{"id":38824,"date":"2024-10-02T09:12:09","date_gmt":"2024-10-02T12:12:09","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=38824"},"modified":"2024-10-02T09:12:09","modified_gmt":"2024-10-02T12:12:09","slug":"inquilino-e-obrigado-a-demolir-muro-irregular-construido-em-imovel-alugado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2024\/10\/02\/inquilino-e-obrigado-a-demolir-muro-irregular-construido-em-imovel-alugado\/","title":{"rendered":"Inquilino \u00e9 obrigado a demolir muro irregular constru\u00eddo em im\u00f3vel alugado"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"626\" height=\"417\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/balanca-da-justica-e-martelo-na-mesa-de-madeira-e-acordo-na-sala-de-audiencias_28283-789.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6004\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/balanca-da-justica-e-martelo-na-mesa-de-madeira-e-acordo-na-sala-de-audiencias_28283-789.jpg 626w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/balanca-da-justica-e-martelo-na-mesa-de-madeira-e-acordo-na-sala-de-audiencias_28283-789-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 626px) 100vw, 626px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>O Poder Judici\u00e1rio do Estado determinou que um inquilino deve demolir um muro que construiu de maneira irregular em um im\u00f3vel alugado no Munic\u00edpio de Bom Jesus. A decis\u00e3o \u00e9 dos desembargadores que integram a 2\u00aa Turma da 1\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a do Rio Grande do Norte (TJRN), que acordaram \u00e0 unanimidade de votos, por negar o recurso interposto pelo locat\u00e1rio.Conforme consta nos autos do processo, o autor relata que, mediante contrato verbal de loca\u00e7\u00e3o, alugou o seu im\u00f3vel a um inquilino, que era seu vizinho na \u00e9poca, garantindo a este o direito de adquirir o im\u00f3vel ao final do contrato. Afirma que, ap\u00f3s o fim do aluguel, recebeu o im\u00f3vel de volta e, ao avali\u00e1-lo, percebeu que foi erguido um muro no interior do terreno, constru\u00e7\u00e3o esta que acabou por reduzir a propriedade do autor e ampliar a do r\u00e9u.O inquilino, por sua vez, alega n\u00e3o ter legitimidade para ser demandado em ju\u00edzo no caso e diz n\u00e3o ser possuidor ou propriet\u00e1rio do im\u00f3vel. <\/p>\n\n\n\n<p>Destaca que n\u00e3o praticou qualquer ato il\u00edcito, n\u00e3o constando os limites dos im\u00f3veis, nem a prova da constru\u00e7\u00e3o irregular do muro. Ressaltou, ainda, que as duas partes devem arcar com as despesas de demarca\u00e7\u00e3o dos im\u00f3veis.O relator do processo, o desembargador Expedito Ferreira, esclareceu que a argumenta\u00e7\u00e3o do locat\u00e1rio n\u00e3o merece acolhimento. \u201cA propriedade do bem n\u00e3o \u00e9 objeto de discuss\u00e3o nos autos. A condena\u00e7\u00e3o foi estabelecida em desfavor da parte r\u00e9, pois a mesma era locadora do bem e, supostamente, durante a loca\u00e7\u00e3o, construiu indevidamente o muro, sendo este o cerne merit\u00f3rio\u201d.Al\u00e9m disso, o magistrado de segundo grau embasou-se no art. 1.297 do\u00a0C\u00f3digo\u00a0Civil, o qual cita que o propriet\u00e1rio tem direito a cercar, murar, valar ou tapar de qualquer modo o seu pr\u00e9dio, urbano ou rural. Ainda de acordo com o dispositivo, pode constranger o seu confinante a proceder com ele \u00e0 demarca\u00e7\u00e3o entre os dois pr\u00e9dios, a aviventar rumos apagados e a renovar marcos destru\u00eddos ou arruinados, repartindo-se proporcionalmente entre os interessados as respectivas despesas.<\/p><div class=\"fskzh69e2e4c869376\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.fskzh69e2e4c869376 {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.fskzh69e2e4c869376 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.fskzh69e2e4c869376 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.fskzh69e2e4c869376 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.fskzh69e2e4c869376 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.fskzh69e2e4c869376 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"tsepo69e2e4c869363\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.tsepo69e2e4c869363 {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.tsepo69e2e4c869363 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.tsepo69e2e4c869363 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.tsepo69e2e4c869363 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.tsepo69e2e4c869363 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.tsepo69e2e4c869363 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>Diante disso, considerando o ato il\u00edcito praticado pela parte demandada, o desembargador Expedito Ferreira ressaltou que o \u201cr\u00e9u deve arcar com as despesas pela demoli\u00e7\u00e3o do muro constru\u00eddo ilegalmente sozinho\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Poder Judici\u00e1rio do Estado determinou que um inquilino deve demolir um muro que construiu de maneira irregular em um im\u00f3vel alugado no Munic\u00edpio de Bom Jesus. 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