{"id":37585,"date":"2024-07-08T15:36:18","date_gmt":"2024-07-08T18:36:18","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=37585"},"modified":"2024-07-08T15:36:18","modified_gmt":"2024-07-08T18:36:18","slug":"justica-nega-acao-em-que-internauta-buscava-reativacao-de-perfil-de-rede-social-e-indenizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2024\/07\/08\/justica-nega-acao-em-que-internauta-buscava-reativacao-de-perfil-de-rede-social-e-indenizacao\/","title":{"rendered":"Justi\u00e7a nega a\u00e7\u00e3o em que internauta buscava reativa\u00e7\u00e3o de perfil de rede social e indeniza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p>Os desembargadores que integram a 2\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a, por unanimidade de votos, negaram recurso e mantiveram senten\u00e7a da 14\u00aa Vara C\u00edvel de Natal que julgou improcedente uma demanda em que um profissional liberal buscava a reativa\u00e7\u00e3o de sua conta na rede social Instagram e pagamento por danos morais decorrentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo consta nos autos, o autor da a\u00e7\u00e3o judicial relatou que teve sua p\u00e1gina no Instagram removida pela empresa Facebook Servi\u00e7os On Line do Brasil Ltda, sem esclarecimentos acerca dos motivos. Por isso, buscou a Justi\u00e7a pedindo pela reativa\u00e7\u00e3o da conta e pelo pagamento dos danos morais decorrentes.Consta tamb\u00e9m que a p\u00e1gina, em rede social, administrada pelo autor, faz refer\u00eancia expl\u00edcita ao time de futebol \u201cClube de Regatas Flamengo\u201d, dentre outras postagens que s\u00e3o apontadas por usurpar, de fato, a marca (Lei\u00a0n\u00ba 9.279, de 14 de maio de 1996), violando, de fato, as Diretrizes da Comunidade, e, por isso, n\u00e3o foi poss\u00edvel a reativa\u00e7\u00e3o da conta, conforme foi colocado pela empresa em resposta ao usu\u00e1rio.Ele ainda interp\u00f4s\u00a0Embargos\u00a0Declarat\u00f3rios questionando o n\u00e3o deferimento do pedido de provas, j\u00e1 que a Justi\u00e7a considerou desnecess\u00e1rio, j\u00e1 que o pr\u00f3prio autor demonstrou que utilizava a marca do Clube de Regatas Flamengo para venda e revenda de produtos em seu perfil de rede social sem ter contrato de uso de marca. Igualmente se considerou desnecess\u00e1rio para avalia\u00e7\u00e3o da demanda existir ou n\u00e3o o pedido do titular da marca para ado\u00e7\u00e3o de qualquer medida contra uso n\u00e3o autorizado, sob o argumento de que \u00e9 necess\u00e1rio zelar pelo atendimento da lei dentro da rede social.No recurso ao TJRN, o autor argumentou que a senten\u00e7a possui omiss\u00f5es significativas, especialmente no que diz respeito \u00e0 an\u00e1lise completa da prova documental requerida para comprovar que n\u00e3o houve apropria\u00e7\u00e3o indevida da marca Flamengo. Al\u00e9m disso, contestou o montante atribu\u00eddo a t\u00edtulo de danos morais, considerando-o desproporcional ao preju\u00edzo sofrido e ao estabelecido por jurisprud\u00eancia relevante. Por fim, pediu a reforma da senten\u00e7a para restabelecer seu canal e ajustar o montante de danos morais.<\/p><div class=\"qdekn69e73eedbf545\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.qdekn69e73eedbf545 {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.qdekn69e73eedbf545 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.qdekn69e73eedbf545 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.qdekn69e73eedbf545 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.qdekn69e73eedbf545 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.qdekn69e73eedbf545 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"hxsop69e73eedbf521\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.hxsop69e73eedbf521 {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.hxsop69e73eedbf521 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.hxsop69e73eedbf521 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.hxsop69e73eedbf521 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.hxsop69e73eedbf521 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.hxsop69e73eedbf521 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"680\" height=\"394\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/F4DE4E7C6987C534D1EE30A4C1F93988AD78_celular.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2315\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/F4DE4E7C6987C534D1EE30A4C1F93988AD78_celular.jpg 680w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/F4DE4E7C6987C534D1EE30A4C1F93988AD78_celular-300x174.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 680px) 100vw, 680px\" \/><figcaption>Ilustrativa<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Ao analisar a mat\u00e9ria, o relator, desembargador Virg\u00edlio Macedo Jr. explicou que, tratando-se de contrato privado, prevalece a liberdade de contrata\u00e7\u00e3o, de maneira que a plataforma pode, mediante exerc\u00edcio regular do direito, rescindir o contrato unilateralmente. Esclareceu que, ao criar um perfil em uma plataforma digital como o Instagram, administrado pelo Facebook, o usu\u00e1rio voluntariamente concorda com os Termos de Uso e Diretrizes da Comunidade, que incluem restri\u00e7\u00f5es espec\u00edficas quanto ao uso de marcas registradas.Ele verificou nos autos que a conta do autor foi desativada pela viola\u00e7\u00e3o \u00e0 propriedade intelectual de terceiros, j\u00e1 que na inicial afirma que possui conta em favor de seu perfil profissional, divulgando trabalhos, sendo canal de entretenimento e postagens jornal\u00edsticas de informa\u00e7\u00f5es do clube Regatas do Flamengo, \u201ccom patrocinadores e outras parcerias, sendo a fonte de renda do requerente\u201d.Considerou que, no caso, a men\u00e7\u00e3o ao &#8220;Flamengo&#8221; poderia sugerir um endosso ou uma afilia\u00e7\u00e3o que n\u00e3o existia, justificando a a\u00e7\u00e3o da plataforma em desativar o perfil para proteger os direitos de propriedade intelectual. Assim, entendeu que a desativa\u00e7\u00e3o do perfil est\u00e1 amparada no exerc\u00edcio regular de um direito pelo Facebook, que atua em conformidade com as regras previamente estabelecidas e acordadas pelo usu\u00e1rio.Na senten\u00e7a de primeira inst\u00e2ncia, ele foi condenado a pagar as custas processuais e honor\u00e1rios advocat\u00edcios, fixados no percentual de 10% sobre o valor da causa, mas a cobran\u00e7a foi suspensa em vista da gratuidade judici\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA plataforma tem o dever legal de intervir quando da viola\u00e7\u00e3o das suas diretrizes, especialmente no que tange \u00e0 prote\u00e7\u00e3o contra o uso indevido de marcas. (\u2026) A a\u00e7\u00e3o de desativa\u00e7\u00e3o do perfil n\u00e3o constitui ato il\u00edcito, sendo uma prerrogativa da gest\u00e3o da plataforma para assegurar o cumprimento de suas pol\u00edticas internas. Assim, n\u00e3o h\u00e1 fato gerador de dano moral, uma vez que a atua\u00e7\u00e3o da apelada se deu dentro dos limites legais e contratuais\u201d, decidiu.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os desembargadores que integram a 2\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a, por unanimidade de votos, negaram recurso e mantiveram senten\u00e7a da 14\u00aa Vara C\u00edvel de Natal que julgou improcedente uma demanda em que um profissional liberal buscava a reativa\u00e7\u00e3o de sua conta na rede social Instagram e pagamento por danos morais decorrentes. Segundo consta<br \/><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2024\/07\/08\/justica-nega-acao-em-que-internauta-buscava-reativacao-de-perfil-de-rede-social-e-indenizacao\/\">Mais&#8230;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37585"}],"collection":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37585"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37585\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":37586,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37585\/revisions\/37586"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37585"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37585"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37585"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}