{"id":39477,"date":"2024-11-14T07:03:00","date_gmt":"2024-11-14T10:03:00","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=39477"},"modified":"2024-11-13T23:04:19","modified_gmt":"2024-11-14T02:04:19","slug":"justica-condena-empresa-a-pagar-fatura-cobrada-pela-cosern-por-desvio-de-energia-eletrica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2024\/11\/14\/justica-condena-empresa-a-pagar-fatura-cobrada-pela-cosern-por-desvio-de-energia-eletrica\/","title":{"rendered":"Justi\u00e7a condena empresa a pagar fatura cobrada pela Cosern por desvio de energia el\u00e9trica"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"279\" height=\"180\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/corte-de-energia-trb-cear\u00e1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-214\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>A Justi\u00e7a condenou uma empresa a pagar um d\u00e9bito no valor de R$ 2.456,12 a Companhia Energ\u00e9tica do Rio Grande do Norte (COSERN) ap\u00f3s constata\u00e7\u00e3o de uma liga\u00e7\u00e3o el\u00e9trica clandestina no im\u00f3vel sede da firma. A decis\u00e3o \u00e9 do juiz Jos\u00e9 Herval Sampaio J\u00fanior, da 1\u00aa Vara da\u00a0Comarca\u00a0de Cear\u00e1-Mirim.De acordo com os autos do processo, a empresa afirma que \u00e9 usu\u00e1ria dos servi\u00e7os de eletricidade da companhia no endere\u00e7o que possui a sede, de modo que paga pontualmente as suas faturas, mas reclamou que prepostos da empresa estiveram no local e constataram que houve \u201cdesvio de energia el\u00e9trica antes do medidor\u201d, que \u00e9 popularmente chamado de \u201cgato de energia\u201d, ocasionando um erro no consumo de energia el\u00e9trica que resultou em cobran\u00e7a adicional no valor de R$ 2.456,12.Segundo a consumidora, n\u00e3o foi apresentado o documento denominado Termo de Ocorr\u00eancia de Inspe\u00e7\u00e3o (TOI), que serve para registrar as informa\u00e7\u00f5es constatadas durante a inspe\u00e7\u00e3o e, assim, a empresa teria sido surpreendida com a falsa atribui\u00e7\u00e3o de irregularidades encontradas, o que lhe causou grande constrangimento perante os vizinhos.Ressaltou, ainda, que n\u00e3o foi oportunizado \u00e0 empresa o acompanhamento do momento da inspe\u00e7\u00e3o, havendo abusividade em face da falta de crit\u00e9rios claros que justificassem a cobran\u00e7a de taxas adicionais e, assim, teve seu nome inscrito em cadastro restritivo de cr\u00e9dito, o que provocou danos econ\u00f4micos e morais. Deste modo, entrou com a\u00e7\u00e3o de inexist\u00eancia de d\u00e9bito cumulado com indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais.<\/p>\n\n\n\n<p>A COSERN afirma que n\u00e3o houve nenhuma irregularidade ou abusividade em seu comportamento, pois agiu com respaldo da Resolu\u00e7\u00e3o da ANEEL, relatando que na inspe\u00e7\u00e3o realizada na unidade consumidora, se constatou um desvio antes do medidor, por meio de um fio, que estava utilizando energia direta da concession\u00e1ria sem ser registrada pelo medidor, procedimento irregular caracterizado pela aus\u00eancia de registro do real consumo de energia el\u00e9trica no im\u00f3vel, sendo lavrado o Termo de Ocorr\u00eancia e Inspe\u00e7\u00e3o (TOI).<\/p><div class=\"hskcz69dca5280e5be\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.hskcz69dca5280e5be {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.hskcz69dca5280e5be {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.hskcz69dca5280e5be {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.hskcz69dca5280e5be {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.hskcz69dca5280e5be {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.hskcz69dca5280e5be {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"jufpm69dca5280e5ab\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.jufpm69dca5280e5ab {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.jufpm69dca5280e5ab {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.jufpm69dca5280e5ab {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.jufpm69dca5280e5ab {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.jufpm69dca5280e5ab {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.jufpm69dca5280e5ab {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>Diante da situa\u00e7\u00e3o irregular de consumo e com autoriza\u00e7\u00e3o do gerente da unidade, foi elaborado um dossi\u00ea com informa\u00e7\u00f5es completas do local e do contrato, sendo ineg\u00e1vel que havia um cabo clandestino desviando eletricidade para que fosse utilizada sem nenhum tipo de medi\u00e7\u00e3o ou cobran\u00e7a. Disse, ainda, que foi facultado ao cliente o direito de acompanhar a inspe\u00e7\u00e3o realizada ou recorrer da imputa\u00e7\u00e3o que lhe estava fazendo, sendo entregue ao respons\u00e1vel uma segunda via do TOI que dava ci\u00eancia imediata acerca da situa\u00e7\u00e3o.Na an\u00e1lise do caso, o magistrado salientou que trata-se de um processo em que o\u00a0C\u00f3digo\u00a0de Defesa do Consumidor \u00e9 aplic\u00e1vel. Para ele, o acervo probat\u00f3rio indica a regularidade do procedimento administrativo que culminou na apura\u00e7\u00e3o do d\u00e9bito impugnado, isso porque o consumidor estava ciente de tudo mediante assinatura do TOI e recebimento da cobran\u00e7a.\u201cDemonstrou-se, assim, que a inspe\u00e7\u00e3o foi previamente comunicada \u00e0 pessoa presente na unidade consumidora, com posterior comunicado do resultado \u00e0 autora, de forma que n\u00e3o merece prosperar a alega\u00e7\u00e3o da parte autora de que foi surpreendida inesperadamente com a falsa atribui\u00e7\u00e3o de irregularidades encontradas\u201d, destaca.Foi visto pelo juiz, portanto, que a COSERN demonstrou a legitimidade do cr\u00e9dito reclamado a t\u00edtulo de recupera\u00e7\u00e3o de consumo de energia el\u00e9trica e que a \u201cn\u00e3o merece prosperar a pretens\u00e3o autoral de exclus\u00e3o do seu nome do cadastro restritivo de cr\u00e9dito\u201d, bem como n\u00e3o cabe indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais.Assim, al\u00e9m de ser condenada a pagar o valor indicado, acrescido de juros de mora de 0,5% ao m\u00eas e corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria pelo IPCA a partir da data em que tomou conhecimento da contesta\u00e7\u00e3o, a empresa tamb\u00e9m deve pagar as custas e honor\u00e1rios advocat\u00edcios, fixados em 10% sobre o valor da reconven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Justi\u00e7a condenou uma empresa a pagar um d\u00e9bito no valor de R$ 2.456,12 a Companhia Energ\u00e9tica do Rio Grande do Norte (COSERN) ap\u00f3s constata\u00e7\u00e3o de uma liga\u00e7\u00e3o el\u00e9trica clandestina no im\u00f3vel sede da firma. 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