{"id":38213,"date":"2024-08-21T10:51:02","date_gmt":"2024-08-21T13:51:02","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=38213"},"modified":"2024-08-21T10:51:02","modified_gmt":"2024-08-21T13:51:02","slug":"seguranca-de-casa-noturna-quebra-braco-de-cliente-e-empresa-e-condenada-a-pagar-indenizacao-de-r-20-mil-em-natal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2024\/08\/21\/seguranca-de-casa-noturna-quebra-braco-de-cliente-e-empresa-e-condenada-a-pagar-indenizacao-de-r-20-mil-em-natal\/","title":{"rendered":"Seguran\u00e7a de casa noturna quebra bra\u00e7o de cliente e empresa \u00e9 condenada a pagar indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 20 mil em Natal"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"700\" height=\"467\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/meia-entrada-show.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2628\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/meia-entrada-show.jpg 700w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/meia-entrada-show-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>A 11\u00aa Vara C\u00edvel da\u00a0Comarca\u00a0de Natal determinou que uma casa noturna indenize um usu\u00e1rio da empresa, em R$ 20 mil, por danos morais, ap\u00f3s um seguran\u00e7a quebrar o bra\u00e7o do cliente. Al\u00e9m disso, o estabelecimento dever\u00e1 custear o tratamento de fisioterapia da v\u00edtima da agress\u00e3o pelo prazo de dez meses.Segundo consta nos autos, no dia 15 de outubro de 2020, o autor estava na casa noturna, quando foi surpreendido por outro frequentador, bastante alcoolizado, o qual iniciou uma briga. Diante disso, dois seguran\u00e7as do local o abordaram, tendo um deles imobilizado e torcido seus bra\u00e7os para tr\u00e1s, e outro potencializado a tor\u00e7\u00e3o. Os seguran\u00e7as o retiraram do estabelecimento sem escutar seus argumentos e o colocaram dentro de um t\u00e1xi, no qual foi levado at\u00e9 sua resid\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>O cliente foi levado ao hospital e foi constatada uma fratura no seu bra\u00e7o esquerdo, tendo o m\u00e9dico concedido atestado pelo prazo de 30 dias. Realizou exames de imagem, quando foi confirmada a necessidade de interven\u00e7\u00e3o cir\u00fargica. O agredido n\u00e3o possui conv\u00eanio de sa\u00fade, o que impossibilitou o custeio da opera\u00e7\u00e3o na rede privada. Constatou-se, posterioremente, a forma\u00e7\u00e3o de um calo \u00f3sseo que tornou invi\u00e1vel a realiza\u00e7\u00e3o da cirurgia pretendida.Diante disso, o m\u00e9dico solicitou a realiza\u00e7\u00e3o de dez meses de fisioterapia, com indica\u00e7\u00e3o de n\u00e3o pegar peso durante este per\u00edodo, observando o controle do edema, por meio de tratamento medicamentoso. Entretanto, a v\u00edtima n\u00e3o conseguiu agendamento para tratamento fisioter\u00e1pico na rede p\u00fablica de sa\u00fade.A parte autora trabalhava como aut\u00f4nomo, realizando entregas como motoboy para alguns estabelecimentos comerciais do seu bairro. Em virtude da les\u00e3o sofrida, encontrou-se incapacitado para o trabalho que realizava, por pelo menos dez meses, sendo este o tempo estipulado para o tratamento fisioterap\u00eautico recomendado, que o impede de pegar peso ou pilotar moto.Os fatos narrados foram registrados em Boletim de Ocorr\u00eancia, em 16 de outubro de 2020, perante o 15\u00ba Distrito Policial de Natal que, oficiou ao Instituto T\u00e9cnico-Cient\u00edfico de\u00a0Per\u00edcia\u00a0do Estado do Rio Grande do Norte (ITEP) para a produ\u00e7\u00e3o de laudo pericial a fim de constatar a ocorr\u00eancia de les\u00e3o corporal e a sua intensidade.<\/p><div class=\"bprru69e16a4e294f6\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.bprru69e16a4e294f6 {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.bprru69e16a4e294f6 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.bprru69e16a4e294f6 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.bprru69e16a4e294f6 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.bprru69e16a4e294f6 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.bprru69e16a4e294f6 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"gjqay69e16a4e294d8\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.gjqay69e16a4e294d8 {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.gjqay69e16a4e294d8 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.gjqay69e16a4e294d8 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.gjqay69e16a4e294d8 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.gjqay69e16a4e294d8 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.gjqay69e16a4e294d8 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p><strong>Decis\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na an\u00e1lise do caso, a magistrada que apreciou o caso ressaltou que al\u00e9m das alega\u00e7\u00f5es da parte autora, a empresa r\u00e9 n\u00e3o contestou a a\u00e7\u00e3o no prazo que lhe competia, o que acabou por prestigiar as alega\u00e7\u00f5es apresentadas na peti\u00e7\u00e3o inicial. Al\u00e9m disso, embasou-se no art. 344 do\u00a0C\u00f3digo\u00a0de Processo Civil, \u201cse o r\u00e9u n\u00e3o contestar a a\u00e7\u00e3o, ser\u00e1 considerado revel e presumir-se-\u00e3o verdadeiras as alega\u00e7\u00f5es de fato formuladas pelo autor\u201d.Quanto ao pedido de condena\u00e7\u00e3o do r\u00e9u em danos morais, a ju\u00edza Karyne Brand\u00e3o explicou que para sua a caracteriza\u00e7\u00e3o \u00e9 indispens\u00e1vel \u00e0 ocorr\u00eancia de ofensa a algum dos direitos da personalidade do indiv\u00edduo, a exemplo do direito \u00e0 imagem, ao nome, \u00e0 honra, \u00e0 integridade f\u00edsica e psicol\u00f3gica.Al\u00e9m do mais, de acordo com a magistrada, o boletim do atendimento do hospital em que o autor foi atendido, certificou que o cliente apresentou \u201cfratura diafis\u00e1ria do \u00famero com discreto desvio dos cabos \u00f3sseos\u201d. Por tais motivos, a ju\u00edza destacou que \u201cresta claro que a situa\u00e7\u00e3o dos autos representou abalo psicol\u00f3gico na parte autora que transcendeu os meros dissabores cotidianos\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 11\u00aa Vara C\u00edvel da\u00a0Comarca\u00a0de Natal determinou que uma casa noturna indenize um usu\u00e1rio da empresa, em R$ 20 mil, por danos morais, ap\u00f3s um seguran\u00e7a quebrar o bra\u00e7o do cliente. 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