{"id":38731,"date":"2024-09-24T08:45:29","date_gmt":"2024-09-24T11:45:29","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=38731"},"modified":"2024-09-24T08:45:29","modified_gmt":"2024-09-24T11:45:29","slug":"cliente-contrata-empresa-para-transportar-carro-para-natal-e-nao-recebe-o-veiculo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2024\/09\/24\/cliente-contrata-empresa-para-transportar-carro-para-natal-e-nao-recebe-o-veiculo\/","title":{"rendered":"Cliente contrata empresa para transportar carro para Natal e n\u00e3o recebe o ve\u00edculo"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><img src=\"https:\/\/transpampas.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/transportadora-transporte-de-veiculos-automotores.jpg\" alt=\"Transporte de ve\u00edculos: 5 cuidados ao contratar - Transpampas\"\/><figcaption>Ilustrativa<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Uma transportadora de ve\u00edculos foi condenada a reembolsar os gastos de uma cliente que contratou a empresa para transportar seu carro para Natal, mas n\u00e3o recebeu. A empresa r\u00e9 foi condenada, ainda, ao pagamento de multa contratual de 2% sobre o valor total do contrato para cada dia de atraso na entrega do autom\u00f3vel. O caso foi analisado pelo juiz Cleofas Coelho, da 15\u00aa Vara C\u00edvel da\u00a0Comarca\u00a0de Natal.Segundo apresentado nos autos, a parte autora contratou os servi\u00e7os da empresa r\u00e9 para realizar o transporte de seu autom\u00f3vel, da cidade de Paraty, no Rio de Janeiro, onde residia, para Natal. Relatou que o transporte saiu ao custo total de R$ 3.740,00, sendo 50% pagos no ato da assinatura do contrato e os 50% restantes ficariam para quando da retirada do ve\u00edculo no destino.Ap\u00f3s isso, alegou que no dia 16 de dezembro de 2023 deixou o ve\u00edculo no ponto de encontro, conforme determinado no contrato, de modo que a entrega deveria ocorrer no m\u00e1ximo at\u00e9 o dia 23 de janeiro de 2024. <\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, j\u00e1 se passaram meses desde ent\u00e3o e o ve\u00edculo ainda n\u00e3o foi entregue \u00e0 cliente.Na an\u00e1lise do caso, o magistrado ressaltou que houve neglig\u00eancia no momento da presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o, configurando-se a falha na presta\u00e7\u00e3o. \u201cEntende-se que a empresa requerida n\u00e3o adotou as cautelas necess\u00e1rias para garantir a informa\u00e7\u00e3o correta ao autor, uma vez que n\u00e3o cumpriu com os prazos estipulados e contratados\u201d.Diante disso, o juiz embasou-se no art. 31 do\u00a0C\u00f3digo\u00a0de Defesa do Consumidor, ao citar que a oferta e apresenta\u00e7\u00e3o de produtos ou servi\u00e7os devem assegurar informa\u00e7\u00f5es corretas, claras, precisas, ostensivas e em l\u00edngua portuguesa sobre suas caracter\u00edsticas, qualidades, quantidade, composi\u00e7\u00e3o, pre\u00e7o, garantia, prazos de validade e origem, entre outros dados, bem como sobre os riscos que apresentam \u00e0 sa\u00fade e seguran\u00e7a dos consumidores.<\/p><div class=\"mnqlm69e057a6f310d\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.mnqlm69e057a6f310d {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.mnqlm69e057a6f310d {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.mnqlm69e057a6f310d {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.mnqlm69e057a6f310d {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.mnqlm69e057a6f310d {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.mnqlm69e057a6f310d {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"xcupn69e057a6f30f9\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.xcupn69e057a6f30f9 {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.xcupn69e057a6f30f9 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.xcupn69e057a6f30f9 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.xcupn69e057a6f30f9 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.xcupn69e057a6f30f9 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.xcupn69e057a6f30f9 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do mais, o juiz Cleofas Coelho salientou que \u201co consumidor est\u00e1 h\u00e1 meses sem o seu ve\u00edculo, o que gerou grandes frustra\u00e7\u00f5es de suas leg\u00edtimas expectativas, principalmente porque precisou adquirir mais despesas para se locomover, em virtude da conduta negligente da empresa demandada\u201d.O magistrado destacou, ainda, que o prazo decorrido sem solu\u00e7\u00e3o do problema \u00e9 demasiado, al\u00e9m de que a empresa r\u00e9 sequer se manifestou nos autos, embora devidamente citado, \u201co que demonstra sua neglig\u00eancia em face do direito da autora\u201d, afirmou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma transportadora de ve\u00edculos foi condenada a reembolsar os gastos de uma cliente que contratou a empresa para transportar seu carro para Natal, mas n\u00e3o recebeu. A empresa r\u00e9 foi condenada, ainda, ao pagamento de multa contratual de 2% sobre o valor total do contrato para cada dia de atraso na entrega do autom\u00f3vel. 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