{"id":38649,"date":"2024-09-18T20:58:00","date_gmt":"2024-09-18T23:58:00","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=38649"},"modified":"2024-09-18T21:04:19","modified_gmt":"2024-09-19T00:04:19","slug":"stj-decide-que-coco-bambu-nao-praticou-concorrencia-desleal-com-grupo-camaroes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2024\/09\/18\/stj-decide-que-coco-bambu-nao-praticou-concorrencia-desleal-com-grupo-camaroes\/","title":{"rendered":"STJ decide que Coco Bambu n\u00e3o praticou concorr\u00eancia desleal com Grupo Camar\u00f5es"},"content":{"rendered":"\n<p>A 4\u00aa turma do STJ rejeitou, por unanimidade, o recurso do Grupo Camar\u00f5es contra a rede de restaurantes Coco Bambu, confirmando que n\u00e3o houve pr\u00e1tica de concorr\u00eancia desleal. Os ministros, sob relatoria de Marco Buzzi, conclu\u00edram que n\u00e3o foram encontrados elementos que indicassem confus\u00e3o mercadol\u00f3gica ou viola\u00e7\u00e3o de direitos sobre o conjunto de imagem (trade dress), conforme alegado pelo grupo de restaurantes de Natal.<\/p>\n\n\n\n<p>O Grupo Camar\u00f5es ingressou com a a\u00e7\u00e3o judicial alegando que a rede Coco Bambu estaria copiando sua identidade visual, conhecida como trade dress, e aliciando seus funcion\u00e1rios. O trade dress abrange diversos aspectos da apresenta\u00e7\u00e3o de um estabelecimento, como o layout, a arquitetura e at\u00e9 o estilo dos card\u00e1pios. Segundo o grupo, essas semelhan\u00e7as induziriam os consumidores a acreditar que as redes faziam parte do mesmo conglomerado.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias, o TJ\/RN deu raz\u00e3o ao Grupo Camar\u00f5es, reconhecendo a concorr\u00eancia desleal e condenando o Coco Bambu ao pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o por danos materiais e morais. A decis\u00e3o se baseou na constata\u00e7\u00e3o de semelhan\u00e7as nos card\u00e1pios, na vestimenta dos funcion\u00e1rios e na arquitetura dos restaurantes.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"655\" height=\"468\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/images-62.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-38021\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/images-62.jpeg 655w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/images-62-300x214.jpeg 300w\" sizes=\"(max-width: 655px) 100vw, 655px\" \/><figcaption>Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, ao julgar o recurso no STJ, o ministro Marco Buzzi destacou que, apesar das semelhan\u00e7as apontadas, a utiliza\u00e7\u00e3o de termos gen\u00e9ricos como &#8220;Camar\u00f5es&#8221; e &#8220;Restaurante&#8221; n\u00e3o \u00e9 exclusividade do grupo de Natal, configurando uma marca fraca. Al\u00e9m disso, o Tribunal entendeu que a atua\u00e7\u00e3o das duas redes em Estados diferentes n\u00e3o gera confus\u00e3o suficiente para caracterizar concorr\u00eancia desleal, e que os elementos visuais e arquitet\u00f4nicos alegados n\u00e3o possuem originalidade suficiente para serem protegidos de forma exclusiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a decis\u00e3o do STJ, o Coco Bambu foi absolvido das acusa\u00e7\u00f5es, reafirmando o entendimento de que a coexist\u00eancia de marcas com baixa distintividade no mercado \u00e9 permitida, desde que n\u00e3o haja usurpa\u00e7\u00e3o evidente de identidade comercial.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>An\u00e1lise<\/strong><\/p><div class=\"ganby69e3567dd1a3a\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.ganby69e3567dd1a3a {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.ganby69e3567dd1a3a {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.ganby69e3567dd1a3a {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.ganby69e3567dd1a3a {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.ganby69e3567dd1a3a {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.ganby69e3567dd1a3a {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"smzec69e3567dd1a22\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.smzec69e3567dd1a22 {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.smzec69e3567dd1a22 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.smzec69e3567dd1a22 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.smzec69e3567dd1a22 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.smzec69e3567dd1a22 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.smzec69e3567dd1a22 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>Segundo o advogado Andr\u00e9 Parente, s\u00f3cio do Valen\u00e7a &amp; Associados, escrit\u00f3rio respons\u00e1vel pela defesa da rede Coco Bambu, a decis\u00e3o ratifica que n\u00e3o houve qualquer pr\u00e1tica de concorr\u00eancia desleal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ele destaca que a marca Camar\u00f5es \u00e9 fraca e n\u00e3o lhe garante exclusividade, al\u00e9m de enfatizar que o \u00eaxito do grupo cearense deve-se, principalmente, \u00e0 sua gest\u00e3o empresarial.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cO Coco Bambu&nbsp; vem, com muito sucesso, desde junho de 2009, ganhando o cen\u00e1rio nacional, sendo representado, como logo, por uma arara bebendo \u00e1gua de coco &#8211; isso para vender frutos do mar &#8211; o que evidencia que o sucesso da rede cearense n\u00e3o est\u00e1 em seu s\u00edmbolo, na sua marca, mas na sua gest\u00e3o e controle\u201d<\/em>, esclarece.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado pontua tamb\u00e9m que n\u00e3o h\u00e1 como se falar em concorr\u00eancia desleal no caso, pois os restaurantes possuem mercados consumidores distintos.&nbsp;<em>\u201cEntre Natal, sede dos autores, e Fortaleza, sede do r\u00e9u, h\u00e1 uma dist\u00e2ncia de mais de 500km, de modo que n\u00e3o \u00e9 cr\u00edvel admitir, ainda que se cogitasse, por mero amor ao debate, confus\u00e3o, que qualquer consumidor do Camar\u00f5es deixou de ir ao restaurante potiguar para ir ao Coco Bambu, at\u00e9 pela impossibilidade geogr\u00e1fica\u201d<\/em>, refor\u00e7a.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, Parente defende que n\u00e3o h\u00e1 qualquer originalidade no conjunto imagem dos autores que os diferenciem de qualquer outro restaurante.<\/p>\n\n\n\n<ul><li>Processo:&nbsp;<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/processo.stj.jus.br\/processo\/pesquisa\/?termo=AREsp+1303548&amp;aplicacao=processos.ea&amp;tipoPesquisa=tipoPesquisaGenerica&amp;chkordem=DESC&amp;chkMorto=MORTO\" target=\"_blank\">AREsp 1.303.548<\/a><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Migalhas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 4\u00aa turma do STJ rejeitou, por unanimidade, o recurso do Grupo Camar\u00f5es contra a rede de restaurantes Coco Bambu, confirmando que n\u00e3o houve pr\u00e1tica de concorr\u00eancia desleal. Os ministros, sob relatoria de Marco Buzzi, conclu\u00edram que n\u00e3o foram encontrados elementos que indicassem confus\u00e3o mercadol\u00f3gica ou viola\u00e7\u00e3o de direitos sobre o conjunto de imagem (trade<br \/><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2024\/09\/18\/stj-decide-que-coco-bambu-nao-praticou-concorrencia-desleal-com-grupo-camaroes\/\">Mais&#8230;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38649"}],"collection":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38649"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38649\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":38655,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38649\/revisions\/38655"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38649"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38649"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38649"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}