo 10) e os que atentem contra os princ\u00edpios da administra\u00e7\u00e3o (artigo 11). Segundo a relatora, a conduta da professora concursada ultrapassa a mera irregularidade, tratando-se de uma improbidade administrativa, eis que terceirizou a sua fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica para uma terceira pessoa, n\u00e3o restando demonstrado que esta teria capacidade para tal substitui\u00e7\u00e3o.Al\u00e9m disso, a desembargadora Berenice Capux\u00fa destacou que houve o enriquecimento indevido das r\u00e9s, o que ficou configurado \u00e0 medida que a primeira r\u00e9 recebeu remunera\u00e7\u00e3o, sem efetivamente trabalhar, bem como da r\u00e9 que beneficiou-se da aprova\u00e7\u00e3o da diretora para usurpar sua fun\u00e7\u00e3o de car\u00e1ter personal\u00edssimo, sendo remunerada para tanto. \u201cOutro ponto a ser rebatido \u00e9 a alega\u00e7\u00e3o da r\u00e9 de que a DIREC tinha conhecimento e at\u00e9 sugeriu a substitui\u00e7\u00e3o, pois a professora n\u00e3o pode alegar desconhecimento da lei para se isentar de uma eventual reprimenda judicial\u201d, afirma.Diante disso, a magistrada decidiu por manter a decis\u00e3o da senten\u00e7a. As r\u00e9s foram condenadas \u00e0 perda da fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica do cargo de professora do Estado do Rio Grande do Norte, bem como de qualquer outro cargo, fun\u00e7\u00e3o ou mandato p\u00fablico que exer\u00e7a, pagamento de multa civil no valor de todas as contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias vertidas entre os anos de 2013 e 2016, por parte da professora concursada e diretora. Tiveram, ainda, suspens\u00e3o dos direitos pol\u00edticos por dez anos, e a proibi\u00e7\u00e3o de contratar com o poder p\u00fablico ou de receber benef\u00edcios ou incentivos fiscais ou credit\u00edcios, direta ou indiretamente, tamb\u00e9m por dez anos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Justi\u00e7a Estadual potiguar manteve a condena\u00e7\u00e3o de duas professoras e uma diretora de uma escola p\u00fablica no Munic\u00edpio de Boa Sa\u00fade, localizado no interior do Rio Grande do Norte, pela pr\u00e1tica de improbidade administrativa. 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